Descobertos beija-flores de 30 milhões de anos na Europa

Há mais de 30 milhões de anos, pássaros parecidos com beija-flores alimentavam-se de néctar nas flores da Europa, um continente do qual esse tipo de pássaro desapareceu há muito. Fósseis remanescentes dessas pequenas aves foram identificados em um sít

  
  

Há mais de 30 milhões de anos, pássaros parecidos com beija-flores alimentavam-se de néctar nas flores da Europa, um continente do qual esse tipo de pássaro desapareceu há muito.

Fósseis remanescentes dessas pequenas aves foram identificados em um sítio da Alemanha, estendendo a existência dos beija-flores a milhares de anos no tempo.Gerald Mayr relata, na edição da revista Sciente , que ossos minúsculos dos primeiros fósseis de beija-flores foram achados pela primeira vez fora das Américas.

“É definitivamente o primeiro registro de um tipo do moderno beija-flor encontrado no Velho Mundo”, ele diz.Anteriormente, os mais antigos beija-flores conhecidos eram datados em 1 a 2 milhões de anos atrás, baseando-se em fósseis encontrados em cavernas da América Central, segundo Mayr.

Os ossinhos alemães, com menos de 5 centímetros de comprimento, foram encontrados em um depósito de argila, no Estado alemão de Baden-Wuerttemberg, e identificados por Mayr no Forschungsinstitut Senckenberg, o museu de história natural de Frankfurt.

Ele nomeou a nova espécie de Eurotrochilus inexpectatus, o que significa “inesperada versão européia do Trochilus”. Trochilus é o nome científico do gênero moderno do beija-flor.Helen James, uma ornitóloga do Smithsonian´s Museum of Natural History, dos EUA, afirma que já se conhecia essa espécie, mas os cientistas nunca tinham encontrado esqueletos e bicos para estudo.

“Sabemos agora, com esse material, que o pássaro era do tipo beija-flor e que a forma do bico certamente difere do da andorinha e outro membros da ordem.

” Mayr diz que a descoberta é “um surpreendente exemplo da complexidade da evolução e da biogeografia animal.”“Até agora, beija-flores eram exemplos acadêmicos da radiação do Novo Mundo entre pássaros.
Entretanto, espécies que atualmente estão restritas a certa região deviam ter uma distribuição diferente ou maior, no passado, com todas suas implicações ecológicas.
A descoberta pode, mais adiante, abrir uma nova visão da evolução de partes da flora do Velho Mundo”, explica.

Os pássaros têm longos bicos para sugar néctar, mais que duas vezes o tamanho do esqueleto, e asas projetadas para permitir a sustentação no ar enquanto se alimentam. Algumas flores na Europa ainda estão aptas para serem polinizadas por esses pássaros. Sua missão entretanto foi substituída por outras espécies, como a das abelhas de línguas longas.

Fonte: Agência Estado


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Publicado por em

Angelica

Angelica

10/11/2010 15:59:30
Eu vou ser cientista quando crescer.

Vininha F. Carvalho

Vininha F. Carvalho

A sociedade merece jovens com este perfil. Parabéns!