Um ano de muitas realizações

Uma campanha nacional , o movimento “Cuidar da Natureza é Cuidar da Vida” comemorou o Ano Internacional da Biodiversidade

  
  
Anfíbio (Hypsiboas semilineatus), em Bertioga, São Paulo

O WWF-Brasil encerra o ano de 2010 com muitas conquistas e realizações. Uma campanha nacional , o movimento “Cuidar da Natureza é Cuidar da Vida” comemorou o Ano Internacional da Biodiversidade e culminou com a criação do Parque Estadual Restinga de Bertioga (SP).

No Acre, o Programa de Água Doce apoiou o processo participativo de criação do Plano Estadual, o primeiro na região amazônica, enquanto, no Estado do Rio de Janeiro, comemorava a transformação do Consórcio Lagos São-João em Agência de Águas.

Em âmbito nacional, o WWF-Brasil lutou incansavelmente contra a proposta de desfiguração do Código Florestal que tramita no Congresso. Esta ainda não é uma batalha vencida, mas vamos iniciar o ano de 2011 com renovada disposição para discutir o tema.

Estas são apenas algumas das atividades que o WWF-Brasil desenvolveu em defesa do Brasil e de seu riquíssimo meio ambiente. Muitas lutas ainda virão e aqui estaremos para enfrentá-las.

Acre: Certificação por boas práticas na agricultura já beneficia produtor
A adesão de produtores rurais acreanos ao recém criado programa de certificação em boas práticas, coordenado pelo Governo do Acre com apoio do WWF-Brasil, começa a dar resultados. Mais de 2 mil famílias já participam do projeto, que capacita as famílias a trabalhar sem o uso do fogo, obtendo maior produtividade em um processo mais sustentável.

Com a adesão ao programa de certificação, além de se comprometer com práticas sustentáveis e a não usar o fogo para limpar pastos e lavouras, o produtor recebe assistência técnica gratuita por parte de engenheiros florestais, agrônomos e técnicos extensionistas. Entre as técnicas repassadas pelos profissionais está o uso da mucuna preta (Mucuna aterrima), planta leguminosa que substitui o fogo, fixando nutrientes no solo, combatendo a umidade, protegendo o terreno da erosão e dos raios solares e combatendo ervas daninhas.

Campo Grande é a primeira cidade brasileira a desenvolver a pegada ecológica
Um destaque da atuação do WWF-Brasil no Pantanal foi a assinatura de termo de parceria entre a prefeitura de Campo Grande e o WWF-Brasil para desenvolver uma iniciativa pioneira no Brasil: a aplicação da metodologia da Pegada Ecológica para uma cidade.

Atualmente, esse cálculo só é feito no Brasil por indivíduo. Com essa iniciativa, a cidade de Campo Grande se torna a primeira cidade brasileira a desenvolver essa experiência, que já vem sendo testada em outros países. A intenção do WWF-Brasil e a prefeitura de Campo Grande é ter uma métrica da pegada para a cidade e usá-la como uma ferramenta de gestão, que possa ser usada na tomada de decisão sobre as políticas públicas.

Movimento ajuda a proteger nascentes do Pantanal
Rodeada por montanhas às margens do rio Cabaçal, um dos afluentes do Rio Paraguai, a pequena cidade de menos de 3 mil habitantes situada no oeste Matogrossense, a 350 km de Cuiabá, tem nome de natureza protegida: Reserva do Cabaçal. Mas o nome sugestivo não livrou o município de ver seus recursos naturais sendo destruídos. Um movimento da comunidade, com apoio do WWF-Brasil, busca reverter esse processo e devolver ao município o título de Paraíso das Águas.

O projeto piloto começou no início deste ano e está sendo desenvolvido em uma área de nascentes da cabeceira do córrego Dracena, um dos principais afluentes do Rio Cabaçal.

A área foi escolhida porque nela havia se formado uma imensa boçoroca, processo erosivo também chamado de voçoroca, que abre fendas gigantes no solo, mata as nascentes e carreia sedimentos para o Rio na parte baixa.

Com o apoio de dois técnicos da cidade e de voluntários, foi montada uma operação engenhosa, simples, e ao mesmo tempo sofisticada, para contenção da boçoroca, um trabalho começou em 2010 e continua em 2011. A intenção é testar essa técnica e repassar a experiência para outras áreas, não só do município, mas também para outras regiões.

Expedição: Terra do Meio se revela
O Brasil, país mais biodiverso do mundo, encerra 2010 - o Ano Internacional da Biodiversidade - com um grande presente: mais informações sobre a rica biodiversidade da sua floresta amazônica.

Em expedição científica pelo Parque Nacional da Serra do Pardo, localizado na região da Terra do Meio, no estado do Pará, uma equipe de pesquisadores fez levantamento da biodiversidade de uma área considerada de extrema prioridade para conservação, mas nunca antes estudada.

A equipe da expedição, organizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e WWF-Brasil em parceria com o Museu Emílio Goeldi e apoio do Exército brasileiro, foi composta por 43 pessoas entre técnicos florestais que deram suporte na logística da expedição; pesquisadores do Museu Emílio Goeldi, da Universidade Federal do Pará, Instituto de Pesquisas Amazônicas, Universidade Federal de Goiás e ainda consultores independentes; além de técnicos do ICMBio, do WWF-Brasil e uma equipe de imprensa que acompanhou a pesquisa para divulgar seus resultados, que foram surpreendentes: diversas espécies de fauna e flora foram encontradas na região, e ainda algumas possíveis espécies novas foram identificadas.

Mata Atlântica ganha novo parque
Uma antiga aspiração do Programa Mata Atlântica, do WWF-Brasil, tornou-se realidade neste final de ano. Foi criado o Parque Estadual Restinga de Bertioga, em São Paulo. Com 9,3 mil hectares, o parque está inserido no município de Bertioga, onde ajudará a manter a biodiversidade e serviços ambientais úteis a toda a sociedade, além de formar um “corredor ecológico” interligando regiões litorâneas à Serra do Mar. Como unidade de conservação de proteção integral, ele será mais um espaço dedicado ao ecoturismo, lazer e educação ambiental para os brasileiros.

Mata Atlântica - Com suas florestas, campos, restingas e manguezais reduzidos a menos de um terço da área original, a Mata Atlântica é hoje o mais degradado dos biomas brasileiros. Menos de 8% de sua vegetação estão bem conservados. Mesmo assim, seus remanescentes ainda prestam “serviços ambientais” indispensáveis a 123 milhões de brasileiros (67% da população) que vivem na região, como proteger e manter rios, lagos, evitar a queda de encostas, regular o clima e a qualidade do ar.

Atualmente, existem 123 unidades de conservação federais e 225 unidades de conservação estaduais na Mata Atlântica, somando quase 75 mil quilômetros quadrados.

Fonte: WWF-Brasil

  
  

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