Castanha-do-pará pode ajudar na conservação da Amazônia

A extração de castanha-do-pará pode contribuir com a conservação da Floresta Amazônica

  
  

A extração de castanha-do-pará pode contribuir com a conservação da Floresta Amazônica, de acordo com o uma pesquisa apresentada pelo pesquisador Felipe Santos Nunes, do programa de pós-graduação em Análise e Modelagem de Sistemas Ambientais do Instituto de Geociências, IGC, da Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG.

O estudo fez parte da dissertação de Nunes e as conclusões apontaram que é possível criar alternativas rentáveis a partir da extração sustentável dos recursos da floresta. “O estudo mostra que as áreas da floresta com vocação para o extrativismo podem ser rentáveis sem que sejam utilizadas para agricultura e pecuária, atividades mais agressivas ao ecossistema”, disse o pesquisador.

A área determinada para a realização da pesquisa abrangia a região de Madre de Dios, Peru, que faz fronteira com o departamento de Pando na Bolívia e o estado do Acre no Brasil. O local apresenta uma cadeia produtiva já consolidada de castanha-do-pará, conforme informações do pesquisador.

Foram criados modelos espaciais com base em três cenários: a venda com a casca, sem nenhum beneficiamento, com renda anual de cerca de US$3,67 milhões; o segundo cenário apresentou a comercialização do produto beneficiado, sem a casa, o resultado chegou a US$9,45 milhões por ano; o último cenário aliou ao beneficiamento, a certificação, com rendimento médio anual de US$10,2 milhões. Para as simulações foi utilizada como referência uma área de um milhão de hectares.

Em suas conclusões, Felipe Nunes destacou que com a rentabilidade da castanha-do-pará, os produtores não precisariam recorrer a outras atividades durante o ano, após a extração. “Os coletores em Madre de Dios são concessionários, e não proprietários das terras. Além disso, muitos deles não têm acesso aos processos de beneficiamento do produto”, explicou.

A exploração da castanheira acontece somente na época chuvosos, entre os meses de dezembro e abril, e representa uma das principais atividades econômicas da região, empregando cerca de 30 mil pessoas.

Fonte: Danielle Jordan / Ambiente Brasil

  
  

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