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Lição de casa para 2007! O Planeta agradece...

E estamos já em 2007. Incrível como o ano passou rápido, não é mesmo E ainda é mais incrível como eu sempre escuto isso e continuo sem entender o significado da frase. Como assim, passou mais depressa B

4 de Janeiro de 2007.
Publicado por Guto Bertagnolli  

E estamos já em 2007.

Incrível como o ano passou rápido, não é mesmo" E ainda é mais incrível como eu sempre escuto isso e continuo sem entender o significado da frase. Como assim, passou mais depressa" Bom, de verdade, espero que todos tenham terminado 2006 de maneira tranqüila e começado o ano novo bem e com o pé direito, se me permitem é claro, nossos amigos canhotos.

E agora vamos ao que interessa...

Decidi iniciar o ano escrevendo sobre um assunto que está, aos poucos, ganhando a devida atenção em todos os níveis da sociedade: nosso futuro. Trazendo isso para um plano mais terreno e mais específico, estamos num ponto, dito por alguns especialistas, como crítico, em relação à saúde do nosso Planeta.

Os níveis do crescimento populacional na Terra alcançaram índices bastante altos em 2006 e, aliás, nunca estiveram tão fora de controle. Isso implica diretamente em um aumento significativo nos níveis de consumo dos produtos naturais, na necessidade do aumento das áreas para a agricultura e um conseqüente aumento dos processos industriais e do acúmulo de resíduos resultantes desses processos. Nós (seres humanos) ainda não estamos 100% preparados e educados em relação à reciclagem e reutilização dos resíduos resultantes da nossa constante busca pelo desenvolvimento. E nem vamos aqui entrar em detalhes sobre aqueles países que não tem praticamente infra-estrutura nenhuma, pouca educação (nós temos quase 30% da nossa população sem educação básica), ou ainda, daqueles que estão envolvidos em guerras e outros fatores que impedem ou impossibilitam seu desenvolvimento como nação preocupada com assuntos e problemas relacionados com o futuro e a saúde da Terra.

Problemas levantados e discutidos já à algum tempo, como o aquecimento global, estão saindo da esfera científica e cada vez mais ganhando espaço em meio as discussões menos acadêmicas. O constante aumento das emissões de monóxido de carbono resultantes da queima de combustíveis fósseis vem aumentando a temperatura de maneira geral, e de forma praticamente constante, sobre a superfície da Terra. Só para listar alguns dos problemas relacionados a isso, podemos citar o aumento do volume dos oceanos e a conseqüente e bem possível inundação de regiões litorâneas, variações significativas no clima, causando aumento do volume das chuvas (inundações) e ainda, ampliação de áreas em processo de desertificação, como na China, por exemplo.

Isso fica ainda mais chato e complicado se falarmos nos oceanos. Não se fala tanto em poluição, mais no constante aumento da acidez das águas marinhas. Outro fator preocupante é a pesca industrial. Normalmente realizada sem nenhum controle e regida por legislações diferentes e tendo que atender necessidades de mercados diferentes, ela vem, não mais tão lentamente, dizimando várias espécies de peixes. Para se ter uma idéia, algumas espécies marinhas de superfície, antes comuns e em quantidades relativamente grandes, começaram nos últimos anos, a dar sinais de diminuição. O que se fez a respeito" Mais dinheiro e mais tecnologia foi desenvolvida e em conseqüência disso, ocorreu um aumento da pesca em profundidades maiores. Loucura, não" Algumas espécies comuns em águas mais profundas, que naturalmente se reproduzem mais lentamente, e que normalmente demoram cerca de 20 anos para chegar à idade adulta-reprodutiva e que podem chegar a 100 anos de longevidade, começam a fazer parte dos cardápios dos restaurantes ao redor do mundo.

Bom, se formos só falar somente do que estamos fazendo de errado, vamos ficar repetitivos e porque não dizer, bem chatos. E como em qualquer situação de proporções globais, algumas perguntas sempre acabam aparecendo: Mas e ai" Nós podemos realmente fazer alguma diferença" Como" O que está sendo feito" Como posso ajudar"

É bem importante entender que a situação, apesar de ruim, ainda tem solução. Os governos e governantes tem tomado posições favoráveis e até animadoras através de tratados, como os de Kyoto e o de Montreal, que visam controlar e diminuir emissões na nossa atmosfera. Lembram da história do buraco na camada de ozônio" Depois de muita discussão e pressão por parte da sociedade como um todo, o uso do CFC foi sendo controlado, novas tecnologias foram e estão sendo aplicadas, e já hoje, por incrível que pareça, as últimas medições indicam que o tão mal falado buraco está dando sinais de diminuição. Ponto positivo para todos nós.

É óbvio que questões dessa importância são de responsabilidade de todos. Pelo menos de todos aqueles que podem colaborar diretamente. Precisamos entender primeiro, que nós seres humanos somos responsáveis pelo aumento do consumo em todos os aspectos. Nós estamos pedindo por mais. Mesmo que de maneira inconsciente e involuntária, isso acontece. Isso é um tanto empírico, mas de certa forma precisa ser aceito e encarado de frente pela humanidade. Uma diminuição direta no consumo, fará com menos seja exigido e retirado, gerando uma conseqüente folga para os processos e recursos naturais que sugamos constantemente das entranhas da Terra.

Educação é outro fator fundamental. Isso sim, com certeza, é algo que pode ser o começo de uma grande mudança. Isso é bem mais palpável e não parece algo que esteja vinculado ao Bush e aos seus desejos megalomaníacos por controlar todo o petróleo do Oriente Médio, ou ainda, ao fato do nosso dilema de Brasil, que coloca em cheque os nossos desejos e necessidades de desenvolvimento e toda a pressão que estamos exercendo sobre a Amazônia e também sobre o Pantanal, pressão essa, que pode em cerca de 50 anos, destruir ou ainda, alterar para sempre, regiões únicas no Planeta.

Nós podemos sim, nos educar dentro de casa, alterando aos poucos nossos hábitos e passando a comprar produtos que possam ser reciclados, ou ainda, aqueles que estão sendo produzidos de maneira menos agressiva ou tem resíduos menos impactantes ao meio ambiente; conversando com os nossos vizinhos e companheiros de edifício sobre como reciclar o lixo e gerar recursos com isso, sobre como economizar água; com o nosso jornaleiro, com o nosso jardineiro, o motorista do ônibus.

Parece simples, e nós que podemos, (eu estar aqui sentado escrevendo) e vocês (que tem acesso à internet e que chegaram até aqui), temos que tentar fazer alguma diferença. Mas, acreditem não é tão simples assim. O primeiro, mais difícil e mais importante passo, é mudar a si mesmo. Alguém se compromete" Eu vou tentar. Boa sorte aos que tentarem também. Eu agradeço. Nós agradecemos. A Terra agradece.

Abraços e até mais!

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Guto Bertagnolli é biólogo/guia naturalista, fotógrafo de natureza e especialista em ecoturismo. Atualmente vive e trabalha em Bonito e no Pantanal, no Estado do Mato Grosso do Sul.

Site: www.gutobertagnolli.com
Blog: www.ecoefoto.blogspot.com
Email: contact@gutobertagnolli.com
SKYPE: gutobertagnolli
MSN: ecoguto@hotmail.com

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