Litoral norte baiano ganha parque de conservação ambiental

Os visitantes do litoral norte baiano terão uma nova opção de turismo ecológico, o Parque Sauípe. O inédito projeto de conservação ambiental está instalado numa área do ecossistema de Mata Atlântica de 66 hectares,

  
  

Os visitantes do litoral norte baiano terão uma nova opção de turismo ecológico, o Parque Sauípe. O inédito projeto de conservação ambiental está instalado numa área do ecossistema de Mata Atlântica de 66 hectares, doada pelo empresário Norberto Odebrecht ao Instituto Corredor Ecológico Costa dos Coqueiros (Incecc).

O projeto, que tem como principal objetivo estimular a conservação do ecossistema e fornecer material para o reflorestamento do Litoral Norte, foi desenvolvido pela Cetrel e Sauípe S/A. É coordenado pela Incecc e conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Mata de São João e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Segundo o presidente da Costa do Sauípe, Alexandre Zubaran, a participação do destino baiano no projeto se insere na estratégia do empreendimento de promover ações sócio-ambientais em benefício das comunidades do entorno. “Desde a sua idealização e posterior construção, Costa do Sauípe abraçou como prioridade básica a conservação ambiental e o equilíbrio dos ecossistemas do empreendimento, não só por fazer parte dos valores da empresa, mas também pelo seu pioneirismo na região. O Parque Sauípe reforça ainda mais esse compromisso. O modelo de gestão desenhado pelo Incecc, desenvolvido pela Cetrel e Sauípe S/A vai ampliar o desenvolvimento sustentável do litoral norte”, afirma Zubaran.

O Parque Sauípe ocupa uma fazenda de mais de 20 anos que pertenceu ao fundador empresário Norberto Odebrecht. A antiga área de pasto foi transformada em uma grande reserva que concentra duas nascentes, lagos, ampla diversidade de animais e trilhas ideais para o ecoturismo e educação ambiental. “Quando a fazenda foi adquirida a área tinha 20 hectares de mata nativa e restante era destinada para pasto. Em pouco tempo, conseguiu-se recuperar grande parte do manancial e hoje 70% da área é de floresta. Na área antropizada restante é que funcionará as instalações do parque”, afirma o diretor-executivo do Imcecc, Álvaro Oyama.

Além do acervo de mais de 150 mil imagens de animais silvestres e pesquisas da Cetrel, os visitantes terão à disposição túneis de observação de fauna silvestre, trilhas na mata nativa e o Museu de História Natural. O acervo de Ciências Naturais do museu é composto de centenas de espécies da fauna brasileira taxidermizados (empalhados) como o tuiuiú e a onça pintada.

Numa outra frente

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os técnicos realizarão trabalho de atração de espécies da fauna do Litoral Norte ao maciço de Mata Atlântica do Parque Sauípe. “Identificamos na área de Sauipe 250 espécies de pássaros diferentes, um número expressivo se compararmos com as 436 espécies conhecidas no litoral baiano e 826 em toda a Bahia”, afirma o ornintólogo da Cetrel, Pedro Lima.

Fonte: CDI
Del Valle Editoria
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