Ongs poderão gerir Parques Estaduais junto com o governo de São Paulo

A Fundação SOS Mata Atlântica, o IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas e o ISA - Instituto Socioambiental foram convidados pela SMA - Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo para discutir a gestão, em conjunto com o governo, dos três Parques

  
  

A Fundação SOS Mata Atlântica, o IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas e o ISA - Instituto Socioambiental foram convidados pela SMA - Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo para discutir a gestão, em conjunto com o governo, dos três Parques Estaduais.

Foi enviada na segunda-feira (20/1) carta à SMA, em nome das três instituições, confirmando o convite. Têm início agora conversações com os técnicos das ONGs e funcionários do governo para estruturar um modelo de gestão conjunta, sobre o qual serão elaboradas as propostas específicas para cada Parque e um cronograma de implementação.

Claudio Pádua, diretor científico do IPÊ, explica que não haverá substituição do papel do Estado, como administração de patrimônio e fiscalização. “Queremos facilitar e ajudar no trabalho com as UCs - Unidades de Conservação nas áreas em que temos experiência, como pesquisa, educação e turismo, garantindo uma agilidade que não existe na ação governamental.

” Para ele, a parceria cataliza o trabalho do terceiro setor em áreas protegidas e busca um modelo próprio em São Paulo para uma iniciativa que já existe em nível federal, isto é, a co-gestão de UCs entre o Ibama - Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e ONGs.

A intenção de se fazer uma parceria desse tipo já havia sido anunciada pelo secretário de Meio Ambiente, José Goldemberg, no fim do ano passado. Os motivos centrais para a iniciativa foram a falta de infra-estrutura do governo para cuidar dos parques e a falta de verbas.

“Num contexto em que a arrecadação é cada vez menor, a área de meio ambiente acaba sendo marginializada, e o Estado é criticado pela falta de fiscalização, pela infra-estrutura deficiente e pela demora dos concursos públicos para contratação de pessoal, entre outras coisas”, relatou Enrique Svirsky, coordenador do Proaong - Programa Estadual de Apoio às ONGs da SMA.

Dessa maneira, as ONGs que participarão da iniciativa foram escolhidas não só por desenvolverem atividades locais nas UCs em questão e pelo conhecimento que detêm e produzem sobre o bioma Mata Atlântica, mas também pelo potencial de captação de recursos para a gestão dos Parques.

Fonte: Instituto Socioambiental

  
  

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