'São Paulo Mais Verde' fará adoção de praças chegar a bairros carentes

Adoção casada beneficia áreas verdes ou corredores nas regiões periféricas. Depois de escolher o lugar de interesse, os candidatos a colaboradores devem entregar uma carta de intenção ao órgão

  
  

Adoção casada beneficia áreas verdes ou corredores nas regiões periféricas. Depois de escolher o lugar de interesse, os candidatos a colaboradores devem entregar uma carta de intenção ao órgão público responsável pelo espaço à subprefeitura da região.

A adoção de praças e áreas verdes pela iniciativa privada, instituições e até por pessoas físicas ganhou um novo conceito: a adoção casada. Essa é a essência do São Paulo Mais Verde que, a partir de agora, passa a orientar as parcerias para a conservação e a manutenção das áreas verdes da Cidade. O adotante que passar a cuidar de um espaço nas regiões de maior visibilidade deverá adotar também uma praça, área verde ou corredor nas regiões mais distantes.

O programa, criado de acordo com os parâmetros da Lei Cidade Limpa, associa a marca do adotante a uma ação de responsabilidade social e ambiental. Prevê ainda mecanismos que facilitam mais os processos de adoção, multiplicando para toda a Cidade a experiência bem-sucedida realizada inicialmente na região central, pela Subprefeitura da Sé.

"Cada vez mais, a Prefeitura aproxima o paulistano dos espaços de sua cidade e melhora as áreas públicas. Com este projeto, as empresas mostram que também querem uma São Paulo mais verde e mais bonita", diz o secretário de Coordenação das Subprefeituras e subprefeito da Sé.

Desburocratização agiliza adoção

A Cidade de São Paulo tem mais de 193 milhões de metros quadrados de áreas verdes e mais de 4.600 praças, 842 delas conservadas pela iniciativa privada. O número de adoções cresceu bastante nos dois últimos anos a partir da desburocratização dos procedimentos. Eram comuns processos de adoção percorrerem por mais de um ano os escaninhos da administração pública. Hoje, a aprovação de uma adoção leva apenas pouco mais de um mês.

Tudo começou em 2005, na Subprefeitura da Sé. A partir de um núcleo de produção de projetos, com escolha de espécies floridas e aromáticas, de fácil manejo e conservação, foram estabelecidos novos parâmetros para as adoções. Os resultados foram animadores: 25% das áreas verdes do Centro foram adotadas. E foi essa experiência bem-sucedida que orientou a formulação do São Paulo Mais Verde. Agora, a adoção não se limita apenas às praças. Incluem canteiros centrais de grandes avenidas, áreas remanescentes de loteamentos e parques.

A primeira adoção casada ocorreu antes mesmo do lançamento oficial do programa. A Eternit antecipou-se com a adoção do Pateo do Collegio, na região central, e da praça dos Trotadores, na Zona Norte da Cidade. A empresa patrocinou ainda a publicação de um manual de procedimentos para a adoção e o site www.spmaisverde.com.br, que hospedará um completo banco de dados de praças já adotadas e as que estão à disposição para adoção.

Processos de adoção

As diferentes áreas verdes – praças, canteiros centrais de avenidas, parques e remanescentes de construções - podem ser adotadas tanto por pessoas físicas quanto por jurídicas. Depois de escolher o lugar de interesse, os candidatos a colaboradores devem entregar uma carta de intenção ao órgão público responsável pelo espaço, na maior parte das vezes à subprefeitura da região.

Nesta primeira fase do São Paulo Mais Verde cada uma das 31 subprefeituras relacionou entre três e cinco áreas de adoção imediata.

O São Paulo Mais Verde ganhou ainda um Manual, com o passo-a-passo para quem deseja adotar uma área e um site www.spmaisverde.com.br em que, além dos procedimentos para a adoção, será possível consultar um banco de dados com praças a adotar e as já adotadas. O primeiro lote desse banco estará disponível até o fim do mês. Nele também será possível solicitar, por e-mail, a assessoria da Central de Projetos – projetos@spmaisverde.com.br.

fonte: Portal da Prefeitura de São Paulo

  
  

Publicado por em