Notícias > Ambiente > Ações ambientais >Navio Arctic Sunrise, do Greenpeace, atrai mais de 3 mil pessoas em SantosFoi o último fim de semana de visitação pública gratuita. Em três meses, a expedição “Salvar o Planeta. É Agora ou Agora” atraiu mais de 20 mil pessoas em sete cidades brasileiras.1 de Abril de 2009. Publicado por Equipe EcoViagem No último final de semana de visitação pública ao navio Arctic Sunrise, o Greenpeace recebeu mais de 3 mil pessoas no porto de Santos, litoral paulista, para falar sobre os impactos e as alternativas contra o aquecimento global. A atividade faz parte da expedição “Salvar o Planeta. É agora ou agora” que, em três meses de viagem pelo país, atraiu mais de 20 mil pessoas em sete cidades brasileiras: Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Rio de Janeiro e Santos. As longas filas que se formaram no Armazém 29 do Porto de Santos no sábado e no domingo não diminuíram a empolgação dos visitantes, que enfrentaram sol e chuva para visitar o navio do Greenpeace e conhecer um pouco mais sobre a embarcação, as ações da organização em defesa do meio ambiente, além de divulgar informações sobre os impactos das mudanças climáticas e as propostas de soluções. Ao final da visita, os visitantes são convidados a participar, assinando uma petição para o presidente Lula pedindo que o Brasil assuma a liderança nas negociações internacionais da reunião da ONU sobre clima, que acontecerá em Copenhague (Dinamarca), em dezembro deste ano. No total, mais de 30 mil pessoas assinaram a petição. A atividade humana atual é a causa de um violento e inédito aquecimento global. Enquanto seguimos vivendo, produzindo e consumindo, a temperatura média global está aumentando. O consumo desenfreado dos recursos naturais não pára de crescer, enquanto o tamanho do planeta continua o mesmo. “Com as mudanças climáticas, temos cada vez menos tempo ou escolha”, disse Rebeca Lerer, coordenadora da expedição do Greenpeace. “A ciência é clara: em 2015, devemos ter estabilizado as emissões globais de CO2. Até 2050, devemos ter construído uma economia de carbono zero. Para enfrentar esse desafio, é preciso um esforço global que compartilhe responsabilidades entre governos, iniciativa privada, sociedade civil organizada e cidadãos para salvar o planeta e construir um futuro verde e pacífico”. Na sexta-feira (27/3), o Greenpeace realizou o seminário “Mudanças Climáticas: os desafios políticos e econômicos no cenário brasileiro” a bordo do Arctic Sunrise, em Santos, com a participação do prefeito João Paulo Papa; do secretário estadual de Meio Ambiente de São Paulo, Francisco Graziano; e o deputado federal Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP); além de representantes de organizações locais. A expedição “Salvar o Planeta. É Agora ou Agora” foi iniciada em janeiro na Amazônia. Durante sua passagem por Manaus (AM), Santarém, Porto de Moz e Belém (PA), o foco da expedição foi pelo fim do desmatamento na Amazônia.Ao longo da costa brasileira, de Fortaleza a Santos, a expedição contribuiu para o debate sobre a preservação dos oceanos, a necessidade urgente de investimentos para fontes renováveis de energia e os perigos da aventura nuclear brasileira. "Os objetivos da expedição foram plenamente atingidos. Conseguimos passar a mensagem a milhares de pessoas por todo o Brasil e reunir especialistas de diversas áreas a bordo do Arctic Sunrise para debater alternativas à crise climática – a maior ameaça já enfrentada pela humanidade ", completou Rebeca. O Brasil exerce posição importante no combate às mudanças climáticas, já que figura entre as 10 maiores economias do mundo e é o quarto maior poluidor do mundo. Os desmatamentos e o mau uso do solo, principalmente na Amazônia, são responsáveis por 75% das emissões brasileiras de gases do efeito estufa. A destruição da floresta amazônica libera todos os anos mais de 800 milhões de toneladas de gás carbônico. Para fazer sua parte, o país deve se comprometer com metas setoriais de redução de gases do efeito estufa, zerando o desmatamento da Amazônia até 2015, promovendo as energias renováveis e eficiência energética e implementando uma rede de áreas marinhas para proteger os oceanos. A expedição engajou ainda mais de 200 voluntários de todas as regiões do Brasil. “Os voluntários são a alma do Greenpeace. São eles que viabilizam as visitas públicas ao navio, que emprestam seus dons e suas habilidades em nossas atividades públicas e que nos dão um exemplo de cidadania ao fazerem sua parte por um mundo mais verde e mais pacífico”, disse Rebeca. Fonte: Greenpeace |
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