Ambientalistas se mobilizaram no dia internacional contra a incineração

Organizações ambientais, em conjunto com diversos grupos comunitários ao redor do mundo promoveram na terça-feira (15/7) o Dia Internacional Contra a Incineração. O objetivo é induzir os governos a colocarem um sinal vermelho para esse tipo de tecnolo

  
  

Organizações ambientais, em conjunto com diversos grupos comunitários ao redor do mundo promoveram na terça-feira (15/7) o Dia Internacional Contra a Incineração.

O objetivo é induzir os governos a colocarem um sinal vermelho para esse tipo de tecnologia poluidora, e ao mesmo tempo promoverem sistemas de gerenciamento de resíduos (lixo) que sejam sustentáveis.

Protestos públicos, abaixo-assinados, divulgação de informações e outros eventos foram realizados em vários países.

As manifestações coincidiram com o início da sétima reunião do INC (Comitê Intergovernamental de Negociações) sobre a Convenção de Estocolmo, que trata dos Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs).

O encontro foi realizado em Genebra, Suíça, até 18 de julho. Esse tratado, assinado por 151 países, inclusive o Brasil, tem o objetivo de inicialmente pôr fim à fabricação e utilização de 12 substâncias tóxicas, os chamados “Doze Sujos”. Entre elas, estão as dioxinas e os furanos, substâncias potencialmente cancerígenas.

A Convenção classifica os incineradores de resíduos e os fornos de cimento para co-geração de energia por meio da queima de resíduos, como sendo uma das principais fontes de dioxinas, furanos e PCBs (“Polychlorinated Biphenuyls”).

Além disso, recomenda o uso de tecnologias alternativas para evitar a geração desses subprodutos. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP) reportou que os incineradores são a fonte de mais de 60% das emissões mundiais de dioxinas.

De acordo com a Aliança Global Contra os Incineradores (GAIA/Global Anti-Incinerator Alliance-), que é a responsável pela organização das manifestações, os objetivos da Convenção de Estocolmo reforçam que a incineração é um sistema de gerenciamento de resíduos insustentável, principalmente para os países que assinaram o documento.

De acordo com o Greenpeace Brasil, o governo brasileiro também deve fazer sua parte, não permitindo que sistemas de incineração sejam implantados no país, e ratificando a Convenção de Estocolmo.

“O governo Lula deve enviar o documento da Convenção para votação pelo Congresso Nacional. Esse, por sua vez deve ratificar a Convenção, ou seja aprová-la, para que ela se torne lei no nosso país”, disse John Butcher, responsável pela campanha de Substâncias Tóxicas do Greenpeace Brasil.

As emissões tóxicas, que são liberadas mesmo pelos incineradores mais modernos (nenhum processo de incineração opera com 100% de eficácia), são constituídas por três tipos de poluentes altamente perigosos para o ambiente e para a saúde humana: os metais pesados, os produtos de combustão incompleta e as substâncias químicas novas, formadas durante o processo de incineração.

“A incineração não tem lugar em um futuro sustentável”, afirmou Butcher. “Esse processo anda na contramão de qualquer iniciativa de redução na fonte, reutilização e reciclagem de resíduos. A incineração é deseducação. A incineração não é a solução”, disse.

No Brasil, outras organizações, como a ACPO (Associação de Combate aos POPs/ Associação de Consciência à Prevenção Ocupacional), e outras redes, como o Fórum Lixo e Cidadania de São Paulo, trabalham para pôr fim à incineração no país.

O Greenpeace Brasil trabalha em conjunto com essa entidades para que os incineradores sejam banidos do país, por meio da proibição desse tipo de sistema de gerenciamento pelo próprio Projeto de Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos, ou por meio de leis específicas que proíbam a incineração.

A organização trabalha também pela produção limpa e pelos sistemas de gestão de resíduos que sejam limpos e sustentáveis. Mais informações sobre o tema estão disponíveis no site da organização.

Fonte: Greenpeace

  
  

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Mateus Edmann Kühn

Mateus Edmann Kühn

26/01/2009 14:51:39
Correção: Onde se lê "GASES" acima, quiz dizer GAZES (tecidas) contaminadas por substâncias infecto-contagiosas.

Mateus

Mateus

28/10/2008 14:50:35
OK, NÃO VAMOS QUEIMAR (MESMO NOS MAIS EFICIENTES E MODERNOS SISTEMAS DE INCINERAÇÃO).
ENTÃO ESTOU ESPERANDO UMA SUGESTÃO VIÁVEL (FRENTE A QUANTIDADE ATUAL DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE). ESTAMOS ABERTOS A SUGESTÕES. NÃO ADIANTA CRITICAR O SISTEMA SE NÃO EXISTEM ALTERNATIVAS AO MOMENTO. VAMOS AUTOCLAVAR E COLOCAR EM ATERROS? E O CH4 QUE É GERADO? E OS COMPOSTOS QUE NÃO SÃO DESTRUÍDOS COM A AUTOCLAVAGEM E QUE LIXIVIAM COM OS LIQUIDOS DO ATERRO (QUE NEM SISTEMAS AVANÇADOS DE TRATAMENTO DE EFLUENTES CONSEGUEM REMOVER TODOS OS COMPONENTES TÓXICOS).
SEI QUE INCINERAÇÃO NÃO É UMA ALTERNATIVA BOA MAS TEMOS QUE USAR O BOM SENSO. PEDAÇOS HUMANOS, RESTOS DE TECIDOS, GASES INFECTO-CONTAGIOSOS, RESÍDUOS ADVINDOS DE FARMÁCIAS E CLINICAS VETERINÁRIAS. O QUE PODEMOS FAZER COM ESTES? NÃO DEFENDO A INCINERAÇÃO MAS EM NOSSO ATUAL SISTEMA DE GERAÇÃO DE RESÍDUOS, NÃO VEJO AO ALCANCE, ALTERNATIVAS SUSTENTÁVEIS QUE CONSIGAM CORRIGIR ESTE MODELO.
PROPONHO ENTÃO A PESQUISA VISANDO BUSCAR NOVAS ALTERNATIVAS E TECNOLOGIAS QUE TRATAMEM OS RESÍDUOS GERADOS ALÉM DE PESQUISAS VOLTADAS A MELHORAR A EFICIÊNCIA DOS ATUAIS SISTEMAS DE INCINERAÇÃO (INCLUSIVE APROVEITANDO O CALOR PARA POSSÍVEL GERAÇÃO DE ENERGIA).

ESTOU ABERTO A SUGESTÕES