Colunistas > Cicloturismo > Eliana Britto Garcia e Rodrigo Telles >Pneus para o cicloturismo - como escolher?Existem diversos tipos de pneus para bicicletas. Para cada tipo de viagem existe um tipo de pneu mais indicado. As características principais são o desenho (ou textura), a largura e a estrutura dos mesmos. O desenho do pneu, tem a ver com o tipo de11 de Janeiro de 2005. Publicado por Eliana Britto Garcia e Rodrigo Telles Existem diversos tipos de pneus para bicicletas. Para cada tipo de viagem existe um tipo de pneu mais indicado. As características principais são o desenho (ou textura), a largura e a estrutura dos mesmos. ![]() O desenho do pneu, tem a ver com o tipo de terreno que se está esperando encontrar. Pneus com cravos, por exemplo, servem para todos os tipos de terreno, desde lama ou areia, até asfalto. São conhecidos, porém, como fora-de-estrada (ou off road), porque justamente aí é que são mais eficientes. Se a idéia é fazer uma viagem por estradas de terra, sem dúvida um pneu com cravos será a melhor opção. E é claro, se você só pretende ter um jogo de pneus, geralmente o melhor é ter aqueles que servem para todas as situações. De forma oposta, está o pneu slick (ou liso), que é feito exclusivamente para asfalto em boas condições. Seu rendimento no asfalto é muito melhor do que o pneu com cravos, mas em compensação na terra é um fiasco. Por isso só é aconselhável quando se tem certeza de que não há chances de trechos fora de asfalto. Existem também os semi-slick, uma espécie de meio termo entre os dois. Ele possui uma faixa central lisa e cravos somente nas laterais. Assim, ele mantém um bom rendimento no asfalto e permite, em alguns momentos, enfrentar uma ou outra estrada de terra em boas condições. Mas é bom ficar claro que ele não vai se sair muito bem com lama, chuva, e condições precárias. Quanto à largura, podemos simplificar, dizendo que pneus finos são mais indicados para bom rendimento em asfalto e pneus largos para as outras situações. O pneu largo dá mais estabilidade, absorve melhor os impactos, agarra melhor no terreno, mas também gera maior atrito. A calibragem dos pneus também tem muito a ver com desempenho em diferentes terrenos. Para o asfalto em boas condições, um pneu bem cheio reduz a área de contato com o solo e conseqüentemente diminui o atrito. A bicicleta parece ficar mais leve. Para terra, buracos, areia, barro ou pedras, por exemplo, um pneu com uma calibragem mais baixa tem melhor resultado. Isto porque, oferece mais conforto ao ciclista, adere melhor ao solo, evitando derrapagens, afunda menos em terrenos arenosos, e evita que o pneu seja rasgado por pedras cortantes. Mas é importante tomar cuidado para o pneu não ficar murcho demais pois nesse caso, dois problemas podem acontecer. Ao passar por um buraco, por exemplo, o pneu pode comprimir a câmera contra o aro e furá-la, ou então, numa curva o pneu pode se dobrar e a bicicleta perder a estabilidade. Como o cicloturista não costuma levar um aparelho para medir a pressão dos pneus, esta deve ser aferida na mão mesmo. Com um pouco de experiência, é possível apenas com um apertão, saber se a calibragem está conforme se deseja. Por último, a estrutura. Existem os pneus tradicionais com estrutura de arame, e os mais modernos com estrutura de kevlar. Os de kevlar, são bem mais caros e a grande vantagem que apresentam, é que podem ser dobrados. No caso de o cicloturista precisar carregar um pneu reserva (o que não é muito comum), é bem mais fácil guardá-lo enrolado dentro do alforje. Dicas: |
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