Greenpeace protesta na Ponte Rio-Niterói contra aquecimento global

Manifestantes do grupo ecológico Greenpeace protestaram contra as mudanças climáticas que atingem o planeta

  
  

Manifestantes do grupo ecológico Greenpeace protestaram contra as mudanças climáticas que atingem o planeta na manhã de hoje (1º) na Ponte Rio-Niterói. Durante o ato, dez alpinistas penduraram, com técnicas de rapel, uma faixa na altura do Vão Central para alertar os líderes do G20, o grupo dos países mais ricos do planeta, que se reúnem amanhã (2), em Londres, para a necessidade de se preocuparem não apenas com a crise financeira internacional, mas também com as mudanças climáticas.

Com uma faixa dizendo World leaders: climate and people first, que significa “Líderes mundiais: clima e pessoas primeiro”, os ambientalistas quiseram passar o recado que é preciso discutir não só a economia, mas as questões ambientais também.

De acordo com um dos representantes do grupo, Paulo Adário, coordenador da Campanha Amazônia, a crise na economia é cíclica, já a climática pode ser irreversível.

“Os países ricos são responsáveis por 85% da riqueza mundial e também das emissões de carbono no planeta. Com isso, são os grandes responsáveis pelo desastre que os cientistas da ONU [Organização das Nações Unidas] anunciam para o futuro. Queremos que eles assumam sua responsabilidade”, afirmou.

Para o Greenpeace, os países desenvolvidos devem reduzir as emissões em pelo menos 40% até 2020, em comparação com os níveis de 1990. Os ambientalistas esperam, ainda, que países em desenvolvimento também lutem contra o aquecimento global e apontam o Brasil como quarto maior emissor de gases do efeito estufa, por causa dos desmatamentos na Amazônia.

Em decorrência do protesto, o trânsito na Ponte Rio-Niterói ficou tumultuado, no sentido Rio de Janeiro, desde o início da manhã, com congestionamento desde os acessos. A Polícia Rodoviária Federal informou que onze manifestantes foram detidos e levados para o posto da Polícia Federal, em Niterói. Para estender a faixa, de 50 metros (m) de comprimento e 30 m de altura, parte do grupo interditou uma das faixas.

Fonte: Agência Brasil
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