Fundação SOS Mata Atlântica comemora 18 anos de luta pela preservação do bioma

Por: Karina Miotto A Fundação SOS Mata Atlântica comemorou, neste final de semana, seus 18 anos de vida. As atividades abertas ao público aconteceram no sábado (21) e no domingo (22). Quem passou pelo Parque do Ibirapuera, em São Paulo, pôde conferir u

  
  

Por: Karina Miotto

A Fundação SOS Mata Atlântica comemorou, neste final de semana, seus 18 anos de vida. As atividades abertas ao público aconteceram no sábado (21) e no domingo (22). Quem passou pelo Parque do Ibirapuera, em São Paulo, pôde conferir uma série de palestras sobre a situação do bioma e o que tem sido feito para preservá-lo. Um dos maiores atrativos foi a exposição Viva a Mata, que reuniu mais de 50 projetos que abrangeram diversos Estados onde há Mata Atlântica. Muita gente saiu de lá feliz e com uma muda de árvore nativa para plantar pela cidade.

O primeiro evento que marcou o início das atividades foi comandado pelo repórter César Tralli, da TV Globo, ainda na sexta (20). Cerca de 250 convidados entre colaboradores, parceiros e jornalistas acompanharam o repórter, que discorreu a respeito do tema Passado, Presente e Futuro da Mata Atlântica. Nele, foram lançados dois livros: Mata Atlântica – Biodiversidade, Ameaças e Perspectivas, de Carlos Galondo – Leal e Ibsen de Gusmão Câmara e União Pela Fauna da Mata Atlântica, resultado do trabalho da Fundação e da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (www.rentas.org.br).

Além de dois painéis que transmitiam imagens de campanhas, da fauna e da flora da mata, o público acompanhou entrevistas estilo bate-papo com quatro pessoas, todas envolvidas com a SOS. Fabio Feldmann, Rodrigo Lara Mesquita e Roberto Klabin, respectivamente primeiro, segundo e atual presidente da ONG, e Clarice Herzog, que elaborou a pesquisa SOS Vista Pela Comunidade.

Rodrigo contou um pouco das dificuldades do início enquanto Roberto Klabin falou da importância das parcerias para a existência da entidade. “Sozinho, não conseguiríamos os mesmos resultados. Não é uma festa da SOS, mas de todos que se unem pela preservação da Mata Atlântica”. Klabin também ressaltou a importância do envolvimento da população com a causa ambiental. “Precisamos falar com a sociedade e não só com ambientalistas”.

Fabio Feldmann concorda que quanto mais informação, mais força para ajudar o movimento. “25 mil quilômetros quadrados da Amazônia já foram desmatados. Da Mata Atlântica, só restam 7%. Precisamos de muita mobilização, falar com a juventude, incentivá-los a participar da causa ambiental”.

Clarice Herzog disse o quanto se emocionou com a pesquisa ao ver que muitas vezes as pessoas de classes baixas têm mais consciência ambiental que os abastados. E citou o exemplo de adolescentes que conheceu, moradores dos arredores da represa Billings. “Toda segunda-feira eles limpam a sujeira deixada pelos turistas”.

Além das entrevistas, a noite foi regada a muitas informações sobre a história da fundação e a atual situação do bioma. Tudo começou em 1986, quando profissionais de diferentes ramos de atividades e ambientalistas se uniram com o objetivo de proteger a Mata Atlântica. Devido à destruição, foram perdidas diversas espécies de plantas e animais – e ainda restam aquelas que só podem ser encontradas na Mata e que se não forem preservadas, desaparecerão do planeta para sempre.

A luta da SOS está justamente aí, em preservar o que resta e em recuperar o que puder ser recuperado. Para atrair cada vez mais pessoas e colaboradores – é a maior entidade ambientalista do país, em número de filiados - a ONG realiza ações e campanhas de conscientização. Fez, por exemplo, o primeiro mapeamento da Mata Atlântica e criou o Click Árvore (www.clickarvore.com.br), onde cada clique do internauta corresponde ao plantio de uma árvore. Pode-se plantar uma por dia. A ONG também luta pela aprovação de um projeto de lei que regulamenta a exploração de recursos naturais e o manejamento florestal da mata - projeto este que se encontra simplesmente “atolado” - para não dizer esquecido - no congresso há quase 13 anos.

Quando a palestra acabou, o diretor de relações institucionais da fundação, Mário Mantovani, subiu ao palco para agradecer a todos os parceiros. Com muito entusiasmo, citou uma lista interminável de nomes e fez lembrar o que Feldmann e Klabin já haviam dito: ainda há muito que fazer, a sociedade precisa de mais informação e a luta pela preservação está apenas começando. Como Mário mesmo diz...“não quero ser piegas, mas é bem verdade: sonho que se sonha junto vira realidade”.

Se você quiser saber mais sobre o trabalho da SOS Mata Atlântica, é só visitar o site: www.sosmatatlantica.org.br

Sobre a Fundação SOS Mata Atlântica

A Fundação SOS Mata Atlântica é uma entidade privada, sem vínculos partidários ou religiosos e sem fins lucrativos. Seus principais objetivos são defender os remanescentes da Mata Atlântica, valorizar a identidade física e cultural das comunidades humanas que os habitam e conservar os riquíssimos patrimônios natural, histórico e cultural dessas regiões, buscando o seu desenvolvimento sustentado.

Fundada em setembro de 1986, a SOS Mata Atlântica possui um corpo de profissionais trabalhando em projetos de educação ambiental, recursos hídricos, monitoramento da cobertura florestal vegetal da Mata Atlântica por imagens de satélite, ecoturismo, produção de mudas de espécies nativas, políticas públicas, aprimoramento da legislação ambiental, denúncia contra agressões ao meio ambiente, apoio à gestão de unidades de conservação, banco de dados da Mata Atlântica, entre outros.

Para o desenvolvimento do seu Programa de Ação, a SOS Mata Atlântica é sustentada pela contribuição de mais de 70 mil membros filiados e por apoios, parcerias e patrocínios de empresas privadas, órgãos governamentais, instituições de ensino e pesquisa, entidades e agências nacionais e internacionais. Tem como órgão deliberativo o Conselho Administrativo e possui também um Conselho Consultivo e um Conselho Colaborador, todos estes formados por representantes de segmentos significativos da sociedade.

  
  

Publicado por em

Karleandro Pereira

Karleandro Pereira

30/05/2012 16:09:20
Preservar a natureza é tarefa de todos e portanto responsabilidade mútua.

Katiene

Katiene

09/10/2008 15:28:25
Bem...acho o trabalho de vcs é super especial..pois soh de tentarem preservar esses animais jah é uma maravilha...quem diria se todo o mundo pensa-se assim...
Mas acho que vcs devia colocar no site como os animais se readaptam á natureza e aqueles que nao voltam adaptar o que acontece...e tal.