Notícias > Ambiente > Ações ambientais >Câmara retoma trabalhos: Código Florestal é prioridadeA Câmara dos Deputados retorna do recesso parlamentar nesta quinta-feira, 2 de fevereiro. Entre os assuntos mais polêmicos que assumem lugar de destaque na pauta está a possível votação do texto que modifica o Código Florestal
![]() O presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS), já afirmou para a Agência Câmara de Notícias que a votação do Código deve acontecer na primeira semana de março A Câmara dos Deputados retorna do recesso parlamentar nesta quinta-feira, 2 de fevereiro. Entre os assuntos mais polêmicos que assumem lugar de destaque na pauta está a possível votação do texto que modifica o Código Florestal, aprovado pelo Senado e que retorna em segundo turno para apreciação dos deputados. O presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS), já afirmou para a Agência Câmara de Notícias que a votação do Código deve acontecer na primeira semana de março. Isso fará com que os parlamentares tenham que decidir, de forma apressada e sem debate, sobre uma matéria de enorme importância para a sociedade brasileira. O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) defende uma mobilização para que a matéria não vá a plenário em março. “Nossa meta é que isso não seja votado na Câmara em 2012. Caso tenha que ir a votação, que seja durante a Rio+20, com milhões de pessoas observando o que acontece no Brasil”, disse o parlamentar. Ivan Valente lembra que a essência do texto aprovado em dezembro pelo Senado é a mesma do substitutivo relatado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). “Esse código ruralista é um imenso retrocesso para a sociedade brasileira. A anistia aprovada é antipedagógica sob todos os pontos de vista. Premia o desmatador e pune quem cumpre a lei, instituindo a impunidade”, concluiu. De acordo com Maria Cecília Wey de Brito, secretária-geral do WWF-Brasil, os deputados não podem repetir os erros cometidos em 2011. “O texto foi votado às pressas e sem debate pelos deputados. No Senado, aconteceram discussões, mas as sugestões apresentadas por cientistas e pela sociedade civil foram ignoradas. Tentaremos nos mobilizar para que a votação não ocorra em março”, afirmou. Maria Cecília entende que, simultaneamente à tentativa de não votar a matéria este ano – no segundo semestre, em virtude das eleições municipais, as atividades parlamentares sofrerão uma pausa – a sociedade deve exigir que a presidente Dilma Rousseff vete os retrocessos no texto. “Dilma prometeu, durante a campanha, que vetaria quaisquer dispositivos que anistiem crimes ambientais e promovam novos desmatamentos. Caso a Câmara aprove o texto como está ou o torne pior, ela precisará cumprir a promessa”, declarou. Fórum Social Mundial Líderes do movimento social classificaram o pronunciamento da presidente como “vazio e superficial”. De acordo com Maria Cecília Wey de Brito, secretária-geral do WWF-Brasil, embora o discurso de Dilma Rousseff tenha abordado temas relevantes para o país, não se notou uma coerência entre a fala da presidente e as políticas adotadas pelo governo. “É necessário que as políticas públicas e as ações de governo estejam alinhadas com o discurso de sustentabilidade. Afinal, em mais de um ano, este governo não criou sequer uma unidade de conservação, por exemplo, e, apesar de ter ampla maioria na Câmara e no Senado, não fez esforços suficientes para garantir a manutenção do Código Florestal” analisou a secretária-geral do WWF-Brasil. Fonte: WWF
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