Programa Madeira é Legal apresenta resultados dos seus dois primeiros anos de atuação

Durante evento em São Paulo iniciativa apresentará ações de combate à madeira ilegal realizada por produtores, consumidores e sociedade civil

  
  

O Programa Madeira é Legal, iniciativa lançada em 2009 com o objetivo de incentivar e promover o uso da madeira de origem legal e certificada na construção civil no Estado e no Município de São Paulo completa dois anos e apresenta seus principais resultados. O anúncio acontecerá durante evento, gratuito e aberto ao público, nesta quarta-feira (29/06), das 08h30 às 13h, no auditório da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo. Estarão presentes representantes dos signatários do programa, atualmente 23 entidades, do setor madeireiro, da construção civil, da sociedade civil e do governo. O evento ainda contará com pronunciamentos de autoridades convidadas dos governos Estadual e Municipal de São Paulo. Mais informações e inscrição pelo site www.anggulo.com.br/madeira/2011/site.

No evento, que terá a abertura feita por Rachel Biderman, coordenadora do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (GVces), será lançado o site do programa Madeira é Legal. Além, da palestra magna do economista e ambientalista Sergio Besserman, conselheiro do WWF-Brasil.

Na ocasião, representantes de todos os atores envolvidos no caminho realizado pela madeira até seu destino final, de produtores a consumidores, falarão sobre esses resultados. Sobre a base da cadeia, a produção, Dimitrios Paleologos, vice-presidente do Sindicato do Comércio Atacadista de Madeiras do Estado de São Paulo (SINDIMASP), mostrará que as ações tomadas até agora já começam a desmistificar o setor da Madeira. Já há consenso em torno de que o madeireiro precisa da floresta em pé e que através do Manejo Florestal Sustentável é possível agregar valor econômico a ela, sem destruí-la. Logo em seguida, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), representado pelo engenheiro florestal e pesquisador da Seção de Sustentabilidade de Recursos Florestais do CT Floresta - IPT, Marcio Nahuz, mostrará como espécies menos conhecidas no mercado podem ser usadas para substituir aquelas mais desejadas pelos consumidores. Isso ajuda a evitar o escasseamento de certas espécies e mostra como outras, ainda que menos conhecidas, podem ser parecidas e de igual, ou melhor qualidade.

Representando o governo, que tem o papel de regular a questão, Carlos Beduschi, do Departamento de Desenvolvimento Sustentável (DDS) da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, falará sobre o Cadmadeiras. Trata-se do cadastro estadual das pessoas jurídicas que comercializam, no estado de São Paulo, produtos e subprodutos de origem nativa da flora brasileira. Este projeto atua como um mecanismo fomentador de ações em favor do comércio responsável, minimizando as pressões negativas sobre as florestas nativas devido ao desmatamento ilegal. Atualmente o Cadmadeiras tem cerca de 300 empresas cadastradas. Nessa palestra serão apresentados os resultados dessa iniciativa e os avanços na fiscalização da madeira ilegal no estado de São Paulo.

Pela sociedade civil, Malu Villela, coordenadora da Rede Amigos da Amazônia do Centro de Estudos em Sustentabilidade e Centro de Estudos em Administração Pública e Governo, ambos da Fundação Getulio Vargas, apresentará algumas iniciativas da Rede Amigos da Amazônia, que conta com a participação do estado e cidade de São Paulo. A Rede tem o objetivo de fomentar a criação de legislações que eliminem a madeira de origem ilegal das compras e contratações públicas, bem como aprimorar a fiscalização do transporte e comercialização da madeira amazônica.

Por fim, representando o setor da construção civil de São Paulo, Francisco Vasconcellos, vice-presidente de Meio Ambiente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) fará o lançamento da publicação Uso Responsável da Madeira na Construção Civil – Guia Prático para as Construtoras, e Lilian Sarrouf, coordenadora técnica do Comitê de Meio Ambiente (COMASP) apresentará o programa Aquisição Responsável da Madeira na Construção Civil. Realizado pelo WWF-Brasil e SindusCon-SP, por meio do COMASP, o programa visa orientar as construtoras sobre a melhor forma de cumprir a legislação ambiental com relação à compra e utilização de madeira e seus produtos, bem como a criar mecanismos que evitem a aquisição de madeira de origem ilegal ou predatória.

Conheça a diferença entre Madeira Legal e Certificada:

Madeira Legal: cumpre todos os requisitos previstos na lei quanto à documentação (emitida pelos órgãos ambientais federais ou estaduais) e pode vir tanto de manejo florestal sustentável como de desmatamento, desde que autorizado pelos órgãos ambientais.

Madeira Certificada: é aquela que não só tem a documentação de acordo com a lei, mas também que não degrada o meio ambiente e contribui para o desenvolvimento social e econômico das comunidades florestais. Para que isso aconteça, o processo de certificação deve assegurar a manutenção da floresta, por meio do manejo florestal sustentável, previsto em lei, bem como o cumprimento da legislação trabalhista e a viabilidade econômica da atividade no longo prazo.

Fonte: Lead Comunicação

  
  

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