Milton Dines

O mais novo colunista do EcoViagem, Milton Dines é especialista em unidades de conservação, meio ambiente e ecoturismo. Ele contou à reportagem tudo sobre o que mais entende, confira.

  
  

O mais novo colunista do EcoViagem, Milton Dines é especialista em unidades de conservação, meio ambiente e ecoturismo. Ele contou à reportagem tudo sobre o que mais entende, confira.

Cesar Greco

Cesar Greco

EcoViagem: Como você observa o uso das áreas naturais para a prática do ecoturismo?
Milton Dines: Como usuário e especialista percebo uma série de dificuldades e entraves ao “funcionamento interessante da coisa”, o que quero dizer com isso, o ecoturismo hoje no Brasil está focado basicamente nas áreas naturais e também, se observar na maioria dos roteiros de empresas de ecoturismo, os roteiros mais legais oferecidos são passeios nos parques estaduais, nacionais, ou seja, em áreas protegidas; tanto que, serve para a operação quanto para o marketing. A propaganda muitas vezes vende Chapada dos Veadeiros ou Lençóis Maranhenses e quando você vai verificar os detalhes da programação do passeio isto é um dos elementos entre tantos, mas é um grande elemento que chama a atenção; e, portanto, possui uma relação da atividade do ecoturismo como um todo, uma atividade econômica, com a gestão dessas áreas que recebem uma demanda.

EcoViagem: Que demanda é essa?
Milton Dines: Detecto basicamente dois ou três tipos, que ainda não sistematizei, por isso não dá para afirmar integralmente, mas existe a demanda das empresas, que é induzida, que está baseada em um trabalho de marketing em que há divulgação, que se vende regularmente determinados destinos, que mantém um volume de visitação por conta de pessoas que possuem certos anseios e “consomem a paisagem natural”; tem ainda o indivíduo que vai por conta própria, e que pode ser tanto o sujeito que se contenta em ir e dar uma olhada na paisagem e ir embora, quanto o turista especializado, que é o montanhista, que pratica trekking, escalada, que se tiver caverna vai fazer espeleologia e que é um sujeito que possui outra formação e outra demanda, mas todos eles são visitantes desses parques ou dessas áreas naturais.

EcoViagem: Como podemos observar o que se faz em outros países e no Brasil quanto ao ecoturismo e às áreas naturais?
Milton Dines: As oportunidades que tive de viajar para outros países e vivenciar essa realidade em outros locais me deu parâmetros de comparação e também para uma visão mais crítica, o que me fez perceber que, no caso do ecoturismo voltado aos parques... são as unidades de conservação que recebem mais turistas, que estão mais organizadas para isso; entendo que no Brasil está se tomando um caminho que eu chamaria de bastante conservador na gestão da visitação pública, um caminho também paternalista, ou seja, a população não está devidamente educada, preparada - Então vamos tomar uma série de medidas, coitadinhos... acho isso um ponto de vista de quem não tem uma visão do que se faz no resto do mundo, sejam em países de primeiro mundo como em de terceiro mundo para que essa visitação seja efetiva, para que ela cumpra o papel a que se propõe, para que ela seja compatível com a conservação dessas áreas, e isso é possível e demonstrado mundo afora.

EcoViagem: Nesse caso o que falta para o Brasil?
Milton Dines: No Brasil o conhecimento das técnicas de gestão é bastante limitado e muitos chefes de parque se limitam a falar “Vamos fechar. Porque não tenho condições, não tenho dinheiro, não tenho pessoas preparadas”. E isso serve de desculpa para não ir atrás dessas soluções. Ao mesmo tempo, fazendo um paralelo do ecoturismo como um todo, o ecoturismo não só no Brasil mas em boa parte do mundo, apesar de ter um discurso interessante que fala da sustentabilidade, que fala da necessidade de se conservar os aspectos mais interessantes dos destinos, tem demonstrado que está repetindo os mecanismos do “turismão” de massa, nesse sentido cria-se demandas e impactos indesejados, porque não busca soluções até para a própria definição de ecoturismo, que a Embratur com um monte de gente que trabalhava na área decidiram lá em 1994. O que fala basicamente de turismo responsável, ou seja, a responsabilidade de quem agencia, de quem opera, de quem recebe, e a responsabilidade do turista.

