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Quanto consumimos de Água? - Parte 03

Certamente existem maneiras de se consumir menos água. Primeiro, aquela de que sempre se fala: consertar os vazamentos dos canos na rua. E não deixar as torneiras abertas à-toa... Sim, é claro, mas como já vimos, esse consumo de água potável represen

20 de Maio de 2003.
Publicado por Equipe EcoViagem  

Certamente existem maneiras de se consumir menos água. Primeiro, aquela de que sempre se fala: "consertar os vazamentos dos canos na rua". E não deixar as torneiras abertas à-toa...

Sim, é claro, mas como já vimos, esse consumo de água potável representa uma parcela mínima em relação ao gasto total. Maior é o produzido pela poluição e também pela irrigação da lavoura. Os cuidados em fechar a torneira e em fazer a conservação da rede distribuidora representam uma importante economia de dinheiro, pois a água tratada, clorada, fluorada, custa muito caro!

É comum dizer que, em algumas cidades brasileiras, as perdas de água potável chegam a mais de 40 por cento. Mas isso nem sempre se refere a vazamentos, e sim à água que não é paga: as "sangrias" ilegais praticadas na rede (não só por favelados, mas até por indústrias); os medidores defeituosos ou adulterados; ou o não pagamento das contas. Os vazamentos, mesmo, não passam, em S. Paulo, por ex., de 17 por cento - água que realmente é jogada fora.

Entretanto, vejamos o que acontece com a irrigação das lavouras. Sabe-se que a irrigação aumenta muito a produção agro-pecuária. Hoje, 60 por cento da água captada dos rios de algumas das nossas regiões são consumidas na irrigação. E há uma tendência a aumentar muito a área irrigada no Brasil. Em alguns países, a irrigação consome até 80 por cento do total captado.

Tudo bem, se a irrigação fosse realizada segundo critérios racionais... Mas infelizmente não é: a irrigação por aspersão, em pivôs ou por bombas de alta potência constitui um imenso desperdício. Em grande parte, pela evaporação da água finamente pulverizada no ar. Além disso, pela inundação do terreno, levando a perdas por incapacidade de absorção, e provocando erosão e arraste de terra fértil. Em algumas regiões, servindo de berço aos caramujos da esquistossomose...

Com isso, bem mais de 40 por cento dessa água é perdida, em comparação com os métodos de gotejamento. Nestes a água é fornecida "gota a gota" às raízes das plantas - exatamente a quantidade que elas são capazes de absorver! Em alguns países de climas secos, como a Austrália, plantações e pastagens são irrigadas com os esgotos das cidades. Evita-se assim lançá-los aos rios e utilizar águas limpas para a irrigação!

Continuaremos com esse assunto. Até à próxima!

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