Milho tolerante ao estresse hídrico chega à fase final de aprovação nos Estados Unidos

O objetivo é garantir que os produtores tenham cada vez mais oportunidades de competir globalmente e as tecnologias estejam acessíveis, trazendo benefícios ambientais sustentáveis

  
  

Após anos de pesquisas científicas, o tão aguardado milho tolerante ao estresse hídrico alcança a última fase de desenvolvimento antes da aprovação comercial. O produto está agora sob as determinações regulatórias do Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos, para avaliações técnicas de características genéticas e combinações com germoplasmas de uso comercial no mercado.

O milho tolerante ao estresse hídrico foi desenvolvido para oferecer aos agricultores um híbrido mais estável em regiões ou períodos que sofrem com os efeitos de déficit hídrico (veranicos) ou baixa disponibilidade de água. Testes de campo conduzidos em regiões norte-americanas comprovaram que o novo produto permite um acréscimo de 6% a 10% de produtividade.

Steve Padgette, Líder de Biotecnologia da Monsanto Company, declarou que este é um dos momentos mais importantes do setor de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) da companhia.

“Estamos agora selecionando os melhores bancos de germoplasma e estudando as melhores composições para o lançamento de um híbrido que melhor atenda às necessidades dos nossos clientes. Será um novo patamar na produtividade agrícola”, afirma.

Além da tolerância ao estresse hídrico, avançam também as pesquisas com o milho SmartStax, que tem múltiplas características genéticas, conferindo à planta resistência a uma gama maior de insetos.

O novo milho também está em fase final de desenvolvimento e a previsão é a de que seja lançado comercialmente nos Estados Unidos em 2010. Não há previsão para aprovação comercial no Brasil.

“Esse produto tem genes combinados para resistência a diferentes tipos de pragas e claramente aumenta a sua capacidade produtiva”, explica Timothy Conner, Líder de Estratégias e Tecnologias para a América Latina.

“O objetivo é garantir que os produtores tenham cada vez mais oportunidades de competir globalmente e as tecnologias estejam acessíveis, trazendo benefícios ambientais sustentáveis, pois podem produzir mais com menor uso dos recursos naturais”, ressalta.

Sobre a Monsanto:

A Monsanto está presente no Brasil há quase 60 anos. Pioneira no desenvolvimento de produtos com tecnologia de ponta na área agrícola, herbicidas, sementes convencionais e geneticamente modificadas, busca soluções que proporcionem aos agricultores produzir mais com menos recursos.

Para isso, investe anualmente US$ 800 milhões em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, e pretende dobrar o rendimento de sementes de milho, soja e algodão até 2030, desenvolver sementes que reduzam em 1/3 a quantidade de recursos por unidade produzida, e compartilhar expertise com produtores para ampliar o seu acesso a modernas tecnologias agrícolas, especialmente em países pobres e em desenvolvimento.

Considerada por nove vezes consecutivas uma das melhores empresas do Brasil para se trabalhar segundo guias divulgados pela revista Exame/ Você S.A e pela revista Época, emprega hoje cerca de 2 mil pessoas. Também foi eleita pela revista Business Week como uma das 10 empresas mais influentes do mundo.

Faturou R$ 2,7 bilhões em 2007, produzindo e comercializando a linha de herbicidas Roundup, sementes de soja convencional (Monsoy) e geneticamente modificada (Roundup Ready®), sementes convencionais de milho e sorgo (Agroeste, Sementes Agroceres e Dekalb), algodão, e, ainda, sementes de hortaliças (Seminis).

Em novembro de 2008 entrou no mercado de cana-de-açúcar, com a aquisição da Canavialis / Allelyx, do Grupo Votorantim Novos Negócios. Anualmente, a empresa destina mais de R$ 3 milhões a projetos socioambientais em todo o Brasil.

Fonte: CDI – Casa da Imprensa

  
  

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