Vem por aí o processo de certificação em turismo de aventura

Karina Miotto Uma ação conjunta envolvendo o IH – Instituto de Hospitalidade, o Ministério do Turismo e a ABETA - Associação Brasileira das Empresas de Turismo de Aventura resultou na criação do Projeto de Normalização em Turismo de Aventura. O objetiv

  
  

Karina Miotto

Uma ação conjunta envolvendo o IH – Instituto de Hospitalidade, o Ministério do Turismo e a ABETA - Associação Brasileira das Empresas de Turismo de Aventura resultou na criação do Projeto de Normalização em Turismo de Aventura. O objetivo, segundo Leonardo Persi - um dos coordenadores-, é “qualificar a área e reduzir acidentes”.

O projeto vem sendo discutido desde dezembro de 2003. Por meio de reuniões entre os envolvidos, uma comissão definiu um manual de resgate e também um conjunto de 19 normas que pretende garantir a segurança e a qualidade do serviço que envolve essa segmentação do turismo.

As medidas abrangem desde informações mínimas que os turistas devem receber quando decidirem praticar turismo de aventura até a qualidade dos produtos que serão utilizados. Depois de aprovadas e publicadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), as normas serão utilizadas pelo Ministério do Turismo.

A certificação de empresas ainda não tem data para começar porque primeiro as normas devem ser totalmente definidas e aprovadas – o que vai acontecer em meados de março do ano que vem. Quando o projeto for concluído e as certificações começarem, o Inmetro vai avaliar se a companhia se enquadra ou não, dentro dos quesitos necessários. Em um primeiro momento, o Ministério do Turismo não vai criar leis que tornem obrigatória a certificação.

Empresas que trabalham com turismo de aventura que quiserem fazer parte do banco de dados da Abeta podem se cadastrar pelo site www.abeta.com.br/tabd/. As informações serão utilizadas como referência para futuras ações do projeto.

O IH – Instituto de Hospitalidade é uma ONG que desde 97 realiza projetos que mesclam educação, cultura e desenvolvimento sustentável. Já o carro chefe da Abeta é o apoio ao turismo responsável – aquele que minimiza impactos ao meio ambiente e ainda ajuda economicamente as comunidades locais.

A ONG Associação Férias Vivas define pelo menos 13 modalidades que se encaixam no perfil de turismo de aventura, entre elas arvorismo, montanhismo, windsurf, ultraleve e bóia cross. Segundo informações coletadas pela ONG, as campeãs de acidentes são canionismo, caminhada e vôo livre. Entre elas, a que parece mais absurda é justamente a que envolve o simples caminhar. Já aconteceu de muita gente escorregar em trilha e se machucar, cair na correnteza de rios e se perder porque não conhecia a mata direito.

  
  

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