O perfil do cicloturista brasileiro

Poderíamos começar esta coluna dizendo que o cicloturista brasileiro possui um perfil extremamente eclético, passando pelos mais diversos tipos de pessoas, e nas mais variadas faixas etárias. Tudo isto é verdade, mas não é exatamente sobre isto que querem

  
  

Poderíamos começar esta coluna dizendo que o cicloturista brasileiro possui um perfil extremamente eclético, passando pelos mais diversos tipos de pessoas, e nas mais variadas faixas etárias. Tudo isto é verdade, mas não é exatamente sobre isto que queremos falar hoje.

Gostaríamos de discutir um pouquinho sobre o modo de se comportar e os objetivos dos cicloturistas brasileiros. Cada novo esporte que surge, ou que entra na moda, adquire uma cara. Forma-se um grupo e ele tem suas características.

Ultimamente, muitos esportes têm caído para o lado das corridas de aventura. Normalmente eles enfocam muito a superação de limites, transposição de obstáculos e acabam se esquecendo um pouco, ou não tendo tempo, de observar a natureza, se sentir parte dela ou mesmo de conhecer as pessoas do lugar, de conhecer sua cultura, suas coisas boas, ou seja, aquela chance de voltar para casa um pouquinho diferente.

Este caráter competitivo não combina muito com o cicloturismo. Mesmo porque, competição e turismo não são duas atividades que convivem muito bem. Na competição você corre contra o tempo enquanto que no turismo, você quer dispor de tempo para não ter que correr.

Nós torcemos para que o cicloturista brasileiro seja cada vez mais uma pessoa interessada, que queira aprender e curtir as coisas novas. E que também queira fazer trocas, isto é, deixar algo nos lugares por onde passa. Não somente algo material, mas algo que não envolva um consumo. Pode ser uma conversa amiga, uma troca de experiências, histórias, conhecimentos, ou mesmo só o fato de ouvir e compreender o que as pessoas têm a dizer.

Assim, se você for um cicloturista ou pretender ser, programe sua viagem para ter um pouco mais de tempo e de tranqüilidade. Você vai precisar de tempo para parar mais vezes, para contemplar a natureza e para conversar com as pessoas que sempre estão disponíveis, basta se aproximar.

Sendo assim, o cicloturista vai continuar sendo sempre bem vindo nos lugares por onde passa.

PS. Não percam nesta quinta feira, dia 03/07 a reunião do Clube de Cicloturismo e palestra de Leonardo Arantes (cicloviagem por Madagascar). Mais informações no site do Clube (www.clubedecicloturismo.com.br)

  
  

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