O paradoxo do custo da energia

Vivemos uma era de paradoxos! Não há quem desconheça (com exceção talvez do Presidente dos Estados Unidos...) que está mais do que na hora de se desenvolverem esforços na busca de soluções alternativas à produção e, ao mesmo tempo, à economia de energi

  
  

Vivemos uma era de paradoxos!

Não há quem desconheça (com exceção talvez do Presidente dos Estados Unidos...) que está mais do que na hora de se desenvolverem esforços na busca de soluções alternativas à produção e, ao mesmo tempo, à economia de energia. Não só pela impossibilidade de continuarmos a usar petróleo, gás e carvão minerais, responsáveis pelo efeito estufa. Mas também para proteger nossas florestas (destruidoras do efeito estufa) do afogamento produzido pelas extensas superfícies ocupadas pelas desmesuradas represas hidrelétricas. Não podemos viver sem energia: é preciso poupá-la e produzi-la em escala crescente, sem comprometer mais ainda o meio ambiente. Daí as alternativas que vêm sendo estudadas por grupos de pesquisadores, utilizando álcool, hidrogênio, luz solar, ventos, marés, calor geotérmico etc.

Mas há um fato que representa um obstáculo sério a essas iniciativas. Durante a recente crise energética sofrida por todos os brasileiros - que tiveram de economizar 20 por cento da média normalmente gasta, recorrendo à eliminação de “supérfluos”, como congeladores, iluminação etc, ou recorrendo a outras fontes energéticas como aquecedores solares, gás, etc. - as empresas vendedoras de energia tiveram que aumentar suas tarifas afim de compensar as perdas... Perdas essas devidas à própria ineficácia dos produtores! Mas aí reside o paradoxo: se toda vez que o usuário recorrer a outras fontes de energia, em detrimento da compra do produto das empresas fornecedoras, estas aumentarem o preço do produto, como é que fica o plano de energias alternativas? Se cada um puder fazer a sua própria instalação doméstica, de captação de energia fotovoltaica, ou de células de hidrogênio, dispensando o sistema de distribuição convencional, eu imagino que o preço da energia elétrica irá às nuvens, para suportar os investimentos já feitos! E, nesse caso, haverá sobretaxas para quem não consome?

Talvez por isso não haja tanto entusiasmo em desenvolver sistemas alternativos!

  
  

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