Recuperação de solos pode ajudar a reduzir desmatamento na Amazônia

No Brasil, há mais de 60 milhões de hectares de áreas degradadas. As regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste são as mais afetadas.

  
  

A conservação do solo e a recuperação de áreas degradados podem ser usadas para impedir o avanço do desmatamento na Amazônia. “O que já há de áreas derrubadas e degradadas para recuperar é mais do que suficiente para não precisar derrubar mais nenhuma árvore”, afirmou ontem (14) o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, ao participar da abertura do seminário alusivo ao Dia Nacional da Conservação do Solo, que será comemorado hoje (15).

No Brasil, há mais de 60 milhões de hectares de áreas degradadas. As regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste são as mais afetadas. Nelas, o processo da agricultura empresarial foi mais intenso.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Márcio Porto Carreiro, as boas práticas de manejo da terra são a melhor alternativa para recuperar o solo e evitar o desmatamento na Floresta Amazônica.

“Se tiver a opção de voltar a produzir com eficiência na sua região, com certeza, o produtor vai diminuir a tendência de avançar pela Região Norte”, afirma Carreiro.

A conservação dos mananciais também é um aspecto importante na preservação do solo. Segundo Carreiro, os solos urbanos são os responsáveis pela contaminação das nascentes. “Os gestores públicos municipais têm o compromisso de preservar o solo urbano. As prefeituras municipais têm que se preocupar no destino correto das águas e também com as erosões urbanas.”

A integração lavoura-pecuária-silvicultura, a recuperação de áreas que concentram as microbacias hidrográficas, o plantio direta na palha e as produções orgânica e integrada são algumas práticas adotadas pelos produtores e incentivadas pelo ministério.

Fonte: Agência Brasil
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Mayrlon I. Souza. (Eng Agrônomo)

Mayrlon I. Souza. (Eng Agrônomo)

24/03/2010 16:11:12
Francamente, concordo com a opinião apresentada no tocante à alternativa para conter a expansão da degradação de novas áreas. Sendo assim acrecento um ponto de vista a meu ver interessante. Este diz respeito ao "explorador de solos",pois agricultor pensa na continuidade de sua atividade. Aqueles produtores que degradam suas terras e partem para outras áreas novas, não estão preocupados com suas responsabilidades, nem se preocupam com quem vai assumí-las num futuro não tão distante como imaginam. Sua intenção sempre foi retirar apenas o que aquela terra puder lhe fornecer. Sem muito esforço ou investimento. Isso ocorre porque ele nunca iria investir numa atividade antes de ter lucro com ela...e depois de feito isso, ele nunca tiraria parte do lucro para recuperar ou mesmo melhorar a condição para reinvestir e dar sequência à sua atividade na área. Para o indivíduo ganancioso essa condição é impensável.
Uma vez manifestada minha opinião, fico feliz que outros possam compartilhar da mesma ou fazer dela ponto de partida para futuras reflexões.
Grato pela oportunidade.