Artigos > Turismo >Fundo Brasileiro para Biodiversidade: Capacitar é cuidar!Para quem não sabe, o turismo ecológico é um dos setores que mais cresce no mundo, e o Brasil, país de muitas riquezas naturais, investe cada vez mais em práticas e capacitação de pessoas para que possam identificar problemas e buscar soluções. Dessa form14 de Outubro de 2002. Publicado por Equipe EcoViagem Para quem não sabe, o turismo ecológico é um dos setores que mais cresce no mundo, e o Brasil, país de muitas riquezas naturais, investe cada vez mais em práticas e capacitação de pessoas para que possam identificar problemas e buscar soluções. Dessa forma, a prática do ecoturismo utiliza o patrimônio natural e cultural visando usufruir a natureza de forma adequada sem ameaçar o meio ambiente. ![]() Monitores em treinamento - Itacaré (BA) O FUNBIO, Fundo Brasileiro para a Biodiversidade, é um desses órgãos que busca e desenvolve projetos para a melhor atividade do ecoturismo no país. Criado em Outubro de 1995, a entidade é dirigida por um Conselho Deliberativo com 28 pessoas e por um Comitê Executivo com 13 profissionais de diferentes áreas. Essa instituição não governamental tem como objetivo geral contribuir para a preservação e uso sustentável da biodiversidade biológica do país. ![]() Pólo de Bonito (MS) A ação da ONG envolve capacitação, busca, potencialização e distribuição de recursos para ações de conservação e uso da biodiversidade, estimulando o desenvolvimento de projetos ambientais economicamente sustentáveis, e que tem como público-alvo o empresariado e organizações não-governamentais com os mesmos ideais. ![]() Treinamento de guias em Itacaré (BA) Ao todo, são US$ 20 milhões provenientes do Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF- Global Environmenteal Facility), e mais a complementação de recursos vindos de outras empresas, a fim de garantir a continuidade do FUNBIO. O montante captado até 2001 foi de US$ 4,1 milhões através de parcerias com a Fundação CSN, Instituto Terra, Fundação Ford, Klabin do Paraná Produtos Florestais (KPPF), CEMIG, RURECO, FINEP, Banco da Amazônia (BASA) e Embratur, entre outros. ![]() Pólo do Petar (SP) Dentro dessa proposta, o FUNBIO oferece programas como o PAPS (Programa de Apoio à Produção Sustentável) e MPE (Melhores Práticas para o Ecoturismo). Cada um deles com projetos distintos, porém com um único fim: promover melhorias para o ecoturismo. ![]() Pólos de atuação no Brasil O PAPS é um programa com o objetivo de consolidar iniciativas de pequeno porte, mas que já estejam em operação ligadas ao uso sustentável da biodiversidade. Esses projetos devem ser uma alternativa às atividades econômicas, gerando emprego como uma fonte de renda para a população local. Além disso, ele ainda estimula a certificação de produtos ou processos produtivos visando a conservação de recursos naturais. Já o MPE, programa de Melhores Práticas para o Ecoturismo, visa capacitar e treinar pessoas para que sirvam de referência a projetos de ecoturismo localizados em áreas remotas do país. Isso significa buscar o menor impacto possível dentro da atividade ecoturística. Essas práticas variam de lugar para lugar devido as condições locais. Como principais parceiros, o Programa conta com a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), a Basa (Banco da Amazônia), Varig, Rio Sul, Nordeste e Embratur. FUNBIO e ecoturismo Monitores do MPE Depois é feita uma entrevista oral e, se o candidato for aprovado, passará um período de 65 dias em treinamento num centro de capacitação, com uma carga horária de 360 horas-aula, em que terão teoria e prática das 08h00 às 18h00, com os finais de semana livres. Após a capacitação, os monitores formam equipes de 4 a 6 pessoas e são deslocados para treinamento-estágio em projetos conveniados, durante um período de 6 meses. Os lugares são indicados por parceiros em diversas áreas de ecoturismo, como Mamirauá (AM), Itararé-Uma (BA), Corumbá (MS), Delta do Parnaíba (PI/MA), Ilha Grande (RJ), Fernando de Noronha (PE), Petar (SP), entre outros. Em média, o monitor, recebe uma ajuda mensal de R$ 540,00 além de ter hospedagem e refeição paga. Vale lembrar que para se inscrever não precisa comprovar nenhum grau de instrução e ter acima de 21 anos de idade. “Os únicos requisitos que pedimos são boa comunicação, experiência de ecoturismo, idade acima de 21 anos e princípios e critérios conservacionistas”, diz Roberto Mourão, coordenador técnico do Programa. Atualmente os monitores estão atuando em 11 pólos espalhados por todo o Brasil. O Velho Chico O ecoturismo é cada vez mais forte na busca de boas alternativas para a implantação de recursos sustentáveis em regiões com população carente, porém com beleza natural muito grande. Essa atividade propõe formas de economia sustentáveis em áreas que dispõem de potencial quanto a biodiversidade. Essas práticas fazem que o turismo prospere mais e mais na criação de novos empregos. FUNBIO www.fubio.org.br |
Comentários |
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zezinhopostado: 20/8/2009 19:02:41![]() acho que cada vez mas deveremos cuidar da biodiversidade. |
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