Estação Natureza

Para quem for à Curitiba (PR) vale a pena conhecer a exposição permanente que trata os principais biomas brasileiros de uma forma bela, divertida e interativa. O ambiente da exposição proporciona ótimo clima de visitação Foto: Cesar Greco Curitiba

  
  

Para quem for à Curitiba (PR) vale a pena conhecer a exposição permanente que trata os principais biomas brasileiros de uma forma bela, divertida e interativa.

O ambiente da exposição proporciona ótimo clima de visitação

O ambiente da exposição proporciona ótimo clima de visitação
Foto: Cesar Greco

Curitiba, a bela capital paranaense, abriga uma exposição permanente bastante agradável e interessante de se visitar, trata-se da Estação Natureza. Localizada no PolloShop Estação, a exposição é um projeto da Fundação O Boticário de Proteção à natureza e tem como maior objetivo mostrar de forma interativa os principais biomas brasileiros. São eles: Amazônia; Cerrado; Mata Atlântica; Costa marítima; Caatinga; Pantanal e Araucária e Campos. O que realmente chama a atenção dos visitantes é a organização e beleza, peculiar da cidade, encontrada nos painéis interativos que apresentam os ecossistemas que compreendem cada região abordada.

"Gigante pela própria natureza", o painel da Amazônia
Foto: Cesar Greco

De início os visitantes assistem a um vídeo que localiza o homem no planeta desde a sua existência e traz algumas informações sobre a situação do meio ambiente no Brasil. Em seguida as monitoras acompanham as pessoas para a área onde estão representados os biomas. Um quadro com o mapa do Brasil demonstra a localização geográfica de cada bioma. Lá o visitante já pode interagir observado por meio de um monóculo imagens de animais e vegetação característica de cada local. A partir daí a viagem começa de verdade, túneis iluminados com imagens que simbolizam cada ecossistema encaminham o visitante aos painéis que são compostos por informações que podem ser obtidas apertando botões, assistindo vídeos, movimentando alavancas, escutando sons de animais e muito mais.

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A "máquina de pegadas dos bichos"
Foto: Cesar Greco

O primeiro bioma apresentado é o da Araucária e Campos. Os painéis enaltecem a araucária, além dos campos de vegetação e os habitantes (animais) presentes na região. Com muita criatividade um recurso dos primórdios do cinema mostra como é o crescimento de uma árvore de araucária, da semente à fase adulta; maquetes especificam ao visitante como são as diferenças entre o broto masculino e feminino da árvore. Em seguida as peculiaridades da costa litorânea brasileira são apresentadas com vídeos que trazem lindas imagens de golfinhos e os considerados ferozes tubarões. O objetivo é demonstrar a diferença entre as espécies, golfinhos são cetáceos e tubarões peixes. “Muitas crianças que ficam sabendo deste dado dizem que não conheciam a diferença, pensam que os dois são da mesma espécie”, argumenta a monitora Viviam Uhlig.

Conscientização, Sala da Destruição

Conscientização, Sala da Destruição
Foto: Cesar Greco

A próxima fase da exposição mostra a Mata Atlântica e aborda a exploração ilegal de palmito e ainda as bromélias, plantas que vêm sendo alvo de preocupação quanto a epidemia de dengue que assola o país. Logo após é exposto a Caatinga. Nesta parte são desvendadas duas curiosidades que a criançada gosta muito de saber. Normalmente esse bioma é ilustrado com imagens e informações quanto à sua característica de ser seco e árido, que não é falso, mas que também vive um período do ano de verde, que enche os olhos com paisagens naturais em meio ao sertão. Nos painéis da Caatinga existe botões que reproduzem sons de pássaros originários da região como o sofrê ou corrupião, tuins, arara-azul-de-lear. O que surpreende os visitantes é apertar o botão da ararinha azul, uma mensagem diz que o animal é considerado extinto desde 2000 graças ao comércio ilegal de animais silvestres, a mensagem deixa as pessoas perplexas.

Garotos brincando de jogo da memória com monitora na Sala das Escolas

Garotos brincando de jogo da memória com monitora na Sala das Escolas
Foto: Cesar Greco

Na Amazônia a exposição ressalta a rica biodiversidade da região com informações sobre os rios e afluentes, os animais, como o peixe-boi, que corre atualmente risco de extinção, e a curiosa árvore de macacos. Disposta em uma espécie de tela os visitantes apertam botões que fazem acender a imagem de cada uma das oito mais importantes espécies de macacos da Amazônia. No Cerrado um enorme cupinzeiro de verdade (sem cupim) está exposto, ele possui um corte para que as pessoas possam ver como é a estrutura interna do grande monte de terra que esses insetos fazem para servir de casa. Pegadas de quatro animais desse bioma podem ser vistas por meio de uma máquina que o visitante tem de acionar um pedal para que gire a base de argila, onde está impresso a pata dos bichos. São pegadas do lobo-guará, veado-campeiro, ema e de puma.

