Dica de roteiro em Minas Gerais III - Serra da Canastra

A terceira e última etapa da nossa viagem foi completada na Serra da Canastra, um lugar simplesmente perfeito para bicicletas (as duas primeiras etapas estão descritas nas colunas anteriores). A forma da canastra Chegamos pela parte baixa do Parqu

  
  

A terceira e última etapa da nossa viagem foi completada na Serra da Canastra, um lugar simplesmente perfeito para bicicletas (as duas primeiras etapas estão descritas nas colunas anteriores).

A forma da canastra

A forma da canastra

Chegamos pela parte baixa do Parque Nacional. Já de longe, se descobre o porquê do nome Canastra. O desenho da serra é mesmo como um imenso baú. De lá de cima despenca o rio São Francisco numa cachoeira que pode ser avistada a quilômetros de distância: a Casca Danta. A água percorre 180 metros de queda livre e cai numa grande piscina natural. Um banho de água gelada revigora até a alma.

Cachoeira Casca Danta

Cachoeira Casca Danta

Nesta parte baixa da cachoeira existe o único local permitido para camping no parque. Ali ficamos uns dias parados para fazer a manutenção do equipamento e das bicicletas (que estavam cobertos de lama da etapa anterior). Aproveitamos também para fazer a pé, a trilha que leva para a parte alta da Casca Danta.

Primeiras quedas do Rio São Francisco

Primeiras quedas do Rio São Francisco

Retomando nossa pedalada, contornamos a canastra chegando a São Roque de Minas. Vale a pena fazer uma visita ao escritório do Ibama no centro da cidade. Fomos muito bem atendidos e recebemos orientações e informações importantes. A subida até a portaria do parque tem 7km e é muito íngreme. Aceitamos prontamente uma carona na caminhonete do Ibama quando estávamos na metade do caminho.

Gavião

Gavião

Em cima da serra o relevo fica mais ameno e o visual se estende pelos campos de altitude. Como não é permitido acampar dentro do parque, desviamos um pouco nosso trajeto até a portaria de São João Batista (um pequeno vilarejo) e passamos a noite lá.

Serra das Sete Voltas

Serra das Sete Voltas

O dia seguinte rendeu a mais longa pedalada da viagem. O relevo incrivelmente plano e a estrada boa permitiam manter uma média bem mais alta. Já fora do parque, atravessamos uma interminável plantação de pinus (que nos fez tremer só de imaginar o que seria da Serra da Canastra se não fosse uma área protegida).

A descida, agora, foi pela Serra das Sete Voltas, que tem esse nome devido ao zigue-zague formado pela estrada de terra. Consumimos nosso último filme com a vista do vale e das outras serras, além do pôr-do-sol mais bonito da viagem. Lá em baixo, há a opção de seguir para Delfinópolis, completando enfim a volta ao redor da Serra da Canastra. Porém nossa opção foi seguir para Usina de Peixoto, atravessando o Rio Grande e seguindo para Franca onde havíamos iniciado a viagem, duas semanas antes.

  
  

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