Conselho Brasileiro de Turismo Sustentável (CBTS)

Por: Conselho Brasileiro de Turismo Sustentável (CBTS) Saiba tudo sobre essa entidade que acaba de nascer para estabelecer padrões de qualidade para as modalidades de turismo em nosso país. Ambientalistas, representantes de movimentos sociais, empr

  
  

Por: Conselho Brasileiro de Turismo Sustentável (CBTS)

Saiba tudo sobre essa entidade que acaba de nascer para estabelecer padrões de qualidade para as modalidades de turismo em nosso país.

Ambientalistas, representantes de movimentos sociais, empresários e especialistas em turismo de todo o país reuniram-se em São Paulo nos dias 28 e 29 de junho, no Hotel Meliá Jardim Europa, durante o III Workshop de Certificação do Turismo Sustentável, para fundar o Conselho Brasileiro de Turismo Sustentável (CBTS), entidade intersetorial do turismo, apta a delimitar uma estratégia única e ampla para a certificação do turismo sustentável no Brasil e para o estabelecimento de padrões de qualidade sócio-ambiental adequados à realidade brasileira, por meio de um sistema de certificação independente.

O III Workshop do Programa de Certificação do Turismo Sustentável - Brasil, teve como foco principal garantir a continuidade das ações que vêm se desenvolvendo desde outubro de 2000, para a implementação de uma estratégia de certificação do turismo no Brasil. Este processo participativo, independente e voluntário visa contribuir para o desenvolvimento sustentável do setor, acompanhando a iniciativa internacional de criação do STSC - Sustainable Tourism Stewardship Council (órgão credenciador internacional).

O processo de Certificação do Turismo Sustentável no Brasil vem sendo encabeçado pela WWF-Brasil e pela Fundação SOS Mata Atlântica. Para Sérgio Salazar Salvati, Presidente do Conselho Brasileiro de Turismo Sustentável e Coordenador do Programa de Turismo e Meio Ambiente do WWF-Brasil, “o turismo é uma das mais promissoras fontes econômicas do planeta. Ele contribui para o desenvolvimento socioeconômico e cultural de um país, mas se for conduzido apenas com enfoque econômico, sem um planejamento baseado nas características biológicas, físicas, econômicas e sociais das localidades, ele pode gerar um desequilíbrio ecológico e social. A certificação busca garantir este equilíbrio”.

Segundo Mario Mantovani, diretor da Fundação SOS Mata Atlântica, “o turismo sustentável é uma ferramenta muito importante para a proteção, conservação e uso dos recursos naturais da Mata Atlântica. Inicialmente de uma área superior a 1,3 milhão de km², presente em 17 Estados brasileiros e ocupando cerca de 15% do território nacional, a Mata Atlântica hoje está reduzida a menos de 8% desse total, desde o início da colonização até os dias de hoje, quando ainda perdemos um campo de futebol dessa floresta a cada 4 minutos. O que resta da floresta hoje é o cenário para o desenvolvimento turístico do Brasil. A continuar assim, nós não teremos mais nosso maior atrativo, que é a principal demanda dos turistas no Brasil”.

Conselho Brasileiro de Turismo Sustentável – CBTS
O Conselho Brasileiro de Turismo Sustentável é fruto de um processo que vem se desenvolvendo desde 1999 por uma coalizão de ONGs, da iniciativa privada e de especialistas da área. Desde outubro de 2000, o WWF-Brasil e a Fundação SOS Mata Atlântica lideram esta mobilização, que já havia contado com dois workshops preparatórios, consultas públicas em congressos e seminários nacionais de turismo e mantém um grupo de debate pela Internet. A discussão e a elaboração de padrões de sustentabilidade para a atividade no Brasil são os primeiros passos do CBTS rumo ao estabelecimento de um sistema de certificação.

O CBTS possuirá a legitimidade para propor, executar, avaliar e monitorar o processo de certificação do turismo no Brasil, com base nos desempenhos econômico, social e ambiental de produtos e serviços turísticos. Por ser desenvolvido de forma independente (com a participação e controle da sociedade), não-discriminatória (de setores ou de escalas produtivas), transparente (participação e divulgação ampla do processo), voluntária (participação não obrigatória) e tecnicamente consistente (embasado nas recomendações da OMT, UNEP, WTTC, academia e nas experiências internacionais em sistemas de certificação), certamente contribuirá para o desenvolvimento sustentável do setor.

Certificação
Esquemas de certificação são mecanismos não governamentais e voluntários de controle social sobre os produtos e destinos turísticos, baseados numa avaliação independente dos desempenhos sociais, econômicos e ambientais das suas operações. Representam um importante papel ao estimular maior responsabilidade e competitividade para o setor. Configuram-se pela formulação e adoção de um plano de ações que visam o aperfeiçoamento dos negócios e que vêm representados em forma de selo, proporcionando um incentivo de mercado. O selo, ou logotipo de marketing, será fornecido para empreendimentos que alcançarem um determinado padrão de eficiência e desempenho, demonstrando as credenciais ambientais e sociais que permitem aos consumidores identificar empreendedores responsáveis.

