'The Guardian': Boto rosa está perto da extinção

Hidrelétricas na bacia do Amazonas seriam nova ameaça à espécie Uma reportagem na edição deste sábado do jornal britânico The Guardian afirma que cientistas brasileiros temem pelo futuro dos

  
  

Hidrelétricas na bacia do Amazonas seriam nova ameaça à espécie

Uma reportagem na edição deste sábado do jornal britânico The Guardian afirma que cientistas brasileiros temem pelo futuro dos botos-cor-de-rosa da Amazônia.

Os principais culpados pela ameaça de extinção do animal amazônico seriam, segundo cientistas entrevistados pelo diário, os projetos de construção de usinas hidrelétricas na região e o aumento do uso da carne do boto como isca para pesca.

O Guardian afirma que, embora a população de botos-cor-de-rosa na região amazônica ainda seja respeitável, em comparação com outras espécies de golfinhos de água doce, desde 2000 os números vêm sofrendo quedas alarmantes.

"Ambientalistas agora acreditam que o golfinho possa ter o mesmo destino do golfinho do rio Yangtze, na China, que recentemente foi declarado 'funcionalmente extinto' por causa da poluição no rio", diz o texto assinado pelo correspondente do diário britânico em Manaus, Tom Phillips.

Inpa

Entre os especialistas convencidos da gravidade da situação está a bióloga Vera da Silva, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

"Acho que isso (a extinção) está se transformando no destino do boto da Amazônia", disse a pesquisadora, de acordo com o Guardian.

Na reserva de Mamirauá, a cerca de 530 quilômetros de Manaus, onde se encontra uma das maiores concentrações de botos-cor-de-rosa, vem sendo registrada uma queda de 10% ao ano na população dos animais.

Ela afirmou ao jornal também que, entre os principais acusados pela acentuada redução das populações de botos-cor-de-rosa na Amazônia está uma técnica de pesca que teria sido importada da Colômbia, baseada no uso da carne do mamífero aquático.

Além disso, estaria crescendo o número de animais que aparecem mortos com ferimentos que parecem ser de arpões e mutilados, normalmente sem as barbatanas e com nomes gravados à ponta de faca nas costas.

O diário londrino lembra ainda que ambientalistas temem que os projetos de construção de hidrelétricas na bacia do Amazonas venham a isolar os grupos de botos-cor-de-rosa, dificultando ainda mais a reprodução deles.

Fonte: BBC Brasil

  
  

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