Saneamento por bairro é alternativa para o problema brasileiro

O esgotamento sanitário é o serviço com menor cobertura nos municípios brasileiros. Segundo dados do IBGE, 47,8%, ou seja, quase metade das cidades, não coletam nem tratam os esgotos. Entre os 52,2% dos municípios

  
  

O esgotamento sanitário é o serviço com menor cobertura nos municípios brasileiros. Segundo dados do IBGE, 47,8%, ou seja, quase metade das cidades, não coletam nem tratam os esgotos. Entre os 52,2% dos municípios quem contam com o serviço, somente 20,2% coletam e tratam o esgoto. Isto significa que cerca de 80% da população não tem um sistema adequado de tratamento de esgoto.

“Esta é uma situação bastante preocupante, pois o lançamento de esgotos domésticos nos corpos hídricos é o principal problema de qualidade das águas no Brasil e também a degradação ambiental mais freqüente, à frente do desmatamento e das queimadas”, alerta Marcelo Zanini, mestre em Saneamento e diretor técnico e comercial da Biosistemas, empresa especializada em tecnologia para tratamento de águas e efluentes líquidos industriais e urbanos.

Os dejetos lançados em fossas abertas, rios e lagos tornam-se a causa de doenças que anualmente levam milhares de pessoas, principalmente crianças, à morte. O problema é também um entrave ao desenvolvimento econômico de muitos municípios, que, devido à falta de saneamento, perdem em parte seu potencial turístico e têm atividades como a pesca prejudicada.

De acordo com informações do Plano Nacional de Recursos Hídricos, elaborado este ano sob a coordenação da Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, a maior fonte de poluição das águas por esgotos não está relacionada à parcela da população sem rede coletora e sim àquela com rede, incluindo parte da que tem tratamento, haja vista as baixas eficiências, associadas à precária operação muitas vezes encontrada.

O fator econômico é o que mais compromete a construção e a manutenção de estações de tratamento de esgoto – ETEs convencionais, bem como as dimensões geográficas do País e questões ambientais. Para Zanini, este cenário torna urgente o planejamento e a implantação soluções viáveis e sustentáveis para que o Brasil reverta este quadro.

“O saneamento por bairro, proporcionado por novas tecnologias em saneamento, são uma alternativa para o problema do Brasil. Este sistema pode ser realizado por meio das ETEs descentralizadas, que são mais baratas e eficientes, ocupam menos espaço e não agridem o meio ambiente”, afirma Zanini.

O especialista explica que as estações descentralizadas são pequenas unidades que podem estar interligadas ou não a uma rede coletora já existente e podem atender à população de uma cidade pequena, um bairro de uma cidade de médio e grande porte, condomínios e até mesmo hotéis. Elas podem resolver o problema das regiões não providas de coleta ou que não tem a possibilidade de conectar suas redes com um sistema de tratamento centralizado, caso de pequenas cidades interioranas, bairros periféricos e balneários.

Segundo Zanini, estas estações ocupam apenas 10% do espaço necessário para a implantação de uma ETE convencional e apresentam um custo de construção e manutenção até 50% menor, dependendo da tecnologia empregada. A produção de lodo oriundo da purificação do esgoto também é mínima neste tipo de ETE, evitando agressões ambientais e a proliferação de mau odor no entorno da estação.

Tecnologia Biosistemas:

A Biosistemas desenvolveu uma tecnologia exclusiva para o tratamento de esgotos em estações compactas chamada SATE II. Ela garante quase 100% de pureza do efluente tratado, permitindo sua reutilização, o que significa mais economia.

O espaço necessário para a implantação da ETE é mínimo, sendo que a obra valoriza visualmente o entorno, não produz odores ou ruídos e, no que concerne à operação e manutenção, é extremamente simples, segura e econômica.

As ETEs podem ser construídas por módulos, o que permite que o sistema seja atualizado conforme a demanda, entre outras vantagens. Esta tecnologia está presente em mais de 40 locais, principalmente indústrias, no Brasil e outros países.

Fonte: Assessos – Assessoria de Comunicação

Del Valle Editoria

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Publicado por em

Vicente de Paulo Pinto

Vicente de Paulo Pinto

01/11/2008 23:29:36
Olá. Este artigo lavou minha alma, uma vez que venho defendendo construções de ETEs nos bairros de minha querida cidade de Ubá-MG. Tenho dito que somos privilegiados porque contamos com bairros que nos oferecem condições de conduzir o esgoto até a ETE sem necessidades de elevatórias, portanto barateando e muito o projeto.Mas por enquanto sou uma voz que clama no deserto. Excelente matéria, parabéns,
Abraço, Paulo, um apaixonado por minha cidade.