O GPS no cicloturismo

É necessário termos um GPS para podermos fazer uma viagem de bicicleta? Podemos responder esta pergunta facilmente se lembrarmos que o cicloturismo é muito mais antigo do que o GPS. Então, a resposta é não! Não é necessário ter um GPS para se viajar de bi

  
  

É necessário termos um GPS para podermos fazer uma viagem de bicicleta? Podemos responder esta pergunta facilmente se lembrarmos que o cicloturismo é muito mais antigo do que o GPS. Então, a resposta é não! Não é necessário ter um GPS para se viajar de bicicleta. Mas ele pode ser muito útil em determinadas ocasiões.

O GPS rquer o uso de um bom mapa

O GPS rquer o uso de um bom mapa

Em geral, a maioria dos percursos por onde se planeja uma viagem, são estradas, de terra ou asfalto, e por isso normalmente com um bom mapa nas mãos e mais uma dose extra de informações, chega-se ao destino desejado. Mas, se por acaso, não chegamos ao local planejado para aquele dia, ainda assim, geralmente encontramos algum lugar, isto é, uma cidade, uma vila, ou pelo menos uma casinha solitária, onde podemos pedir um pouco d’água e acampar até o dia seguinte. E se formos auto-suficientes o bastante para passar a noite sem nenhum recurso além da tralha (que com tanto esforço carregamos durante todo o dia) nem precisamos nos preocupar em chegar a lugar algum. É só escolher um cantinho aconchegante e armar a casa.

Por isso, é difícil imaginar que alguém tenha que chamar uma equipe de resgate porque um grupo de cicloturistas se perdeu por estradas desconhecidas.

Mas até agora, estávamos falando da maioria dos casos. Existem certos locais, porém, que não são nem tão acessíveis e nem tão povoados assim. Imagine por exemplo, uma travessia do Pantanal pelo meio das fazendas. Em muitos trechos (na maioria) não existem estradas batidas ou referências quaisquer. Apenas a areia fofa e a vegetação com aspecto sempre parecido. Ainda assim, o GPS não é totalmente indispensável, a bússola resolve a questão. Mas o GPS oferece, sem dúvida, uma segurança extra e reconfortante, por ter uma precisão muito maior.

O que o cicloturista precisa na verdade é de bons mapas, coisa não muito fácil de conseguir, é verdade, e um senso de orientação bem apurado.

Na hora do aperto, tendo um GPS, apela-se para ele, é claro. Mas não é necessário navegar por ele. A maior utilidade é marcar pontos importantes, como encruzilhadas ou pontos de água potável, por exemplo, pensando no próximo que for passar por ali. Ou até mesmo para ele saber voltar se precisar. O que ele não precisa fazer é gravar os chamados tracklogs, que são seqüências de pontos registrados continuamente que acabam por lotar a memória do aparelho e esvaziar toda a carga das pilhas. Basta ligar fazer uma consulta e desligar.

Dicas:
- Na hora de comprar um GPS, procure um que tenha o recurso de bússola magnética. Os aparelhos mais simples, sem esta função, não são capazes de indicar a direção de um ponto a não ser que você esteja em movimento. Normalmente você está parado quando estuda o caminho a seguir.

- No caso de o aparelho de GPS possuir esta bússola magnética interna, cuide para que ele não fique muito próximo a objetos metálicos (inclusive o guidão) durante a leitura.

- Não se esqueça que um GPS sem um bom mapa (com marcação de coordenadas) não significa muita coisa. O aparelho vai te dar apenas a sua posição atual, mas sem nenhuma referência de para onde seguir.

- Se estivermos carregando o tão falado aparelhinho de GPS, é bom lembrar de ter um jogo de pilhas extra para não querer jogá-lo fora quando as pilhas acabarem (sempre na pior hora, é claro!). E leve (e saiba usar) sempre uma bússola comum, que não precisa de pilhas e podem te salvar de uma encrenca.

  
  

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