A nova biblioteca de Alexandria

Por iniciativa do Governo egípcio, renasce o mais importante símbolo da cultura ocidental: a Biblioteca de Alexandria, agora com um novo nome: Alexandrina . No ano de 332 aC, Alexandre o Grande ordenou a construção de uma cidade grega, Alexandria, no

  
  

Por iniciativa do Governo egípcio, renasce o mais importante símbolo da cultura ocidental: a Biblioteca de Alexandria, agora com um novo nome: Alexandrina.

No ano de 332 aC, Alexandre o Grande ordenou a construção de uma cidade grega, Alexandria, no território egípcio por ele conquistado. Aí seriam concentrados exemplos de todos os avanços científicos, artísticos e técnicos que faziam da civilização grega a mais avançada do mundo, na época. Assim, o famoso farol (a cidade está situada na pequena ilha de Pharos, de onde provém o nome do monumento), vários museus e a famosa biblioteca, que veio a ser construída por Ptolomeu Soter, ex-comandante da guarda pessoal de Alexandre e que veio a tornar-se Rei do Egito.

Essa fantástica biblioteca, que chegou a abrigar mais de setecentos mil volumes, provenientes de todas as civilizações da época, foi, com justiça, considerada uma das maravilhas do mundo. Incendiada no ano 47 aC, foi reconstruída por ordem de Júlio Cesar, mas de novo destruída no ano 391, por ordem do Califa Omar Ibn al-Khattab, sob a alegação de que... “se os livros ali contidos são conformes com o Livro de Alah, eles [mesmo assim] não são necessários, pois o Corão é suficiente; se não são conformes, são inúteis...”

Pois é justamente esse preconceito fundamentalista de outrora que o atual governo do Egito pretende abolir, com a nova Biblioteca. Com um espaço interno de 35 mil metros quadrados e um custo de 225 milhões de dólares só para a construção, a Biblioteca é dividida em sete patamares, cada qual dedicado a um ramo do conhecimento universal, desde a filosofia até as modernas tecnologias da informação, abrigando livros escritos em todas as línguas e de todos os credos. Há ali alguns museus: de ciências, de manuscritos, de arqueologia etc. E a maior sala de leituras do mundo equipada com o que há de mais moderno em matéria de informática. Seu acervo atual é de 240 mil livros, mas deverá chegar em breve aos 800 mil volumes! O projeto pretende fazer da nova “Alexandrina” um dos centros mais ativos da pesquisa e da reflexão intelectual do mundo de hoje, como foi no passado!

  
  

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