Ecoturismo na Mata Atlântica

Karina Miotto O Projeto de Desenvolvimento do Ecoturismo na Região da Mata Atlântica, idealizado pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, promete divulgar o ecoturismo e proteger a biodiversidade da região

  
  

Karina Miotto

O Projeto de Desenvolvimento do Ecoturismo na Região da Mata Atlântica, idealizado pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, promete divulgar o ecoturismo e proteger a biodiversidade da região que abrange seis parques estaduais: no litoral norte, o de Ilhabela e, no Vale do Ribeira, os de Carlos Botelho, Ilha do Cardoso, Intervales, Jacupiranga e Turístico do Alto Ribeira.

Os municípios beneficiados são Sete Barras, São Miguel Arcanjo, Capão Bonito, Tapiraí, Ribeirão Grande, Guapiara, Iporanga, Eldorado, Apiaí, Barra do Turvo, Jacupiranga, Cananéia, Cajati e Ilhabela – vale lembrar que a ilha detém a maior concentração de Mata Atlântica do Brasil.

De acordo com Sérgio Salvati, coordenador do projeto, a primeira fase das obras será concluída no ano que vem. Entre elas, está a restauração do fórum de Ilhabela, que será a sede do parque e também museu do mar, com inauguração prevista para fevereiro. Em março, o Petar terá um centro de interpretação ambiental com exposições temáticas, loja, café e auditório e em maio, Intervales vai ganhar um centro de interpretação e a Pousada da Lontra. No total, as três obras custarão 4.350.000 reais. O custo do projeto todo gira em torno de 15 milhões de dólares - investimento do Banco Interamericano de Desenvolvimento e do Governo do Estado de São Paulo.

Levando-se em consideração a importância da conservação do que ainda resta de Mata Atlântica (cerca de 8%), o desenvolvimento do ecoturismo na região é uma saída estratégica para proteger um dos ecossistemas mais ricos do planeta.

O investimento do projeto nos parques abrange serviços de alojamento, normas de visitação, capacitação de guias e funcionários para que possam orientar e receber bem os visitantes, construção de trilhas e caminhadas, entre outros serviços turísticos. Já para as comunidades locais, a ação prevê assistência técnica a empresários para que saibam receber bem os turistas e integrar seus produtos e serviços ao parque. Isso vai desde a venda de artesanatos até a melhoria dos meios de hospedagem.
A união da comunidade e empresários locais aos serviços de visitação dos parques poderá resultar em turismo consciente, promovendo a sustentabilidade social, ambiental e econômica da região.

Será imprescindível que moradores e visitantes saibam da importância dos cuidados que deverão ter na conservação do meio ambiente onde serão realizadas atividades ecoturísticas. Sérgio Salvati completa: “nosso objetivo é consolidar o turismo sustentável nessas áreas. Para isso, vamos estruturar os parques, orientar as comunidades locais e fortalecer a gestão pública do ecoturismo”.

  
  

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