EcoViagem: Podemos entender o ecoturismo como uma tentativa de redirecionar o turismo convencional ao um idealismo de consciência ambiental, ou isso está acontecendo de forma totalmente contrária?
Milton Dines: Na verdade temos que fazer muito para chegar nisso. As coisas vão evoluindo, hoje o mercado ecoturístico já está mais organizado do que foi logo no começo. Por outro lado a demanda muito forte, as vezes, “atropela” o próprio operador; não vou dizer que existem pessoas mal intencionadas, não conheço ninguém mal intencionado, mas conheço gente que está tão preocupada com o dia-a-dia, com o fato da operação em si, em manter sua empresa em pé funcionando, que não percebe que está indo por um caminho que pode acabar deteriorando o próprio atrativo que opera, ou seja, o sujeito corre o risco de matar a própria galinha dos ovos de ouro, é meio por aí. O trade ecoturístico tem que começar a perceber que precisa mudar um pouco de atitude, e isso não quer dizer que vão ganhar menos, que não vão trabalhar menos, quer dizer que eles vão trabalhar de outra forma, de modo a garantir no mínimo essa responsabilidade sobre o local que estão operando, de modo que essa operação seja o mais perene possível, que os locais permaneçam com a dinâmica que possuem, permaneçam conservados e interessantes para os visitantes.

EcoViagem: O ecoturismo busca a sustentabilidade, o que quero dizer com isso, o sujeito que mora na região não vai ser rico trabalhando com isso, mas vai conseguir viver, contrapondo com isso os empresários visualizam crescimento e isso não significa ganhar dinheiro?
Milton Dines: Na verdade o conceito da sustentabilidade não está ligado somente em retirar ou deixar de retirar, acho que o conceito de utilização dos recursos tem esse viés, e também não é crescer para ficar rico, não é nada disso. É fazer com que essas relações, essa operação, o modo como as pessoas e as empresas se relacionam para que essa atividade seja de tal forma, que os locais aonde isso ocorre consigam perpetuar isso, ou seja, que a coisa não vá crescendo a ponto daquilo virar um negócio tão incômodo, que não é mais ecoturismo, que o ecoturista não vai mais se interessar e aí o destino desaparece. Sobre o que me refiro, quando falamos em fazer uma operação sustentável, falamos basicamente em ter uma operação que respeite os limites daquele ambiente, o que suporta de uso para essa atividade, respeitar as culturas locais, promover a população que mora no destino para que ela possa realmente ter acesso a esse recurso financeiro que é o dinheiro que circula pelo trade, porque o que a gente mais vê atualmente é o grosso do dinheiro que circula em uma operação ecoturística ficar com o emissor e não com o receptivo. Então as duas pontas, o local da onde vem o turista e o local onde ele é recebido não se beneficiam igualmente, e o grande lance da sustentabilidade é poder beneficiar os locais de destino, que geralmente são locais menos privilegiados, mais carentes; isso não quer dizer que o emissivo vai ganhar menos dinheiro, muito pelo contrário, ele pode ganhar mais se ele souber lidar com isso. Mas isso significa operações com menor número de pessoas, significa operações em que as opções vão se diversificar; em vez de ter um grande grupo indo para um determinado lugar, irá ter um conjunto de grupo indo para vários lugares diferentes; envolve custo, preço, toda uma negociação nas várias etapas da operação turística para que todos consigam ter preço para trabalhar e ter lucro, afinal, o lucro é legítimo em toda atividade comercial, ao mesmo tempo que conserva a natureza e as relações sociais dos locais.

