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Wilhelm Schürmann

Wilhelm Schürmann tem 27 anos e desde os 7 se aventura pelos mares.

19 de Julho de 2004.
Publicado por Equipe EcoViagem  

Wilhelm Schürmann tem 27 anos e desde os 7 se aventura pelos mares. Naquela idade, ele era o caçula dos três irmãos que, ao lado dos pais, rodaram o mundo em um veleiro, mostrando ao Brasil, nas telinhas do Fantástico, os encantos descobertos pela Família Schürmann em suas inúmeras viagens.

Wilhelm cresceu, assim como sua paixão pelo mar. Hoje é o melhor praticante de windsurf da América do Sul e brinca: “Tenho água salgada no sangue”.

EcoViagem: Como é praticar um esporte tão pouco difundido no Brasil? Quais as dificuldades encontradas em função disso?
Wilhelm: Eu pratico outros esportes como kitesurf, snowboard, surf, e outros. Mas nenhum se compara ao windsurf. Por isso, quem pratica uma vez, raramente larga o Wind. É bom demais! No Brasil, o esporte teve seus altos e baixos, mas acredito que está crescendo novamente. Sem dúvida, a parte mais difícil é a falta de patrocínio. Existem muitos atletas de alto nível no Brasil, mas que não conseguem patrocínio. E eu acho que acontece o mesmo em quase todos os esportes no Brasil, que não seja futebol. Hoje eu conto com o patrocínio da Fiat e American Airlines, e o apoio da Oxbow, Neilpryde, Oakley e Starboard.

EcoViagem: Sabemos que você é o atleta de maior destaque no windsurf brasileiro e também da América do Sul. Quais foram suas principais conquistas dentro do esporte?
Wilhelm: Fui 4 vezes campeão brasileiro de Fórmula, 3 vezes campeão brasileiro nas ondas, 3 vezes campeão brasileiro de Slalom, 7 vezes campeão brasileiro Overall, campeão brasileiro de longa distância, campeão brasileiro de Speed (velocidade), bi-campeão sul americano e vice-campeão mundial dos jogos da ISAF. Há também alguns títulos como campeão paulista, catarinense, rei de búzios e campeão taitiano.

EcoViagem: Quando e como começou a paixão pelo windsurf? Ter vivido tanto tempo no mar, influenciou sua escolha de alguma maneira?
Wilhelm: Sem dúvida, ter vivido em um veleiro foi o começo de tudo. Eu acho que quando você mora em uma casa, você quer uma bicicleta. No barco, a saída é outra, e o Wind foi a minha escolha. Aos 10 anos comecei a praticar com meu irmão e, logo aos 13, veio a primeira competição e daí em diante não queria pensar em outra coisa a não ser o vento...

EcoViagem: E como foi crescer em alto mar? Conte-nos um pouco das experiências vividas durante essa infância fora do comum.
Wilhelm: Realmente foi algo fantástico. Como eu tinha apenas 7 anos quando me mudei para o barco, ainda não tinha muitas raízes, como amigos, por exemplo. Então ficou mais fácil. Eu estudava por correspondência e meus irmãos e pais eram sempre meus melhores amigos. Passamos por muitas aventuras e conhecemos muitos lugares e culturas diferentes. Hoje tenho amigos pelo mundo inteiro.

EcoViagem: Você já teve a oportunidade de dar a volta ao mundo com sua família e, agora, continua viajando por causa da profissão. Como é viver `ao sabor do vento`?
Wilhelm: Meu sonho é ser feliz e fazer o que eu gosto (viajar e velejar) e minha profissão me permite fazer isso. Batalhei muito para isto acontecer, e eu acho que quando você faz algo que gosta, vai fazer bem feito e com coração. Eu me acostumei a viajar e não consigo parar. Se fico em um lugar por mais de 1 mês, já quero ir para outro. Tenho água salgada no sangue.

EcoViagem: Dentre os inúmeros lugares que já conheceu, qual mais lhe encantou e por quê?
Wilhelm: Sou muito patriota, então, exceto o Brasil, que eu amo muito, a Polinésia Francesa (Taiti) foi um dos lugares que mais me marcou. O povo polinésio é muito acolhedor e está sempre alegre. O lugar também é lindo e velejar nas águas cristalinas é alucinante, pois dá a sensação de estar voando.

EcoViagem: Quais seus planos para o futuro? Pretende se aventurar pelos mares, como seus pais?
Wilhelm: Eu gostaria de continuar fazendo o que gosto. Caso eu passe a gostar de outras coisas, mudarei junto para poder realizá-las. Quem sabe isso signifique passar 20 anos no mar...

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