2º Fórum Brasil Sustentável mostrará soluções de transformação social

Quando o saber popular alia-se ao conhecimento técnico-científico, surgem iniciativas capazes de promover melhorias para comunidades e oferecer soluções de transformações sociais. Estreitar a lacuna que hoje exist

  
  

Quando o saber popular alia-se ao conhecimento técnico-científico, surgem iniciativas capazes de promover melhorias para comunidades e oferecer soluções de transformações sociais. Estreitar a lacuna que hoje existe entre a criação da tecnologia social e sua efetiva implantação será tema do Fórum Brasil Sustentável: Tecnologias Sociais, que acontece no dia 19 de outubro, durante a 7ª edição da Ecolatina.

Para as tecnologias sociais, importa essencialmente que as mesmas sejam efetivas e reaplicáveis, propiciando desenvolvimento socioambiental em escala. Como exemplo, temos o projeto Vita Sopa, iniciativa que atende creches, escolas e comunidades carentes de Belo Horizonte com a oferta de sopas produzidas com os legumes e verduras não comercializados no Ceasa. O que viraria virariam lixo se transforma em alimento para quem precisa.

As microbarragens também são destaques entre as tecnologias sociais desenvolvidas no Estado. Desenvolvidas para a captação de águas de chuva, as microbarragens ou barraginhas são miniaçudes localizados em regiões onde ocorrem enxurradas volumosas e erosivas, barrando-as e amenizando seus efeitos desastrosos.

Acreditando no potencial dessa técnica para preservar o potencial hídrico de uma propriedade, foi desenvolvido, pela Embrapa Milho e Sorgo, um projeto denominado “Captação de Águas Superficiais de Chuvas em Barraginhas”. A experiência, iniciada em pequenas propriedades, demonstrou que, através da construção de microbarragens de captação, é possível retornar ao lençol freático e mananciais um volume médio de 1.000 m3/ha/ano, após a ocorrência de dez a doze chuvas.

Na análise de Juarez de Paula, gerente da Unidade de Desenvolvimento Local do Sebrae, que participará do fórum, a constituição da Rede de Tecnologia Social (RTS) e a adesão de mais de 500 organizações à iniciativa é hoje um forte indicativo de que o tema é objeto de atenção e interesse, seja por parte de empresas, organizações governamentais ou de entidades do terceiro setor.

Do encontro em Belo Horizonte, ele espera que haja uma maior aproximação junto às empresas de experiências inovadoras e bem-sucedidas de inclusão social, de modo que se possa somar esforços para multiplicar tais experiências. “As tecnologias sociais são formas participativas de construção de conhecimento, desenvolvidas na interação entre quem a oferece e quem a aplica, sempre com o objetivo de enfrentar problemas concretos e criar soluções que impliquem em mudança de qualidade de vida,” afirma.

O encontro também é apontado por Marcus Vinícius Villarim, diretor de Articulação Governamental do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), órgão que coordena o encontro, como uma importante oportunidade para a troca de experiências. Segundo ele, as tecnologias sociais são um evento recente em nossa sociedade, daí a importância de se conhecer instituições que trabalham com estas tecnologias.

“O Governo tem dado a devida importância à Rede de Tecnologia Social. Ela funciona como um canal no qual podemos buscar iniciativas até mesmo da própria sociedade e, a partir delas, conseguimos sistematizá-las de forma a se transformarem em políticas públicas”, informou.

Na avaliação da diretora executiva da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais, Aldalice Otterloo, as tecnologias sociais promovem um novo modelo de gestão, uma vez que toda a comunidade é convidada a participar de forma compartilhada.

“Espero que o fórum amplie o debate, estimule a participação e possa sensibilizar novos parceiros empresariais a fortalecerem a de rede. As tecnologias sociais são capazes de transformar a realidade de injustiça e gritantes desigualdades em que vivemos, construindo uma cultura de direitos”, afirma.

De acordo com Marcus Vinícius Villarim, as empresas públicas estão entrando firme na questão. “Se durante este encontro conseguirmos difundir a idéia de que existe a Rede, isto já será de grande importância. O Fórum é uma oportunidade também de identificarmos trabalhos potenciais”, avalia.

Em se tratando de empresas, Juarez de Paula, faz um alerta de que muitas delas ainda confundem “responsabilidade social” com ações de caráter assistencialista.

“Porém, na medida em que avança a compreensão sobre o conceito de desenvolvimento sustentável, as empresas vão compreendendo que podem e devem atuar na redução dos desequilíbrios que afetam o meio ambiente, inclusive, os desequilíbrios sociais que afetam o ambiente de negócios,” avaliou.

Outros nomes estarão presente no Fórum Brasil Sustentável: Tecnologias Sociais. Heliana Kátia Tavares Campos, secretária de Articulação Institucional e Parcerias (SAIP) do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e coordenadora do encontro; Ignacy Sachs, ecossocioeconomista da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris, Paulo Roberto Lenhardt, do Instituto Morro da Cutia, Aly Ndiaye, engenheiro agrônomo criador da Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais) e Jacques Pena, presidente da Fundação Banco do Brasil, dentre outros.

Ecolatina

A Ecolatina 2007 – Conferência Latino-Americana sobre Meio Ambiente e Responsabilidade Social acontece entre os 17 e 19 de outubro, no Minascentro, em Belo Horizonte (MG). Especialistas, executivos, lideranças e autoridades ambientais do país e exterior irão debater e propor soluções para um dos mais graves problemas da sociedade nos últimos anos: o aquecimento global.

Serviço

Evento: 2º Fórum Brasil Tecnologias Sustentáveis / Ecolatina

Data: 19 de Outubro de 2007

Local: Minascentro – End. Av. Augusto de Lima, 785. Belo Horizonte

Inscrições e informações pelo site www.ecolatina.com.br

Fonte: Press Comunicação Empresarial

Del Valle Editoria

Contato: vininha@vininha.com

Site: www.animalivre.com.br

  
  

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