EcoViagem: No Brasil isso acontece?
Milton Dines: Ainda não. No Brasil talvez tenham algumas iniciativas isoladas nesse sentido, existem algumas experiências de operação de atrativos pelos próprios moradores do local, que não é uma regra; em muitos lugares quem opera os atrativos é o que eles chamam de pessoas de fora. Existe um olhar sobre a paisagem, que geralmente é visto do centro de demanda, vamos dar um exemplo sem citar nomes: o olhar do turista que sai da metrópole, ele “quer determinadas coisas” e é muito mais fácil o próprio morador da grande cidade ir ao lugar de destino e organizar esse “o que o turista quer” do que talvez o sujeito que está lá e nunca teve esse contato e não tem essa noção tão clara, fora a questão do poder aquisitivo que é um outro departamento. Em termos da sustentabilidade do ecoturismo, ficaria mais interessante, que cada vez que alguém se voltasse para um destino contribuísse para que esse local tivesse a sua promoção e seu desenvolvimento com a base das pessoas de lá, com a ajuda das pessoas de lá, com o desenvolvimento próprio de empresas e de serviços do próprio local e isso fosse uma cadeia de consumo, uma cadeia de custódia como a gente chama e fosse sustentável de cabo a rabo, acho que a gente chega lá.

EcoViagem: O ecoturismo, em alguns casos, não é uma forma de monopolizar as belezas naturais?
Milton Dines: Eu não sei se é uma forma de monopolizar, mas com certeza é uma forma de elitizar a atividade, porque mesmo com o tamanho das operações que existem hoje, estou falando de grandes empresas de turismo que possuem pacotes ecoturísticos que muita gente duvida que são realmente ecoturísticos; o fato de levar passageiros para Lençóis Maranhenses para olhar o parque e voltar não quer dizer necessariamente que ele é ecoturístico, ele vai ser ecoturístico se ele for uma operação que dê retorno financeiro e suporte comunitário para a população que vive nesses locais, se tiver preocupação em manter grupos pequenos. E o que a gente tem hoje, apesar que já acabou a fase em que se levava verdadeiras hordas para esses locais, ainda se leva grupos muito grandes, a alegação é sempre de uma questão econômica, senão os pacotes ficam muito caros; mas o pacote ecoturístico já é caro. Outra coisa que me chama atenção no país como um todo, seja no turismo convencional como no ecoturismo, é que tem muito pouco incentivo e estrutura para o sujeito que viaja independente; o pacote de turismo é uma opção válida e interessante, que pode facilitar para quem compra, que pode até baixar preço, só que existe uma parcela dessa população que não se importa com isso e prefere uma outra dinâmica, preferem ir sozinho, encontrar informação, serviços, guias se necessário, encontrar uma infra-estrutura que no Brasil não existe.

EcoViagem: E quanto aos parques, como isso acontece?
Milton Dines: Em temos de parques, de áreas protegidas, de unidades de conservação, falando mais dos parques que é a menina dos olhos, é o foco das viagens, geralmente os responsáveis pelos parques se queixam de falta de infra-estrutura; no meu ponto de vista é menos falta disso, muitas vezes nossos parques têm estrutura suficiente para atender uma demanda razoável de pessoas que fazem caminhadas, que vão acampar, pessoas que vão escalar, quando é o caso e, o que falta mesmo é o conhecimento da aplicação dos instrumentos de gestão que permite que essa atividade ocorra sem um impacto além do aceitável do ambiente natural; esse impacto aceitável é algo que pode ser estabelecido, medido e controlado.