Por último, o Pantanal possui uma maquete pela qual o visitante pode entender melhor como funciona o sistema de cheias desse ecossistema, considerado a maior planície alagável do mundo, além de servir de “residência” para a maior concentração de aves do planeta (cerca de 650 espécies), mais que os Estados Unidos e o Canadá juntos. O tuiuiú, ave símbolo do pantanal, possui um painel com informações somente dele. O visitante pode observar por meio de uma luneta imagens diversas da ave.

Quase no fechamento da exposição chega o momento crucial, a Sala da Destruição. Ao entrar o visitante sente um choque, a sala é escura e possui um telão com espelhos nas bordas que refletem as imagens de forma a reproduzir um globo terrestre. Sons perturbadores e uma essência com cheiro de “poluição” é lançada no ambiente que, junto com as imagens de rios poluídos, chaminés cuspindo espessas camadas de fumaça e lixo, entre outras cenas de destruição do meio ambiente forçam as pessoas a fazerem uma reflexão do papel do homem no planeta em prol da natureza.

Para amenizar um pouco o choque a próxima sala é acolhedora e tem um cheiro delicioso de “mato”. Ali estão painéis que sugerem maneiras de como o homem pode cuidar melhor dos ambientes naturais. Um tecido branco de textura bastante agradável é estendido formando paredes, que dão a sensação de conforto depois do terror da Sala da Destruição. Há ainda exemplos das Unidades de Conservação, Parques Nacionais brasileiros e ainda o da RPPN de Salto Morato, comandada pela Fundação O Boticário.

Finalmente, os visitantes podem responder o ecoteste, que são 11 perguntas aleatórias sobre informações dispostas na exposição respondidas em um computador. O teste mostra a porcentagem de conhecimento de cada um. Depois a garotada pode desfrutar da Sala das Escolas. Lá eles podem brincar com jogos educativos, desenhar e brincar com brinquedos ligados à natureza, além de poder refletir um pouco sobre o que viram. “Aprendi que meu pai não deve jogar bituca de cigarro no mato que pode acontecer um desastre. Achei muito divertido, gostei muito de girar o mundo”, comentou eufórico João Francisco Miró, de 10 anos, referindo-se ao grande globo terrestre que a criançada pode movimentar na Sala do Globo. Para Guilherme Akio Mogima, de 9 anos, o aprendizado valeu para conhecer um pouco mais sobre os animais. “Gostei muito das pegadas dos bichos”, contou.

A exposição conta com uma lojinha de onde os visitantes podem levar para casa lembranças como camisetas, bonés, broches, porta cds e uma linda agenda com ilustrações feitas pelas crianças que visitam a mostra. Todo passeio é muito agradável e reproduz uma grande viagem de cores e imagens belíssimas que envolve todos que vão ao local, além de muita informação. “O intuito é conscientizar as pessoas, principalmente as crianças, sobre o meio ambiente e isso acredito que estamos conseguindo, tem criança que fica muito tocada quando chega à Sala da Destruição após ter visto as belezas e curiosidades dos biomas”, finaliza a monitora.

Serviço
A Estação Natureza fica em Curitiba (PR), no PolloShop Estação, na Avenida 7 de Setembro, 2.775. Abre de terça à sexta-feira das 13h às 19h30. Aos sábados e domingos funciona das 14h às 18h. O ingresso sai por R$ 2. Escolas públicas, mediante agendamento, são isentas do pagamento de ingresso. O telefone para agendar uma visita é o (0xx41) 232-8091.

  
  

Publicado por em

Victor

Victor

18/11/2008 20:03:04
eu ja fui la e gostei muito

Flavio barbosa

Flavio barbosa

21/10/2008 17:51:49
quero ver maquetes sobre biomas

Priscila Novaes

Priscila Novaes

22/09/2008 00:16:21
o conteúdo é ótimo!! principalmente para alunas desesperadas como eu!!!
Isso queé uma pesquisa de verdade!!

Vischonbara malagueta

Vischonbara malagueta

05/09/2008 13:07:29
horrivel.
o que é isso?