Projeto Robalo promove o repovoamento marinho em Paraty (RJ)

Focado na busca pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia, o Amazônia Fly-In, missão de empresários que reuniu executivos, industriais e investidores dos mais variados segmentos, entre os dias 5 e 7 de outubro, em Manau

  
  

Focado na busca pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia, o Amazônia Fly-In, missão de empresários que reuniu executivos, industriais e investidores dos mais variados segmentos, entre os dias 5 e 7 de outubro, em Manaus, contou com a presença do Projeto Robalo.

A iniciativa, desenvolvida pelo Instituto Arruda Botelho com o objetivo de gerar renda para a comunidade pesqueira da cidade de Paraty (SP) e promover o repovoamento marinho da região, foi um dos destaques no primeiro dia do encontro.

Na ocasião, o técnico em aqüicultura Alexandre Gomes Fonseca, responsável pelo Projeto Robalo, apresentou a ação durante a rodada de negócios direcionada ao meio ambiente, com a presença de empresários amazonenses e paulistas.

Em sua apresentação, Alexandre Gomes Fonseca explicou como funciona o projeto de geração de renda por meio do fornecimento de tanques-redes para as comunidades que vivem da pesca.

Os tanques, que funcionam como armazenadores submersos de peixes, acabam com a necessidade da utilização de gelo e outros custos de armazenamento e conservação, fazendo com que os pescadores ampliem sua margem de lucro.

Além disso, Alexandre ressaltou que o Projeto Robalo colabora para a recuperação do ecossistema marinho através da colocação de galhos de podas de árvores e vegetação, adicionados nestes compartimentos para simular um ambiente aquático natural.

Com isso, os peixes armazenados passam a se alimentar de resíduos orgânicos deste ambiente, dispensando o uso de ração que, em larga escala, poderia poluir as águas. Conseqüentemente, o sistema de criação alimenta também outros peixes, que passam a ficar em torno dos tanques. Segundo explicou, nas regiões onde não havia mais peixes, o ecossistema foi recuperado após a implantação desta técnica.

O representante do projeto lembrou também que a iniciativa contribui para a realização de pesquisas científicas, através de parcerias com institutos e universidades. Recentemente, o Projeto Robalo firmou parceria do Instituto de Pesca de São Paulo, que proporcionará cooperação técnica e o repovoamento dos mares de Paraty, Angra dos Reis (RJ) e Ubatuba (SP).

Ao todo, mais de R$ 2,5 milhões foram investidos na iniciativa desde a sua criação, em 2003. Cerca de 30 famílias são beneficiadas com a iniciativa, que promove também conscientização ambiental.

Amazônia Fly-In :

Ocorrido no último fim de semana, em Manaus (AM), o Amazônia Fly-In trouxe para capital amazonense uma missão com mais de 60 empresários. O encontro, liderado pelo Instituto Arruda Botelho e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), além do Governo do Estado do Amazonas buscou incentivar a criação de novos negócios na região com a apresentação de oportunidades, inclusive com incentivos fiscais, para atrair novos investidores para importantes setores, como têxtil, agro, construção civil, turismo e mineração.

A idéia, é que empresários possam, além de ajudar com o desenvolvimento sustentável da Amazônia, defender as riquezas locais, combatendo a exploração ilegal e as ações predatórias internacionais, o desmatamento e a degradação ambiental, além de incentivar o turismo e fortalecer transporte aéreo na região, ainda pouco explorado pelos próprios brasileiros e por estrangeiros.

Fonte: Texto Assessoria de Comunicações

Del Valle Editoria

Contato: vininha@vininha.com

Site: www.animalivre.com.br

Parati

  
  

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Breno Ferreira

Breno Ferreira

18/01/2010 15:24:22
Fantástico. Sou de Recife e sofremos desde 1992 com os ataques de tubarão a surfistas e banhistas. Segundo os especialistas, o problema é a falta de alimentos para os tubarões devido a poluição, pesca predatória, e a construção do Porto de Suape que destruiu cerca de 75% dos manguezais do estuário do rio Ipojuca. Acredito que a implantação de tanques-redes poderia a médio prazo recuperar o ecossistema costeiro de toda a área afetada pelos ataques aumentando a oferta de peixes e reequilibrando a cadeia alimentar. Gostaria de saber como pode ser feita uma parceria nesse sentido.

Hipólito Augusto

Hipólito Augusto

13/03/2009 09:37:58
Maravilha este projeto com Tanques-Rede, é o caminho para a transição de exploração para aquacultura, a natureza assim como os pescadores e toda a sociedade agradece muitíssimo essa iniciativa...