EcoViagem: Isso não é um descaso do governo?
Milton Dines: Eu não sei se é um descaso do governo, acho que é um processo mais complexo. Na nossa história os primeiros parques, como eram poucos, eram uma novidade e, por uma questão política, houve um recurso financeiro muito interessante para os parques; depois com a conjuntura do país mudando, as verbas para essas áreas minguaram a tal ponto que elas ficaram bem uns dez quinze anos ao Deus dará; sem recurso financeiro, nem capacitação, sem o mínimo de meios de trabalho... as sucessivas administrações dos parques foram simplesmente reproduzindo o que se fazia na etapa anterior, não ter nenhum empenho em se buscar novos instrumentos de gestão; omissão de uma certa parte? Pode ser. Falta de Criatividade? Pode ser. Falta de comprometimento? A mesma responsabilidade que o operador de turismo tem, talvez o sujeito que é funcionário público tenha que ter com a sua área, esse comprometimento significaria buscar alternativas. Enquanto lá fora, especialmente nos Estados Unidos, os instrumentos de gestão evoluíram e muito nos últimos dez anos, existe uma série de mecanismos de planejamento, de gestão, de monitoramento de impacto, e isso passou em branco no Brasil; e não foi por falta de existirem convênios com os serviços de proteção nacionais ou estrangeiros, não foi por falta de literaturas disponíveis; acho que foi uma questão talvez estrutural dos serviços responsáveis por essas áreas que ficaram mais preocupados com o seu modo de operar, a folha de pagamento, em vez de observar – Agente tem uma demanda e temos que resolvê-la.

EcoViagem: E como isso pode ser revisto?
Milton Dines: Atualmente o governo federal está propondo a terceirização de serviços de produtos de impacto, que seriam serviços e equipamentos, que seria o quê: terceirizar pousadas, meios de alimentação como lanchonetes e restaurantes, serviços de guiagem; em tese isso é muito interessante porque deixa para o governo o seu grande papel que é conservar, que é cuidar da conservação do ambiente natural, e delega à iniciativa privada ou às organizações não governamentais, ou às organizações sociais a parte dessa tarefa que não é necessariamente obrigação do governo, não é obrigação do poder público gerir uma pousada, ou tocar um serviço de guiagem dentro de um parque; só que o processo vai em um sentido tal que... primeiro exigiu-se que os parques, os primeiros catorze se não me engano, que fossem objetos desse novo modo de administração tivessem um plano de manejo, isso é muito louvável, o plano diz o que vai ser feito, mas um plano é muito grande e caro; então restringiu-se a um plano de uso público, que também está interessante; e este plano determina como é que vai ser feita essa terceirização para que a atividade turística faça com que os parques sejam também locais não deficitários, hoje os parques necessitam de um aporte de verba constante, seja do poder público estadual ou federal, porque o que arrecadam com ingresso não os sustenta. Mas o que não mudou foi paradigma, o ingresso tem de ser a sustentabilidade do parque que não é necessariamente a única via, e também, de certa maneira, o controle muito rígido de toda atividade a ponto de não haver espaço para o sujeito que veio fazer uma caminhada de quatro ou cinco dias em um local onde isso é possível, onde há trilhas para isso, ele só pode fazer isso se contratar obrigatoriamente um serviço de guiagem; não pelo receio de que o sujeito vai se perder, mais pelo receio de que ele é um potencial causador de impacto; a literatura e a prática mundo afora demonstram que é mais fácil a pessoa causar impacto porque o esquema de visitação está mal organizado do que ele ser mal intencionado.

EcoViagem: O ecoturismo é uma forma eficaz de promover educação ambiental?
Milton Dines: O ecoturismo pode ser um instrumento para a educação ambiental, pode ser eficaz, mas depende em que você está interessado, qual é o objetivo dessa atividade de educação ambiental; se for para conscientizar o turista da responsabilidade dele sobre o meio ambiente talvez seja o melhor instrumento. Mas também ecoturismo e visitação em parques não pode ser totalmente e exclusivamente voltado para isso, o lazer é uma atividade legítima, nós temos pleno direito de ir a um lugar simplesmente pelo prazer de apreciar a natureza e relaxar, ou invés de estar todo o tempo sendo direcionado para a educação ambiental; o ganho, a educação ambiental acontece de forma indireta. Na gestão de parques isso fica totalmente relegado, o sujeito só entra lá se estiver sofrendo um processo de educação ambiental, e isso passa a ser tão mandatório que não se observa os outros ganhos, como social, o do lazer e o indireto que é: o sujeito vai receber educação ambiental? Vai. Se ele foi bem atendido, se sair satisfeito da atividade que fez e se o ambiente estiver organizado e a gestão do parque estiver organizada de modo que o impacto esteja dentro dos limites aceitáveis, o visitante vai sair de lá, com certeza, imbuído do espírito dessa conservação, ele vai ser mais um aliado à causa da conservação, vai ser mais um disposto a pagar um imposto verde para ter aquela área conservada, vai ser um sujeito disposto a trabalhar voluntariamente em uma ONG ou mesmo em um parque, ele vai ser uma pessoa que, quando falarem “Emprestou-se 32 milhões da Alemanha para se investir nos parques”, ele não vai encrencar e dizer “Esse dinheiro não serve para isso”. Porque ele vai ter entendido aquele negócio.