A principal meta da certificação do turismo sustentável é a caracterização e identificação de componentes da atividade turística ou de seus produtos que sejam ambientalmente adequados, economicamente viáveis e socialmente justos. A certificação do turismo gera benefícios ambientais, econômicos e sociais. Ambientalmente, ela contribui para a conservação da biodiversidade, auxilia na manutenção da qualidade ambiental dos atrativos turísticos e na proteção de espécies ameaçadas. Economicamente, viabiliza as áreas protegidas utilizadas pelo turismo, proporciona um diferencial de marketing, gerando vantagens competitivas para os empreendimentos e facilita o acesso a novos mercados, principalmente o internacional. Socialmente, legaliza a atividade do turismo, assegura boas condições de trabalho e promove o respeito aos direitos dos trabalhadores, povos indígenas e comunidades locais.

III Workshop de Turismo Sustentável
O III Workshop de Turismo Sustentável obteve um número de participantes muito além do esperado. Estimava-se a participação de cerca de 60 pessoas, sendo que 132 pessoas assinaram a lista de presença, representando 73 instituições. Participaram ainda 15 profissionais autônomos, 7 jornalistas e 13 representantes de órgãos do governo, destacando-se a presença do Exmo Sr. Caio Luiz de Carvalho, Ministro de Estado de Esportes e Turismo, entre outras autoridades. Contou-se com a representação de 14 estados brasileiros: AC, AM, BA, CE, GO, MG, PE, PI, PR, RN, RJ, RS, SP, do Distrito Federal e da França. As câmaras setoriais ambiental, econômica e social, que compõem o CBTS, foram compostas respectivamente por representantes de 12, 33 e 28 instituições, garantindo ampla participação e representatividade.

Principais Resultados do Workshop
1) Durante o workshop discutiu-se a estrutura do CBTS - Conselho Brasileiro de Turismo Sustentável, com base na primeira versão do estatuto colocada à disposição para análise de todos os presentes. Acordou-se que esta estrutura será composta por três câmaras setoriais (ambiental, social e econômica), um Conselho Diretor, um Conselho Fiscal e um Comitê para Resolução de Conflitos. Todos os participantes do evento foram chamados a se inserir em uma das câmaras, de acordo com o perfil e atuação da entidade representada (pessoa jurídica). Definiu-se que as pessoas físicas interessadas em participar podem se inserir em uma das câmaras setoriais, terão direito a voto (com peso diferenciado daquele das pessoas jurídicas), mas não poderão se candidatar aos cargos eletivos. Os representantes do governo, assim como certificadores e agências de financiamento são observadores (não votam e não podem concorrer a cargos eletivos).

2) O Conselho Diretor é formado por 3 representantes de cada câmara, eleitos entre seus pares. O primeiro Conselho Diretor foi eleito e empossado durante o workshop e tem a seguinte composição:
- Representantes da câmara ambiental: WWF-Brasil - Sérgio Salazar Salvati / SOS Mata Atlântica - Mário Mantovani / Reserva da Biosfera da Mata Atlântica - Clayton Lino

- Representantes da câmara social: Instituto de Hospitalidade - Luiz Carlos Barbosa / FEMESP - Federação dos Montanhistas do Estado de São Paulo - Milton Dines / Renacema - Rede Nacional de Condutores e Monitores Ambientais - Patrick Maury

- Representantes da câmara econômica: Ambiental Expedições - Israel Waligora / Associação Roteiros de Charme - Monica Borobia / Ruschmann Consulting - Jens Ruschmann

3) Na 1a Reunião do Conselho Diretor, em ocorrida em 29 de junho de 2002, durante o workshop, elegeu-se o Presidente e Vice-Presidente do Conselho. Apresentaram para a presidência Sérgio Salazar Salvati, do WWF-Brasil, sendo eleito por aclamação e Mônica Borobia, da Associação Roteiros de Charme, que foi aclamada para a Vice-Presidência.

4) Foi também eleito um representante de cada câmara para compor o Conselho Fiscal, que conta com a seguinte representação:
1. Mater Natura - Kusum Toledo (câmara social)
2. Eco-Associação - Ricardo Magalhães (câmara ambiental)
3. Biotrip - Jorge Maruju (câmara econômica)

5) Formaram-se 2 GTs- Grupos de Trabalho, um para elaboração dos Padrões (Princípios e Critérios) para o Turismo Sustentável e o outro para liderar a discussão do estatuto. O GT dos padrões terá o prazo de um ano para finalizar o trabalho e o GT do estatuto o prazo máximo de seis meses, pois decidiu-se que documento deve ser ratificado por todos os sócios inscritos no CBTS no prazo máximo de 6 meses. Os GT são compostos por dois participantes de cada câmara, escolhidos entre seus pares.

6) A primeira reunião do CD discutiu os seguintes pontos:
Elaboração do Regimento Interno do CBTS;
Plano de Captação de Recursos;
Plano de Marketing Estratégico;
Plano de Sustentação - será definido posteriormente;
Viabilização da Secretaria Executiva.

  
  

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Stella

Stella

05/08/2009 01:27:34
Como? Você poderia me passar um site, um telefone, um e-mail? Porque eu não encontrei nenhum contato do CBTS. Grata

Equipe EcoViagem

Equipe EcoViagem

Olá, O WWF-Brasil (www.wwf.org.br) e a SOS Mata Atlântica (www.sosma.org.br) podem lhe ajudar a obter esta informação. Agradecemos o contato Equipe EcoViagem
Stella

Stella

21/07/2009 20:22:07
Como faço para me filiar ao CBTS?

Equipe EcoViagem

Equipe EcoViagem

Olá Stella, Para obte esta informações será necessário entrar em contato com o CBTS. Agradecemos o contato Equipe EcoViagem