Clonagem terapêutica

Camundongos de laboratório, afetados pelo Mal de Parkinson, tiveram o cérebro inoculado com células obtidas por clonagem, a fim de substituir as células produtoras da dopamina, destruidas pela doença. O resultado foi uma eviente melhora dos sintomas.

  
  

Camundongos de laboratório, afetados pelo Mal de Parkinson, tiveram o cérebro inoculado com células obtidas por clonagem, a fim de substituir as células produtoras da dopamina, destruidas pela doença. O resultado foi uma eviente melhora dos sintomas.

Assim como o mal de Parkinson, outras graves moléstias degenerativas, como Alzheimer, distrofias musculares e diabetes, poderão ser curadas através de técnicas de implantação de células-tronco humanas obtidas em laboratório por clonagem. Com o objetivo de que seja liberada – no Brasil e no mundo – a pesquisa científica nesse terreno, um trabalho de grande mérito vem sendo desenvolvido por um grupo de cientistas de nosso país, encabeçado por geneticistas de amplo reconhecimento internacional, como Mayana Zatz e Lygia Pereira, do Centro de Estudos do Genoma Humano da USP. Com essa finalidade, foi criada a sociedade Movitae – Movimento em Prol da Vida (www.movitae.bio.br).

Permanece, na verdade, uma certa confusão a respeito de clonagem humana, a que muitos são levados pela idéia de que a mesma teria como alvo a produção de novos seres humanos por processo vegetativo. Supõem mesmo alguns que “fetos humanos” já formados e com características da espécie seriam destruídos para a retirada das células-tronco, e coisas semelhantes. É precisdo esclarecer que os defensores da clonagem terapêutica – que são, manifestamente contrários à reprodução humana por clonagem – pretendem utilizar tão somente aglomerados de células dos estágios iniciais da formação embrionária, quando ainda nenhuma diferenciação houve das mesmas no sentido de caracterizar um ser humano. Seriam utilizados embriões que atualmente são descartados e congelados, existentes nas clínicas de fertilização.

Por enquanto, porém, as leis brasileiras como a Lei de Biossegurança, de 1995, proibem a realização de experiências com embriões de origem humana, enquanto o Conselho Nacional de Medicina, desde 1992, veda a destruição de embriões em clínicas de fertilização, exigindo que sejam mantidos congelados, mesmo os que seriam descartados. Os países da Comunidade Européia, assim como também Canadá, Austrtália, Japão, Israel e China vêm trabalhando ativamente nessa área.

  
  

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