Mortes no zoológico aumentam e investigação se aproxima do final

O número de animais mortos por envenenamento no Zoológico de São Paulo aumentou, mas a Polícia Civil continua sem uma definição para o caso, a uma semana do término das investigações. A polícia guarda silêncio sobre a quantidade e quais bichos morreram

  
  

O número de animais mortos por envenenamento no Zoológico de São Paulo aumentou, mas a Polícia Civil continua sem uma definição para o caso, a uma semana do término das investigações. A polícia guarda silêncio sobre a quantidade e quais bichos morreram nos últimos dias.

As mortes confirmadas por envenenamento estavam em 67, mas a assessoria do parque disse que o total já passa disso. Os exames realizados até agora indicam que a causa das mortes foi o fluoracetato de sódio, cuja venda é proibida no Brasil.

As investigações, que já duram quase dois meses, chegam ao fim no próximo dia 6 de abril, quando vence o segundo prazo para o inquérito aberto sobre o caso.

Um novo laudo da Universidade Estadual Paulista (Unesp), recebido na sexta-feira( 26/9) pela polícia, indicou que as mortes por envenenamento aumentaram, mas a assessoria da unidade de inteligência do Departamento
de Polícia Judiciária da Capital (Decap) não quis detalhar na segunda-feira(29/3) o número nem quais animais foram mortos.

De acordo com a assessoria, o laudo apenas confirmou a linha de investigação que o delegado Clóvis Ferreira de Araújo, chefe da unidade, já estava seguindo, e não apresenta avanços.

A data limite do inquérito já havia sido prorrogada uma vez desde fevereiro e, por isso, o caso será remetido agora ao Ministério Público para se averiguar se há condições para um indiciamento. Caso não haja, outro inquérito pode ser aberto novamente por um período de 30 dias.

O delegado Araújo ainda está entrevistando cerca de 40 pessoas que trabalham no zoológico. Oito delas teriam chamado mais a atenção dos investigadores das quais duas estariam sob forte suspeita, de acordo com a assessoria.

Na semana passada foi feita uma denúncia anônima no caso, indicando o nome de uma pessoa envolvida, além da motivação. A Polícia Civil confirmou que este nome já estava entre os oito suspeitos sob investigação.

Fonte: Reuters

  
  

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