Estratégia de educação ambiental dissemina informações para a conservação da Amazônia

A equipe buscou formas distintas de atrair diferentes públicos, com o intuito de gerar conhecimentos sobre os recursos naturais da região

  
  
As ações fazem parte do conjunto de atividades do projeto “Participação e Sustentabilidade: o Uso Adequado da Biodiversidade e a Redução das Emissões de Carbono nas Florestas da Amazônia Central” / Divulgação

Jogos, cartilhas, oficinas. Essas são algumas das ações que têm sido o centro da estratégia de educação ambiental desenvolvida pelo Instituto Mamirauá para disseminar e sensibilizar práticas sustentáveis de conservação da floresta.

As propostas foram apresentadas no último dia do 12º Simpósio de Conservação e Manejo Participativo na Amazônia, promovido pelo Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e financiadas pelo Fundo Amazônia

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Para a educadora ambiental do Instituto Mamirauá, Claudia Santos, uma estratégia utilizada é o mapeamento participativo que auxiliou na criação de um calendário em que os comunitários podem acompanhar e observar o período de floração, frutificação e maturação dos frutos, para realizar as coletas.

Para ela, "eles fazem isso até chegar a época das sementes, que é no pico da cheia. Essa observação já vai facilitar para o próximo ano, porque eles já vão saber onde tem a espécie, qual é a época da floração e da semente".

O mapeamento de áreas para a coleta de sementes de interesse para o manejo florestal é outra iniciativa. O trabalho é desenvolvido em cinco comunidades nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã. Esse trabalho busca ajudar os manejadores florestais a identificarem as áreas em potencial para a coleta de sementes de algumas espécies que são de interesse dos comunitários.

O plantio feito posteriormente é importante para comunidade, pois a madeira poderá ser viável para consumo, para a produção de móveis ou construção de suas casas. Além disso, o plantio se configura como uma maneira de minimizar a retirada das espécies para essas utilizações.

Por meio do projeto, também foram desenvolvidos e implantados quatro viveiros que ficam nas comunidades do Ingá, Sitio Fortaleza, Barroso e Betânia. Os viveiros contribuem nas atividades escolares complementares, gerando mais conhecimento para os professores e principalmente para os alunos sobre os recursos naturais da região. Incentivando também a valorização dos bens locais e levando-os a refletirem sobre a necessidade do manejo sustentável na floresta.

- Jogos didáticos:

Outro trabalho apresentado, em forma de pôster, foi "O uso de jogos como recurso didático nas ações de educação ambiental em comunidades ribeirinhas das Reservas Mamirauá e Amanã ". A equipe buscou formas distintas de atrair diferentes públicos, com o intuito de gerar conhecimentos sobre os recursos naturais da região. Com isso, os jogos facilitam a disseminação do conteúdo e ajudam a fortalecer a capacidade de raciocínio lógico, expressão corporal e de socialização com demais integrantes.

Segundo Claudia Santos, os jogos são formas alternativas de estimular os alunos e professores a estudarem a realidade da região. Para ela, o isolamento das comunidades dificulta no acesso a materiais alternativos de aprendizado.

“É uma forma de atraí-los para participarem, ajudando no desenvolvimento cognitivo e na relação com o outro. Com isso, a gente busca essa valorização do próprio recurso que existe próximo à comunidade, enriquecendo conhecimento deles", reforçou. Além dos jogos, a equipe também apresenta maquetes e painéis que ajudam a ilustrar e diversificar as atividades.

Para dar suporte a essas atividades, a equipe de Educação Ambiental do Instituto Mamirauá desenvolveu cinco jogos. Cada jogo foi pensado de acordo com a necessidades das comunidades das Reservas Mamirauá e Amanã.

O jogo “Trilha Ecológica” é um grande tabuleiro que possibilita trabalhar conceitos relacionados ao uso sustentável da floresta. Também tem o “Jogo da Memória - Interação entre animais e florestas”, e fauna e flora. Ambos com o intuito de estimular a memorização de textos e imagens de sementes e animais da Amazônia.

O quebra-cabeça “Sistema Agroecológico” traz informações sobre diferentes formas de uso dos solos em uma área. E o Jogo de “Erros e Acertos - Atitudes Responsáveis” utiliza imagens que ilustram atitudes negativas e positivas sobre o meio ambiente.

Todos os jogos estão disponíveis para download no site do Instituto Mamirauá, no endereço www.mamiraua.org.br/biorec-ea, podendo ser impressos e utilizados com diferentes públicos.

Essas ações fazem parte do conjunto de atividades do projeto “Participação e Sustentabilidade: o Uso Adequado da Biodiversidade e a Redução das Emissões de Carbono nas Florestas da Amazônia Central” – BioREC – desenvolvido pelo Instituto Mamirauá com financiamento do Fundo Amazônia.

Visite: www.revistaecotour.tur.br

Fonte: Aline Fidelix / Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá

  
  

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