Ministério do Meio Ambiente propõe pacto municipal pela sustentabilidade para salvar Amazônia

A maior dificuldade na Amazônia tem sido substituir o atual modelo de desenvolvimento, responsável direto pela degradação da floresta, por um um modelo econômico, mas socioambiental.

  
  

O secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável, do Ministério do Meio ambiente, Egon Krackekhe, propôs nesta quinta-feira (5), a 50 representantes de prefeituras do estado do Pará e de vários órgãos ligados ao setor produtivo, reunidos na abertura da Operação Arco Verde, um "pacto pela sustentabilidade". A operação foi desencadeada a partir da lista dos 36 municípios responsáveis pelos maiores índices de desmatamento na Amazônia. O estado do Pará, onde ficam 12 dos municípios da relação, é o campeão do desmatamento.

O ministério pretende ampliar o diálogo com todos os setores envolvidos para mostrar a necessidade urgente de mudar o "modelo da invasão agrícola não sustentável", conforme classificou Egon. Ele destacou que o governo federal quer integrar as ações estaduais no combate ao desmatamento com as medidas que o Ministério do Meio Ambiente vem implementando na esfera federal.

Segundo ele, antes que a Arco Verde entre efetivamente em operação, será necessário outro seminário para alinhavar as ações a serem implementadas.

A maior dificuldade na Amazônia tem sido substituir o atual modelo de desenvolvimento, responsável direto pela degradação da floresta, por um um modelo econômico, mas socioambiental. Por isso, segundo Egon, é necessário que todos, estados e municípios e setor produtivo, passem a integrar a Operação Arco Verde. A partir da avaliação das ações estaduais e municipais e das medidas na esfera federal, ele espera que seja possível planejar e executar ações que contribuam efetivamente para diminuir os impactos ambientais dos processos produtivos, buscando a sustentabilidade econômica.

A regularização fundiária e territorial e o zoneamento ecológico-econômico também foram tratados na reunião. Pelo menos nesse ponto há consenso em todos os setores, que consideram a questão como uma ferramenta fundamental para a proteção e reflorestamento da Amazônia.

Egon ressaltou que as metas de redução das emissões dependem diretamente da sociedade. Isso porque, sem o envolvimento dos agentes econômicos as metas de redução do desmatamento não serão atingidas e em conseqüência se tornará mais difícil para os municípios paraenses saírem da lista incômoda.

Fonte: MMA

  
  

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