EcoViagem: Como está a capacitação de mão-de-obra dos funcionários das áreas de preservação no Brasil?
Milton Dines: A mão-de-obra no Brasil e no mundo não suporta a demanda, todo gerente de parque não tem o número de funcionário que gostaria que houvesse para gerir um parque, e isso qualquer chefe de parque no mundo afora esta reclamando de duas coisas: falta de dinheiro e falta de pessoal. Embora há alguma coisa que está melhorando no Brasil, mas em geral quase em todas unidades de conservação o funcionário que lida diretamente com o público é muito mal preparado...

EcoViagem: E no caso dos guias?
Milton Dines: Do lado dos guias, eu já conheci serviço de monitoria ambiental excelentes, sujeitos bem preparados, conhecedor da atividade, capaz de oferecer informações interessantes para o visitante, mas não se questiona se o visitante precisa necessariamente desse guia; então a aventura de entrar sozinho em uma trilha e sair do outro lado e ter aquele gostinho de desbravador, mesmo que não seja isso, está completamente vedado, acho que é um aspecto que deveria ser levado em conta.

EcoViagem: Falando em meio ambiente e ecoturismo, podemos dizer que isso é considerado como uma novidade para algumas pessoas?
Milton Dines: Novidade não é, a pessoa já ouviu falar pelo menos uma vez. O que está me incomodando no momento é que ecoturismo está virando sinônimo de aventura, de “adrenalina”, e aí você começa a ver a liquidação de emoções baratas, como já andaram dizendo por aí “Ah é três rapel por dez e vamos nessa...” A gente está vislumbrando esse tipo de coisa em breve; e aí todo esse envolvimento que o ecoturismo poderia propiciar ao bem-estar das pessoas, vivenciar o meio ambiente, beneficiar o bem da população que vive nos destinos, isso ninguém associa ao ecoturismo; alguns operadores até têm esse discurso, mas não sei quantos realmente se comprometem com essa questão.

EcoViagem: O que podemos esperar para o futuro?
Milton Dines: Eu não tenho bola de cristal, mas o que se está sendo feito de interessante, esse mês ainda vai haver uma sessão do Conselho Nacional de Meio Ambiente para tentar, não sei se vai aprovar agora, mas está em discussão no conselho, uma regulamentação para atividade de ecoturismo; e a regulamentação que foi proposta, da qual eu participei com muitos outros técnicos, com ONGs, tem muita gente e eu não vou citar nomes porque vou acabar esquecendo o nome de alguém, tenta colocar essa discussão dentro dessa normatização. Como a atividade ecoturística pode colaborar para evitar a deteriorização do meio ambiente e das relações sociais nos locais onde ocorre; perceba que a questão não é mais como vai contribuir, mas como é que vai evitar o estrago, o que já é preocupante, mas seria a primeira abordagem para mais a frente começar algo mais colaborativo.

EcoViagem: Mande um recado para os nossos leitores.
Milton Dines: Acho que o recado é para quem gosta da atividade, que gosta do ecoturismo, de trekking... não tenho nada contra a pessoa que quer fazer um rapel – Vai, boa. É super gostoso, é legítimo, é bacana... mas preste atenção na responsabilidade dele enquanto turista. Não é só porque você pagou um pacote, uma empresa ou um rapel que você tem direito de chegar lá e detonar e fazer do jeito que bem entender, existe a sua responsabilidade com aquele local e com as pessoas de lá. “Se essa ficha cair” o ecoturismo no Brasil muda da água para o vinho.

  
  

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