Nuvens venenosas : coincidência ou evidência ?

Milhares de pessoas ficam expostas a situações de risco de morte e a perda de seus bens materiais

  
  

No dia 12 de janeiro de 2013, as tempestades que atingiram a Região Serrana do Rio de Janeiro completaram dois anos. Com um saldo de mais de 900 mortos e 7 mil desabrigados, sendo considerada a maior tragédia natural do Brasil.

Radares meteorológicos mostraram algo incomum em torno de aves que caíram após o reveillon daquele ano. O radar da Base Militar em Little Rock ( Arkansas) registrou uma anomalia atmosférica por quatro vezes entre 31 de dezembro e 1 de Janeiro. Este serviço meteorológico dos EUA, analisou um pontinho no radar que se apresentou ao redor de todas as aves que caíram do céu .

O diretor de Operações Chris Buonanno alegou: - "a mancha na imagem definitivamente não é precipitação". Apresentava-se como uma grande concentração de algo subindo ao céu, como "nuvens venenosas" que entraram na atmosfera superior devido ao movimento acelerado dos pólos magnéticos.

O relatório afirma que todas as mortes de animais ocorreram em latitudes muito específicas (24-28 Norte e Sul 8-24), indicando que duas violações separadas da atmosfera superior da Terra estão permitindo que essas “nuvens venenosas” cheguem do espaço por meio da atmosfera mais baixa.

Estas “nuvens venenosas” podem ter sido originadas na queima dos fogos de artifício? De acordo com especialistas, a tragédia da região serrana do Rio de Janeiro ( em 2011) do ponto de vista geológico que atingiu Angra dos Reis (2010) são semelhantes, ocorreram quase na mesma época do ano, será que podem estar relacionadas as “ nuvens venenosas”, citadas acima ?

Grupos de defesa dos direitos dos animais, fizeram neste ano, uma manifestação contra o uso de fogos de artíficio nas comemorações do ano novo nas Filipinas.

Donos de cães e gatos foram ao Centro de Vida Selvagem e Parques Ninoy Aquino, em Manila, capital do país, onde foi realizado o protesto. Segundo os manifestantes, a tradição é nociva à audição e, também, a prática polui o ar, o que poderia acarretar chuvas atípicas.

Neste ano, seja por coincidência ou evidencia, novamente ocorreram chuvas extremamente fortes no Rio de Janeiro, onde acontece a maior queima de fogos de artifício no nosso País. No dia 2 de janeiro a cidade de Duque de Caxias foi inundada em decorrência de um temporal intenso, nunca visto antes.

O boletim divulgado no fim da tarde de domingo (6/1) pelo governo sobre as vítimas das chuvas no Rio de Janeiro informa que os desalojados das chuvas no estado são 2.465 e 706 os desabrigados.

Em Angra dos Reis, no litoral sul, é grande a quantidade de pessoas desalojados. O município tem ainda 160 desabrigados. Em Mangaratiba, o número de desalojados passou de 90 para 500, além de 90 desabrigados.

Em Duque de Caxias, na baixada fluminense, a quantidade de casas destruídas pelo temporal chegaram a 200. As residências danificadas passaram de 200 para 300. Os desabrigados da enchente cresceram de 276 para 478, em Xerém.

Diante de tantas tragédias , há necessidade de realizar um monitoramento, que tenha o potencial para registrar respostas às mudanças climáticas que já estão em andamento e observar o impacto da poluição oriunda dos fogos de artifício.

Um estudo metereológico mais amplo, não apenas para nos informar se devemos ou não vestir uma capa de chuva É fundamental detectar a quantidade de chuva por questões mais sérias e cautelosas.

Neste verão, o indice pluviométrico esta alterado em muitas outras regiões. É preciso conhecer a quantidade de água que acaba precipitando das nuvens por dia, mês e até mesmo ano, etc. Qual o fator que está incidindo mais nesta mudança, o aquecimento global, a urbanização( ilha de calor urbana) ou fogos de artíficio?

As pesquisas sobre mudanças climáticas e biodiversidade no Brasil, apresentadas nos últimos anos pela comunidade científica nacional e internacional, são incipientes. É o que mostra a “Análise de Publicações Científicas Existentes Relativas aos Impactos das Mudanças Climáticas sobre a Biodiversidade”, trabalho realizado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

"A falta de conhecimento dificulta que ações e estratégias de adaptação às mudanças climáticas sejam eficazes”, afirma Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário. Ela ressalta que a diversidade biológica e os serviços ambientais são essenciais para a manutenção da humanidade, mas as mudanças climáticas podem impactá-los severamente.

Pesquisa publicada no “Journal of Geophysical Research-Atmospheres” ressalta que o Carbono negro, ou fuligem, contribui muito mais para o aquecimento global do que anteriormente reconhecido.

Os cientistas dizem que as partículas podem estar tendo um efeito que é o dobro do imaginado em estimativas anteriores.Eles dizem que a fuligem perde apenas para o dióxido de carbono como o mais importante agente causador de aquecimento no planeta. As partículas também teriam impacto sobre os padrões de chuva.

A NASA , também, já começa a se preocupar com estas tempestades atípicas. A maioria pode dar origem aos terremotos e outros fenômenos naturais

Duas” tempestades”, a ambiental e a econômica, estão em rota de colisão. Se não forem alocados os recursos necessários para diminuir o crescente risco de fenômenos meteorológicos extremos, permitir que seja detectado com precisão o impacto dos fogos de artíficio no meio ambiente, milhares de pessoas ficarão expostas a situações de risco de morte e a perda de seus bens materiais, comprometendo o equilíbrio ambiental e social das próximas gerações .

Autoria: Vininha F.Carvalho

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