A ameaça do dengue

O dengue deverá voltar com força neste verão. O mosquito Aedes aegipti infesta hoje praticamente todo o território nacional (e quase todo o continente americano), espalhando a doença por todo o país. Segundo publicação do ministério da Saúde, a existênc

  
  

O dengue deverá voltar com força neste verão. O mosquito Aedes aegipti infesta hoje praticamente todo o território nacional (e quase todo o continente americano), espalhando a doença por todo o país. Segundo publicação do ministério da Saúde, a existência, em todo lugar, de depósitos artificiais de água estagnada, como pneus, vasos, garrafas plásticas, e a enorme facilidade na distribuição passiva do mosquito, através dos meios rápidos de transporte, tornou praticamente impossível a erradicação do vetor em médio prazo.

Por outro lado, a única forma de controle preventivo do dengue repousa no combate ao mosquito, uma vez que ainda não se dispõe de uma vacina efetiva contra a doença. Portanto, além da evidente necessidade de se contar com a ajuda do público, destruindo os viveiros de larvas existentes em cada domicílio, os especialistas se voltam à pesquisa de métodos e estratégias efetivos de eliminação dos mosquitos nos criadouros. Atualmente, 32 projetos de pesquisa vêm sendo desenvolvidos, sob o patrocínio da Fundação Nacional de Saúde, com apoio da Organização Pan-americana da Saúde. Destes, 16 já apresentam resultados, que foram recentemente publicados.

Entre 30 plantas do cerrado, estudadas do ponto de vista de sua toxicidade às larvas do Aedes, duas foram consideradas particularmente eficazes: a Copaíba e o Tinguí. A primeira, bem mais ativa, produz seiva que, retirada por meio de furos praticados no tronco, constitui o óleo de copaíba, muito usado para fins medicinais. A outra é conhecida pelo extrato que se obtém da maceração da casca de suas raízes, utilizado pelos indígenas para tinguijar os rios paralisando peixes, e que é também empregado como inseticida natural. A pimenta-do-reino, que embora não seja nativa do Brasil é muito cultivada, sobretudo no Norte, também se mostrou eficaz, em concentrações de 1 grama por litro de água.

Lembrem-se, também, de alguns insetos que se alimentam de mosquitos, como as graciosas libélulas, cujas larvas vivem, também, nas águas estagnadas!

  
  

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