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Antenas de Telefone

Nossas cidades vêm se transformando novamente em florestas! Não florestas de árvores, e sim de antenas metálicas e de cimento que proliferam, aparentemente, sem nenhum critério ou planejamento urbanístico e, muito menos, ecológico e sanitário. Soluções

26 de Fevereiro de 2003. Publicado por Equipe EcoViagem  

Nossas cidades vêm se transformando novamente em florestas!

Não florestas de árvores, e sim de antenas metálicas e de cimento que proliferam, aparentemente, sem nenhum critério ou planejamento urbanístico e, muito menos, ecológico e sanitário. Soluções as mais esdrúxulas são propostas - e algumas vezes até postas em prática - como a que vi, na capital de um outro país sul-americano, que consistiu em pintá-las de verde...

Não pretendo, em nome da ecologia, pôr em dúvida a utilidade dessas torres e da telefonia que elas viabilizam. Porém, casas e edifícios também têm indiscutível utilidade e são objeto de critérios rígidos quanto à sua localização, insolação, materiais construtivos, recuos e outras condições estéticas, sanitárias e ecológicas.

Por que não esses horrorosos fustes metálicos, sem folhas e sem ornamentos, desproporcionais em relação à única utilidade a que se prestam, que é a de segurar alguns refletores de ondas eletro-magnéticas para encaminhá-las aos nossos ouvidos?

Não se trata apenas de problemas estéticos ou paisagísticos Já temos comentado aqui as enormes controvérsias em torno de possíveis efeitos sanitários de campos eletromagnéticos e a conclusão a que têm chegado os especialistas é a de que se, provavelmente, nunca será obtida comprovação absoluta a respeito da nocividade ou inocuidade dessas radiações, nem por isso será lícito abandonar atitudes de precaução a respeito.

Por isso causam espécie notícias como a de Campinas, onde 109 antenas telefônicas foram instaladas de forma irregular, isto é, sem alvarás sanitários, bem como relativas a exigências a respeito de localização, distância e outras condições. Porém, Campinas parece não ser um caso isolado...

Dedicar-se a esses critérios parece-me que seria bem mais útil e racional do que fixar portarias proibindo o uso de celulares em postos de gasolina, por "imaginar" que as faíscas produzidas poderiam atear fogo às instalações!

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