Programa de Regionalização do Turismo - Roteiros do Brasil

Por: Ana Cristina Trevelin O Programa de Regionalização do Turismo - Roteiros do Brasil é uma campanha nacional, encampada pelo Ministério do Turismo, em prol de uma estruturação integrada dos produtos e serviços turísticos do país, com o objetivo de c

  
  

Por: Ana Cristina Trevelin

O Programa de Regionalização do Turismo - Roteiros do Brasil é uma campanha nacional, encampada pelo Ministério do Turismo, em prol de uma estruturação integrada dos produtos e serviços turísticos do país, com o objetivo de criar produtos unificados através de roteiros regionais facilitando a divulgação, agregando valor aos produtos e, principalmente, oportunizando roteiros diversos aos turistas.

A visão da campanha mostra que o tecnicismo e profissionalismo alcançaram o Ministério e, quiçá se expanda para todas as autarquias públicas - apontando novos horizontes para a economia do turismo e do Brasil. Paradigmas foram quebrados e o turismo, que antes era visto com uma dificuldade de gestão pública, passa a ser reconhecido como uma oportunidade real e efetiva de crescimento econômico e criação e manutenção de postos de trabalho. Uma oportunidade de desenvolvimento social, financeiro, profissional e, o mais importante, desenvolvimento de pessoas nos destinos turísticos brasileiros.

O projeto trata da identificação dos clusters e ou arranjos produtivos regionais - desenvolvendo parcerias institucionais e privadas, valorizando governanças regionais como, por exemplo, no caso da Serra da Bodoquena. Essa estruturação dos `clusters` é resultado de uma política pública específica que tem o intuito de aumentar a permanência do turista nas regiões e com isso estimular a criação de novos serviços e valores agregados aos produtos principais. O Ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia, sinaliza sobre a importância da economia turística quando afirmou na Teleconferência sobre Roteirização (1), realizada dia 30 de março, que `o turismo é o maior negócio do mundo`, sendo responsável por aproximadamente `10% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial`. Ou seja: essa nova consciência faz surgir ações e novos posicionamentos com relação ao verdadeiro impacto que esta economia pode causar em um país - especialmente em um país como o Brasil.

Convergir forças em direção do melhoramento contínuo dos serviços e produtos turísticos é a palavra de ordem - afinal não há mais tempo para errar ou fazer aprendendo. O Brasil, de uma maneira geral, já possui uma oferta turística, mas agora é que se está conhecendo seu tamanho, peculiaridade, formas, potencialidades e, principalmente, capacidade de atendimento. Isso inclui não apenas empreendimentos diretamente ligados ao turismo, mas também a identificação de outros produtos que são reconhecidamente fatores de agregação de valor - com potencial para serem içados à categoria de produtos principais, como por exemplo, o artesanato, a gastronomia, a cultura e história de cada cluster.

O turismo começa a ser entendido como uma economia que pode ser do tamanho do próprio Brasil, parafraseando Milton Zuanazzi, Secretário de Políticas Públicas do Ministério do Turismo. Porém para que isso aconteça é fundamental que os governos estaduais e municipais adotem e encampem a idéia, despertando na iniciativa privada o sentimento de desenvolvimento integrado. A função das organizações públicas neste caso é de agregar, unir, convergir esforços - atuando como um agente efetivo de desenvolvimento.

Cabendo aos empreendedores uma nova postura - revendo conceitos, como por exemplo: competitividade, qualificação, segmentação de produtos e mercados-alvo. Há que se ter visão, postura empreendedora e, principalmente, postura pró-ativa para que o empresariado brasileiro de turismo tenha retorno de capital investido e desenvolva-se econômica e financeiramente. Este empreendedor também terá que investir em mídia, planejamento, controle constante de qualidade e treinamento - não só para os funcionários, mas, para si mesmo.

Sem este posicionamento da iniciativa privada não haverá política pública que tenha êxito. Os `Roteiros do Brasil` exigem profissionalismo nas duas bases estruturais: política pública e iniciativa privada. De outra forma não se terão roteiros, aumento de permanência do turista e conseqüentemente não haverá alavancagem do turismo nacional.

Citando novamente Zuanazzi `não interessa quem veio primeiro: o ovo ou a galinha. O que interessa é que temos os dois e temos que convergir esforços` em prol do desenvolvimento sócio-econômico de nosso país.

Referência:
- (1) Teleconferência de Roteirização, realizada dia 30 de março de 2005, proferida pelo Ministério do Turismo em parceria com o sistema SESC-SENAC para teleconferência.

Mais Informações:
- http://www.teleconf.senac.br
- http://www.embratur.gov.br/br/home/index.asp

Fonte: Ana Cristina Trevelin

Sul-mato-grossense de Eldorado, reside em Bonito desde 1980, administradora, pós-graduada em Gestão e Manejo Ambiental, com cursos extra-curriculares nas áreas de turismo, meio ambiente e empreendedorismo. Consultora para Gestão e Planejamento em Turismo e Hotelaria. Atualmente membro docente do IESF/UNIGRAN, nos Cursos de Administração Rural e Turismo, e Diretora Municipal de Turismo, Ind. e Comércio.

  
  

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ANA MARIA ARAUJO

ANA MARIA ARAUJO

28/05/2009 14:45:54
MAIS UMA AÇÃO DO MINISTERIO DO TURISMO PARA ALAVANCAR O DESENVOLVIMENTO TURISTICO DOS MUNICIPIOS BRASILEIROS COM CARACTERISTICAS TURISTICAS. tORNANDO O TURISMO UMA FERRAMENTA PARA O CRESCIMENTO DA ECONOMIA DO PAÍS