Carvão vegetal pode não ser vilão no aquecimento global, diz pesquisa

Estudorevela que o uso do carvão vegetal não intensifica tanto o aquecimento global e a utilização do eucalipto como biomassa ajuda a reduzir o desmatamento das florestas brasileiras.

  
  

Um estudo desenvolvido pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo, USP, revela que o uso do carvão vegetal não intensifica tanto o aquecimento global e a utilização do eucalipto como biomassa ajuda a reduzir o desmatamento das florestas brasileiras.

A tese de mestrado “Carvão vegetal e siderurgia: de elo perdido a solução para um mundo pós-Kioto”, defendida pelo economista Thiago Fonseca Morello, avaliou o uso e os problemas do eucalipto como fonte de energia para siderúrgicas. O trabalho foi orientado pelo professor Ricardo Abramovay e recebeu auxílio da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo, Fapesp.

A quantidade reduzida de jazidas de carvão mineral no Brasil faz com sejam buscadas alternativas a esse tipo de recurso. A importação em larga escala possibilitaria a utilização, mas implicaria em prejuízos ambientais significativos e dificuldades logísticas.

As plantações de eucalipto pelas indústrias se tornaram cada vez mais comuns para a utilização como matéria-prima do carvão. Essa opção trouxe alguns benefícios, de acordo com o pesquisador, como a diminuição no desmatamento das florestas. Como impactos negativos Morello destacou o aumento das grandes plantações e concentração de terras.

Fonte: Ambiente Brasil

  
  

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