São Paulo se junta à Hora do Planeta

O ato simbólico de apagar tem significado especial, pois é a sociedade de todo o mundo mostrando aos líderes globais que é preciso encontrar uma solução para o aquecimento global.

  
  

São Paulo confirmou sua participação na Hora do Planeta 2009, um ato simbólico contra o aquecimento global liderado pelo WWF-Brasil. No dia 28 de março, as luzes dos principais ícones da maior cidade da América Latina serão apagadas por uma hora, das 20h30 às 21h30.

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, assinou o termo de adesão na sede da prefeitura paulistana, na segunda-feira (23/03), em solenidade com a presença do presidente do Conselho Diretor do WWF-Brasil, Álvaro de Souza.

Na ocasião foi anunciado o apagar das luzes da Ponte Estaiada, Monumento às Bandeiras, Viaduto do Chá, Estádio do Pacaembu, Teatro Municipal, Obelisco e Parque do Ibirapuera.

"São Paulo participa pela primeira vez da Hora do Planeta por que o movimento é uma oportunidade de alertar as pessoas sobre a importância da conservação da natureza, do uso sustentável dos recursos naturais e do uso de energias limpas. É um evento de simbolismo, solidariedade e, principalmente, preocupação contra o aquecimento global", afirmou Gilberto Kassab, Prefeito de São Paulo.

“Ao aderir à Hora do Planeta, mesmo num momento de crise econômica global, São Paulo mostra que o centro financeiro do país também está preocupado com a questão ambiental”, afirmou Álvaro de Souza. “Afinal, as soluções para estes dois desafios atuais devem andar juntas”, finalizou.

Além dos monumentos públicos, instituições da cidade como o Edifício Copan, o Instituto Butantan e o MAM (Museu de Arte Moderna) já anunciaram a sua participação na Hora do Planeta e apagarão as suas luzes externas no próximo dia 28 de março, bem como prédios comerciais como World Trade Center, o Sheraton Hotel e a sede da Vivo, todos na região da avenida Berrini.

Essas adesões foram conquistadas graças ao emprenho de parceiros como o São Paulo Convention & Visitors Bureau, o Movimento Nossa São Paulo, a Associação Viva Centro e a Associação Paulista Viva, além da participação de empresas como Rede de Hotéis Sol Melia, Vivo, HSBC, DuPont e Coca-Cola Brasil.

No dia 28 de março, durante a Hora do Planeta, haverá um encontro aberto ao público, promovido pelo WWF-Brasil e Grupo Abril na Praça Victor Civita, em Pinheiros (Rua do Sumidouro 580).

O evento, com entrada franca, terá apresentação artística com dança e música acústica e abrigará o ato simbólico do apagar das luzes de São Paulo. A iluminação externa do prédio do Grupo Abril também será apagada.

Este é o primeiro ano que o Brasil participa da Hora do Planeta e 36 cidades já aderiram ao movimento. Entre elas, Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Porto Alegre (RS), Curitiba (SC) e Castro Alves(BA), além do estado do Amazonas. Os municípios do estado deSão Paulo que aderiram ao movimento são Taubaté, Capela do Alto, Lorena, Osasco, Peruíbe, Tarumã, Penápolis, e Votorantim.

O movimento Hora do Planeta começou em 2007, em Sidney, na Austrália. Em 2008, 371 cidades de 35 países participaram do movimento. Este ano, já são mais de 1800 cidades inscritas em 81 países.

Acordo Global de Clima:

O ato simbólico de apagar as luzes durante a Hora do Planeta em 2009 tem significado especial, pois é a sociedade de todo o mundo mostrando aos líderes globais que é preciso encontrar uma solução para o aquecimento global.

Para isso, é urgente que, em dezembro deste ano, estes líderes assinem, na 15ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, na Dinamarca, um acordo justo e eficiente para reduzir drasticamente as emissões de gases do efeito estufa.

O Brasil ocupa hoje o desconfortável 4º lugar no ranking mundial de emissores de gases do efeito estufa. Hoje, o desmatamento – principalmente na Amazônia e Cerrado – é responsável por cerca de 75% de nossas emissões de CO2.

Sendo a 9ª maior economia do planeta, o Brasil é uma potência dentre os países emergentes e um líder nas negociações internacionais sobre mudanças climáticas. Devemos ser exemplo para um desenvolvimento justo e sustentável.

Fonte: Del Valle Editoria / Luiz Pedrosa / CDN

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