Os animais e a religiosidade.

É aceitável a presença de animais nos cultos religiosos? A admissão de animais nos recintos sagrados é uma idéia perfeitamente compatível com o atual momento histórico-ecológico. O padroeiro da Ecologia, São Francisco de Assis, sempre alertou sobre

  
  

É aceitável a presença de animais nos cultos religiosos?

A admissão de animais nos recintos sagrados é uma idéia perfeitamente compatível com o atual momento histórico-ecológico.

O padroeiro da Ecologia, São Francisco de Assis, sempre alertou sobre a importância da convivência harmoniosa entre as espécies-irmãs.Concebeu sua igreja alicerçada na fraternidade com a natureza e seus representantes.

Não existe lei na igreja que proíba a entrada de animais nas celebrações.A decisão pertence ao pároco responsável.

Cães, gatos e pássaros participam de rituais católicos em Roma, na igreja do Monsenhor Mario Canciani, defensor da tese de que todos os animais vão para o céu após a morte.

Na Igreja da ` Cruz Torta`, no bairro de Pinheiros, em S.Paulo, dois cães dividem placidamente o altar com o velho pároco durante os cultos, que para eles dirige de quando em quando um olhar de ternura.

Há paroquianos que se escandalizam,sentem-se ofendidos com a presença de animais nos cultos.Algum animal distraído, se adentrar neste local, pode ser até expulso a pontapés por lideranças indignadas, sob o silêncio alienado das pessoas que aceitam como normal esta atitude.

Franco Zefirelli,no filme ` Irmão Sol, Irmã Lua`,espelha com genialidade a oposição entre a igreja formal, com a rigorosa separação de classes, absoluto silêncio e fria incomunicabilidade e a igreja informal, com a presença integrada de pessoas, plantas e animais na celebração festiva e natural entre os sêres.Nela é alma que canta!

Animais devem ser livres para participarem dos cultos religiosos, porque mesmo antes da humanidade povoar a Terra, a natureza em sons audíveis e compreensíveis saudavam o Criador.

Num gesto natural, equilibrado, afetuoso e livre de preconceitos ultrapassados, que mais igrejas escancarem suas portas, acolhendo o animal humano e o não humano, para uma confraternização e os colocando cada vez mais próximos da sua poderosa e universal origem, louvando a Deus por todas as suas criaturas.

  
  

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