Fundo Brasileiro para Biodiversidade: Capacitar é cuidar!

Para quem não sabe, o turismo ecológico é um dos setores que mais cresce no mundo, e o Brasil, país de muitas riquezas naturais, investe cada vez mais em práticas e capacitação de pessoas para que possam identificar problemas e buscar soluções. Dessa form

  
  

Para quem não sabe, o turismo ecológico é um dos setores que mais cresce no mundo, e o Brasil, país de muitas riquezas naturais, investe cada vez mais em práticas e capacitação de pessoas para que possam identificar problemas e buscar soluções. Dessa forma, a prática do ecoturismo utiliza o patrimônio natural e cultural visando usufruir a natureza de forma adequada sem ameaçar o meio ambiente.

Monitores em treinamento - Itacaré (BA)

Monitores em treinamento - Itacaré (BA)
Foto: Divulgação

O FUNBIO, Fundo Brasileiro para a Biodiversidade, é um desses órgãos que busca e desenvolve projetos para a melhor atividade do ecoturismo no país. Criado em Outubro de 1995, a entidade é dirigida por um Conselho Deliberativo com 28 pessoas e por um Comitê Executivo com 13 profissionais de diferentes áreas. Essa instituição não governamental tem como objetivo geral contribuir para a preservação e uso sustentável da biodiversidade biológica do país.

Pólo de Bonito (MS)

Pólo de Bonito (MS)
Foto: Cida Arguelho

A ação da ONG envolve capacitação, busca, potencialização e distribuição de recursos para ações de conservação e uso da biodiversidade, estimulando o desenvolvimento de projetos ambientais economicamente sustentáveis, e que tem como público-alvo o empresariado e organizações não-governamentais com os mesmos ideais.

Treinamento de guias em Itacaré (BA)

Treinamento de guias em Itacaré (BA)
Foto: Divulgação

Ao todo, são US$ 20 milhões provenientes do Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF- Global Environmenteal Facility), e mais a complementação de recursos vindos de outras empresas, a fim de garantir a continuidade do FUNBIO. O montante captado até 2001 foi de US$ 4,1 milhões através de parcerias com a Fundação CSN, Instituto Terra, Fundação Ford, Klabin do Paraná Produtos Florestais (KPPF), CEMIG, RURECO, FINEP, Banco da Amazônia (BASA) e Embratur, entre outros.

Pólo do Petar (SP)

Pólo do Petar (SP)
Foto: Divulgação

Dentro dessa proposta, o FUNBIO oferece programas como o PAPS (Programa de Apoio à Produção Sustentável) e MPE (Melhores Práticas para o Ecoturismo). Cada um deles com projetos distintos, porém com um único fim: promover melhorias para o ecoturismo.

Pólos de atuação no Brasil

Pólos de atuação no Brasil
Foto: Divulgação

O PAPS é um programa com o objetivo de consolidar iniciativas de pequeno porte, mas que já estejam em operação ligadas ao uso sustentável da biodiversidade. Esses projetos devem ser uma alternativa às atividades econômicas, gerando emprego como uma fonte de renda para a população local. Além disso, ele ainda estimula a certificação de produtos ou processos produtivos visando a conservação de recursos naturais.

Já o MPE, programa de Melhores Práticas para o Ecoturismo, visa capacitar e treinar pessoas para que sirvam de referência a projetos de ecoturismo localizados em áreas remotas do país. Isso significa buscar o menor impacto possível dentro da atividade ecoturística. Essas práticas variam de lugar para lugar devido as condições locais. Como principais parceiros, o Programa conta com a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), a Basa (Banco da Amazônia), Varig, Rio Sul, Nordeste e Embratur.

FUNBIO e ecoturismo
O FUNBIO começou a estudar o ecoturismo como área de trabalho potencial em 1999. Dentro do Programa de Estudos Estratégicos que tinha o propósito de buscar novos campos de atuação para o Fundo, a pesquisa identificou carência na capacitação dos profissionais que atuavam em empreendimentos ecoturísticos, e com o objetivo de definir um conjunto de “melhores práticas” que serviriam de referência para esses projetos, criou-se então o MPE- Programas Melhores Práticas para o Ecoturismo.

Monitores do MPE
Monitores são os profissionais treinados em melhores práticas para o ecoturismo. Eles são responsáveis por identificar alguma prática de mau uso dos recursos naturais. São selecionados da seguinte forma: a inscrição é feita pela internet onde preenchem um curriculum relatando se já tiveram algum tipo de atividade relacionada ao meio ambiente, como por exemplo, intimidade com veículos 4x4 ou sobrevivência na mata.

Depois é feita uma entrevista oral e, se o candidato for aprovado, passará um período de 65 dias em treinamento num centro de capacitação, com uma carga horária de 360 horas-aula, em que terão teoria e prática das 08h00 às 18h00, com os finais de semana livres.

Após a capacitação, os monitores formam equipes de 4 a 6 pessoas e são deslocados para treinamento-estágio em projetos conveniados, durante um período de 6 meses. Os lugares são indicados por parceiros em diversas áreas de ecoturismo, como Mamirauá (AM), Itararé-Uma (BA), Corumbá (MS), Delta do Parnaíba (PI/MA), Ilha Grande (RJ), Fernando de Noronha (PE), Petar (SP), entre outros.

Em média, o monitor, recebe uma ajuda mensal de R$ 540,00 além de ter hospedagem e refeição paga. Vale lembrar que para se inscrever não precisa comprovar nenhum grau de instrução e ter acima de 21 anos de idade. “Os únicos requisitos que pedimos são boa comunicação, experiência de ecoturismo, idade acima de 21 anos e princípios e critérios conservacionistas”, diz Roberto Mourão, coordenador técnico do Programa.

Atualmente os monitores estão atuando em 11 pólos espalhados por todo o Brasil.

O Velho Chico
A próxima implantação de um Pólo Ecoturístico será a do Canyon do Rio São Francisco. O Programa MPE juntamente com o Ministério do Meio Ambiente vai ajudar a comunidade ribeirinha do Baixo São Francisco, que tem sofrido com a política governamental de geração de energia. A idéia é implantar um pólo ecoturístico que vá desde os limites do lago de Sobradinho, nos municípios de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), até a foz do Rio São Francisco, entre os Estados de Sergipe e Alagoas. Isso porque a população ribeirinha sofreu um acentuado empobrecimento com a implantação das hidroelétricas e com a política de transporte que prioriza as rodovias, o que ocasionou o total abandono da navegação fluvial e costeira.

O ecoturismo é cada vez mais forte na busca de boas alternativas para a implantação de recursos sustentáveis em regiões com população carente, porém com beleza natural muito grande. Essa atividade propõe formas de economia sustentáveis em áreas que dispõem de potencial quanto a biodiversidade. Essas práticas fazem que o turismo prospere mais e mais na criação de novos empregos.

FUNBIO www.fubio.org.br
MPE www.mpefunbio.org.br

Apiaí Iporanga

  
  

Publicado por em

Zezinho

Zezinho

20/08/2009 19:02:41
acho que cada vez mas deveremos cuidar da biodiversidade.