São Paulo terá Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia voltado à investigação e à gestão da biodiversidade

O conhecimento da biodiversidade brasileira, em especial de grupos de invertebrados como os insetos, pode embasar o trabalho dos que decidem sobre o destino das unidades de conservação

  
  

A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) inaugurou ontem (4/3), no campus São Carlos, a sede do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Hymenoptera Parasitóides da Região Sudeste Brasileira (Hympar-Sudeste), um dos Institutos Nacionais criados em 2008 pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.

Para sua implantação, o Hympar-Sudeste receberá do Ministério R$ 4,79 milhões, que serão investidos em equipamentos e bolsas de pesquisa de iniciação científica à pós-graduação.

O Hympar-Sudeste será um centro de investigação e gestão da biodiversidade da região Sudeste brasileira. Além da UFSCar, por meio de pesquisadores de seu Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva (DEBE), o Instituto contará com 12 laboratórios associados de outras instituições da região Sudeste.

Os Hymenoptera Parasitóides são um grupo de insetos que incluem as vespas, abelhas e formigas que se alimentam de outros insetos, ou seja, têm hábito parasitóide. Segundo Angélica Maria Penteado Martins Dias, docente do DEBE e coordenadora do Hympar-Sudeste, os Hymenoptera Parasitóides são importantes por funcionarem como reguladores naturais das populações de outros insetos, mantendo os ecossistemas em equilíbrio.

"Eles podem ser utilizados como inimigos naturais de pragas agrícolas, sendo usados em programas de controle biológico. Além disso, são importantes bioindicadores do estado de preservação de ambientes, pois sua presença depende da ocorrência de outras espécies que são seus hospedeiros, que por sua vez dependem das suas plantas nutridoras", explica a professora.

"O conhecimento da biodiversidade brasileira, em especial de grupos de invertebrados como os insetos, pode embasar o trabalho dos que decidem sobre o destino das unidades de conservação ou daqueles que se preocupam com a garantia de melhores condições para a produção agrícola do País", afirma a coordenadora.

De acordo com Angélica Dias, os resultados obtidos também serão utilizados como ferramenta para a divulgação da importância de se preservar a biodiversidade brasileira junto a vários segmentos da sociedade como, por exemplo, estudantes de vários níveis de ensino.

Fonte: UFSCar

  
  

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