Brasileiros são os mais conscientes sobre aquecimento global

Os brasileiros e os chineses são os mais conscientes sobre o papel das atividades humanas no aquecimento global, mostrou uma pesquisa com 46 países divulgada na segunda-feira (29). Os americanos são os menos conscientes. Treze por

  
  

Os brasileiros e os chineses são os mais conscientes sobre o papel das atividades humanas no aquecimento global, mostrou uma pesquisa com 46 países divulgada na segunda-feira (29). Os americanos são os menos conscientes.

Treze por cento dos pesquisados nos EUA nunca leram ou ouviram falar do assunto, embora os Estados Unidos sejam o maior emissor de gases-estufa do mundo.

O levantamento, feito pela ACNielsen com mais de 25 mil usuários da internet, mostrou que 57% das pessoas no mundo todo consideram o aquecimento global "um problema muito grave" e outros 34% consideram-no um "problema grave".

"Foi necessário o aparecimento de padrões extremos e ameaçadores para finalmente transmitir o recado de que o aquecimento global está acontecendo e chegou para ficar, a menos que haja um esforço organizado e global para reverte-lo", disse Patrick Dodd, presidente da ACNielsen Europe.

Os latino-americanos foram os mais preocupados e os norte-americanos os menos preocupados - apenas 42% das pessoas consideraram o aquecimento global "muito grave".

Os Estados Unidos emitem cerca de um quarto de todos os gases-estufa, e são o maior poluidor do mundo, à frente de China, Rússia e Índia.

Há praticamente um consenso na comunidade científica de que as temperaturas do planeta estão aumentando por causa dos gases-estufa, liberados pela queima de combustíveis fósseis.

O estudo também mostrou que 91% das pessoas já tinham ouvido falar do aquecimento global, e 50% imaginavam que ele fosse causado por atividades humanas.

Um relatório da ONU que deve ser divulgado na sexta-feira, 2, vai afirmar que há uma probabilidade de, no mínimo, 90% de que as atividades humanas sejam a principal causa do aquecimento global nos últimos 50 anos.

A sondagem disse que as pessoas que vivem em regiões vulneráveis a desastres naturais são as mais preocupadas - desde os latino-americanos preocupados com os prejuízos às plantações de café ou banana aos moradores da República Checa, fortemente atingida por enchentes em 2002.

Na América Latina, 96% dos entrevistados disseram que já ouviram falar do aquecimento global e 75%, o consideraram "muito grave".

A maior parte das nações industrializadas assinou o Protocolo de Kyoto, que impôs limites às emissões de gases-estufa. O presidente George W. Bush tirou os Estados Unidos de Kyoto em 2001, mas disse semana passada que a mudança climática era um "sério desafio".

Fonte: Reuters/Estadão Online

Editoria: Guto Bertagnolli

  
  

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