A água que nós bebemos

Existem duas classes de parâmetros para a avaliação da potabilidade de uma água: parâmetros sanitários e parâmetros estéticos. Os parâmetros sanitários são aqueles que nos informam sobre a inocuidade da água que bebemos, isto é, ausência de substâncias

  
  

Existem duas classes de parâmetros para a avaliação da potabilidade de uma água: parâmetros sanitários e parâmetros estéticos.

Os parâmetros sanitários são aqueles que nos informam sobre a inocuidade da água que bebemos, isto é, ausência de substâncias tóxicas e de organismos causadores de doenças. Parâmetros estéticos são os que se preocupam com o aspecto apresentado pela água, evitando que fira os nossos sentidos. A transparência, ausência de gosto, cheiro, matérias em suspensão ou flutuantes, como espumas.

Uma vez que estes últimos - os parâmetros estéticos - a rigor não implicam qualquer dano a saúde, poderíamos pensar em negligenciá-los, como se realmente não fizessem parte dos requisitos essenciais à potabilidade. Este é um engano grave, muitas vezes cometido até pelas empresas distribuidoras de águas de abastecimento.

Acontece que nós, seres humanos, nos orientamos muito mais pelos sensores que Deus nos deu, pelo que "podemos ver", "cheirar" ou "sentir", na água, do que pela possível presença de micróbios invisíveis ou tóxicos sem gosto, cor ou odor perceptíveis.

Assim sendo, se a água que sai da torneira for turva, apresentar coloração estranha, ou sabor desagradável, deixamos de bebe-la e recorremos a um poço do fundo do quintal - provavelmente contaminado com hepatite - ou compramos "água mineral" de origem e qualidade duvidosas...

Por isso, o fenômeno contraditório que observamos diariamente em nossas capitais e cidades do litoral e interior: a proliferação dos caminhões transportando garrafões de água - mais um fator a complicar o trânsito -, retornando às épocas dos aguadeiros que, com seus burricos, a distribuíam de porta em porta.

Enquanto isso, milhões de reais são desperdiçados com tratamentos custosos, que incluem aplicação de cloro e até de flúor para prevenir cáries dentárias das crianças. Só a metrópole de São Paulo gasta cerca de 3 toneladas de fluoretos por dia que, em vez de irem para os dentes das crianças, são desperdiçadas na lavagem de calçadas e irrigação de jardins...

  
  

Publicado por em

Adonis jesien ramos

Adonis jesien ramos

21/07/2009 11:35:51
eu achei um execelente comentario sobre a água!