Ecobarreira de garrafas pet evita que lixo dos canais chegue às praias de Santos

ra evitar que cheguem às praias estes resíduos sólidos (folhas e lixo em geral), além de outros materiais descartados, indevidamente, nos canais, foi instalada, perto da comporta do Canal 1, uma ecobarreira de garrafas pet

  
  
Canal recebendo a ecobarreira

Idealizados por Saturnino de Brito, os canais de Santos servem para drenar as águas pluviais e de lençol freático da cidade. De acordo com a quantidade de água neles armazenada, o Centro de Controle Operacional (CCO) instalado no Laboratório Ambiental, no Posto 3, decide pela abertura ou fechamento das comportas (que contam com sensor de nível), evitando alagamentos e inundações em dias de maré alta e chuva forte. E justamente quando a chuva é abundante e as comportas precisam ser abertas, a água promove uma verdadeira lavagem nas ruas, levando toda a sujeira urbana para os canais.

Para evitar que cheguem às praias estes resíduos sólidos (folhas e lixo em geral), além de outros materiais descartados, indevidamente, nos canais, foi instalada perto da comporta do Canal 1, uma ecobarreira de garrafas pet. Anteriormente testada e aprovada pelos técnicos no Canal 3, ela é formada com 87 vasilhames cheios de areia, que são unidos por um cabo de aço plastificado e um cordão de náilon. Com a base dessas garrafas voltada para cima, cada ponta da corda fica presa em uma parede lateral do canal, bloqueando a passagem do lixo. Os vasilhames são obtidos na unidade de triagem e separação de materiais recicláveis, ligada à Semam (Secretaria Municipal de Meio Ambiente),

Essa ação preventiva da Sabesp, em parceria com a Prefeitura Municipal de Santos (PMS), integra o programa Canal Limpo. Ele evita que a contaminação dos canais chegue às praias e interfira na balneabilidade, principalmente quando chove. “A intenção é que a medida se estenda aos outros canais ”, informa o prefeito João Paulo Papa.

O chefe da Secomb (Seção de Controle de Balneabilidade), da Semam, Márcio Paulo, explica que a rede de esgoto (interceptora) começa na Ponta da Praia (Canais 6) e vai até a Estação de Pré-Condicionamento da SABESP, no José Menino (Canal 1). Esse trajeto subterrâneo possui, sob cada canal, uma válvula para passagem da água e dos resíduos nele despejados até a interceptora, válvula essa protegida por gradeamento. “Agora os resíduos sólidos flutuantes vão ficar presos na ecobarreira, e não mais nessa grade de admissão da interceptora, o que obstruía a passagem da água do canal para dentro da interceptora”.

A nova forma de contenção vai permitir que as comportas fiquem fechadas por mais tempo. Ao reter o lixo flutuante, ajudará a manter o nível da água do canal mais baixo, eliminando a necessidade de abrir as comportas em chuvas de 20 a 25 mm, consideradas de pequeno a médio volume. Segundo o engenheiro civil e sanitarista da Sabesp, Paul Simons, funcionários da companhia chegam a retirar, diariamente, cerca de 100 quilos de materiais (folhas e lixo) de cada canal. “ Por isso é importante evitar a obstrução”.

Fonte: Prefeitura de Santos

  
  

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