Práticas humanas estão afetando equilíbrio atmosférico, segundo estudo

Londres, 13 jun (EFE).- Algumas práticas humanas, como o uso de adubos agrícolas e as queimadas, estão prejudicando o equilíbrio dos níveis de dióxido de carbono das florestas do Hemisfério Norte, segundo u

  
  

Londres, 13 jun (EFE).- Algumas práticas humanas, como o uso de adubos agrícolas e as queimadas, estão prejudicando o equilíbrio dos níveis de dióxido de carbono das florestas do Hemisfério Norte, segundo um estudo de cientistas da Europa e da América do Norte.

A pesquisa é apresentada na última edição da revista científica britânica "Nature", e serve como advertência sobre as práticas - que até agora não eram consideradas prejudiciais - desenvolvidas por alguns agricultores e empregados encarregados de cuidar de florestas nessas regiões.

Os especialistas - de Itália, França, Reino Unido, Suécia, Finlândia, Canadá e Estados Unidos -, advertem que o uso de adubos e as queimadas liberam uma maior quantidade de nitrogênio na atmosfera.

Segundo os cientistas, isso favorece o crescimento desproporcional das florestas das regiões temperadas e boreais do hemisfério norte.

Este fenômeno, longe de beneficiar o planeta, faz com que as florestas, agora mais povoadas, lancem à atmosfera muito mais dióxido de carbono, principal responsável pelo aquecimento global.

"Os resultados de nosso estudo demonstram que o ser humano controla o equilíbrio dos níveis de dióxido de carbono das florestas das áreas temperadas e boreais, diretamente, através da gestão das florestas, ou indiretamente, pelas emissões de nitrogênio", afirmam os cientistas no artigo.

O estudo não deixa de mencionar outras variáveis que incidem na circulação de dióxido de carbono: o aumento das temperaturas, as mudanças nos modos de cultivar a terra e a fotossíntese das plantas.

Segundo os cientistas, esses fenômenos que contribuem para o desequilíbrio do dióxido de carbono nas florestas devem ser somados ao abandono agrícola, que propicia a expansão incontrolada das grandes massas florestais.

fonte: Agência EFE

  
  

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