Cuidados com os filhos durante o verão: sol e proteção da pele

Férias e verão combinam com praia. Porém, além de você e sua família é preciso contar com mais um personagem sempre presente – pelo menos na maior parte do dia – nessa história: o sol

  
  
“As crianças, em especial, têm a pele mais sensível e, portanto, precisam de maior proteção”

Férias e verão combinam com praia. Talvez você até prefira visitar cachoeiras ou fazer um tour por alguma cidade histórica. Mas em qualquer uma dessas situações, além de você e sua família é preciso contar com mais um personagem sempre presente – pelo menos na maior parte do dia – nessa história: o sol.

“As crianças, em especial, têm a pele mais sensível e, portanto, precisam de maior proteção”, alerta Márcia Kodaira, coordenadora das unidades pediátricas do Hospital Santa Catarina (HSC), em São Paulo. Para os pequenos, portanto, o uso de um filtro solar com fator de proteção (FP) alto é imprescindível. “Filtros solares com fator mínimo de 30 e idealmente o FP 50”, diz.

Márcia lembra, ainda, que o ideal é que o filtro solar seja aplicado ao menos 30 minutos antes da exposição ao sol. “E como todo mundo já sabe, evitar o sol entre 10h e 16h, lembrando do horário de verão, que pode variar entre os Estados do País”, completa a especialista. Para as crianças, ficar ao sol fora desse horário pode comprometer a saúde da pele, o maior órgão (sim, a pele é um órgão) do corpo humano.

Fora isso, os pais precisam se lembrar de reaplicar o filtro solar de 2 em 2 horas, caso a criança não tenha entrado na água, no caso de praias, piscinas ou cachoeiras. E se a criança estava nadando, o ideal é aplicar o filtro solar assim que ela se secar. Essa regrinha vale também para as crianças que brincaram bastante e suaram.

E antes de ter surpresas durante a viagem, Márcia dá a dica sobre o protetor solar: “o interessante é testar o produto antes de viajar, para ver se não há reação alérgica. Para isso, alguns pais não estão atentos. Caso haja alergia, deve-se procurar o médico – para confirmar ou descartar algo mais complexo – e com a orientação do profissional de saúde, mudar a marca do fabricante utilizado”, completa.

Outra coisa, lembra Márcia, é não esquecer as barreiras físicas também, como roupas (adequadas à temperatura e de tecidos de fibras naturais de preferência), chapéu ou boné e – está na moda e faz bem para a saúde – óculos de sol infantis (lembrando do selo de certificação e proteção UV).

“Criança vermelhinha é sinal de perigo”, lembra a especialista. Então, se com todos esses cuidados a criança apresentar algum tipo de inflamação da pele (é por isso que ela fica vermelha, a propósito) identifique o que pode estar comprometendo a proteção dos pequenos. A falta de uma opção para ficar à sombra também deve ser observada.

Márcia alerta os pais quanto às queimaduras químicas também. “Frutas como o limão – e outras frutas cítricas – ou o figo também podem comprometer a pele, deixando marcas escuras. Isso é queimadura. No caso do limão, essas queimaduras podem até criar bolhas de tão intensas”, pontua Kodaira.

E para aplacar a sensação ruim causada pela pele “ardida”, Kodaira sugere compressas de chá de camomila geladinhas. “Isso vai acalmar a pele. Paralelo a isso, não se deve esquecer o hidratante e, no dia seguinte, evitar o sol ou triplicar os cuidados”, finaliza.

Dicas gerais
• Tome bastante água
• Use roupas leves
• Evite exposição solar entre 10h e 16h
• Use chapéu, boné e óculos escuros
• Utilize o protetor solar indicado para sua tonalidade e tipo de pele. Opte sempre pelas marcas sem óleo (oil-free)
• Use protetor solar labial
• Não use perfumes para evitar que causem manchas na pele
• Evite consumir frutas cítricas pelo mesmo motivo dos perfumes
• Pergunte ao seu médico se os remédios que você ou seu filho ingere regularmente permitem a exposição ao sol

Fonte: Envolverde

  
  

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